culturiar

Culturiar é uma neologia, um verbo que exemplifica o nossa curiosidade sobre a cultura.

Mário Lúcio

Eu sou apenas um rapaz latino americano sem dinheiro no banco, sem parentes importantes e vindo da Grande São Paulo...

O gato de Schrödinger e o rato de Skinner

Conclusões de forma empírica que trazem reflexões à humanidade.


O porquê do Empirismo nós conseguimos observar muito além do que Aurélios, Houaiss e Wikipédias possam nos informar. John Locke (1632 – 1704) no século XVII já havia nos mostrado que todo o conteúdo latente em nossas mentes deriva de nossas experiências vivenciadas. Na área da Epistemologia, ou também chamada como a teoria do conhecimento, Locke diverge da questão das ideias inatas. Para ele o ser humano nasce com uma espécie de tela em branco em seu cérebro e conforme vai adquirindo experiências ao longo de sua jornada terrestre, este acaba pintando formas nessa tela em branco constituindo assim conclusões, observações, indagações e demais conceitos.

Essa proposta de abordagem Empírica de Locke pode ser lida em sua obra “Ensaio acerca do entendimento humano” onde ele explica melhor sobre a questão de conseguirmos povoar nossas mentes através do que sentimos, vivenciamos. Partindo desse princípio há dois casos de experiências empíricas que nos trazem duas reflexões distintas de um mesmo objeto e com cobaias diferentes. São as caixas de Erwin Schrödinger (1887 – 1961) e Burrhus Frederic Skinner (1904 – 1990).

Schrödinger era um físico austríaco que teve grandes contribuições acadêmicas no ramo da Mecânica Quântica, umas das vertentes da Física, suas pesquisas e o desenvolvimento de uma equação para explicar a evolução temporal do estado quântico lhe rendeu o prêmio Nobel em 1933.

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Em 1935 o afamado físico propõe um experimento mental, uma espécie de paradoxo que traz uma caixa lacrada, um gato, um frasco contendo veneno subatômico, um contador Geiger (aparelho que serve para medir radiações) e um martelo. A ideia é simples, só existem duas possibilidades, se o contador Geiger detectar a radiação presente no veneno, uma alavanca aciona o martelo e o mesmo quebra o frasco liberando o veneno para que o gato morra, caso o contador não detecte o gato irá sobreviver. A questão proposta por ele é que só saberemos se o gato está vivo ou morto ao abrirmos a caixa, o contrário terá um gato vivo e morto, numa dúvida infinita. A razão de Schrödinger imaginar esse experimento veio depois de várias conversas com Albert Einstein (1879 – 1955), onde os dois achavam sem lógica a Interpretação de Copenhague desenvolvida por Niels Bohr (1885 – 1962) e Werner Heisenberg (1901 – 1976), físicos teóricos que mostraram em três teses que a Mecânica Quântica não possui variáveis de interpretação escondidas.

Skinner por sua vez foi um grande Psicólogo americano, professor em Harvard e chefe do departamento de Psicologia da Universidade de Indiana. Durante o período em Harvard, B. F. Skinner fez uma bateria de experimentos com ratos e criando algo que posteriormente ficou conhecida como “A caixa de Skinner”. caixa.jpg

A experiência de Skinner traz duas polaridades, o reforço positivo e o reforço negativo que consistem numa caixa com uma alavanca especial dentro e um rato. Todos os momentos em que o rato pressionasse a alavanca ele receberia um tanto de comida, a frequência com que isso acontecia era automaticamente registrada. No começo talvez o rato pudesse fazer isso por mero instinto ou casualidade, só que com o tempo ele começaria a pressionar a alavanca de propósito para obter a comida. Esse experimento mostra o reforço positivo, no caso do reforço negativo, o rato ao acionar a alavanca ao invés de receber comida, tomava pequenos choques, consequentemente isso o levou a não pressionar a alavanca. A conclusão de Skinner é que os animais são condicionados por respostas que recebem de suas atitudes e do ambiente em si. Afinal está nas leis Newtonianas, “para toda ação há uma reação”.

Schrödinger e Skinner tentaram provar através de seus experimentos os conceitos e suposições que haviam formulado. Podemos então dizer que ambos usaram da abordagem Empirista de Locke para evidenciar alguma coisa, terão aqueles que talvez questionem dizendo: “mas Schrödinger fez um experimento mental, ele não colocou em prática”, porém tendo em vista o que Locke defendia, não foi inata a imaginação de Schrödinger, o conhecimento adquirido para prover tal experimento mental vem do que ele já tinha ciência no ramo físico.

Podemos também comparar a invenção de Skinner ao que chamamos de compensação ou castigo, quase todas as mães usam da teoria de Skinner do reforço positivo e reforço negativo sem nem ao menos saberem ou se darem conta disso.


Mário Lúcio

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