curiosas verdades

Artigos sobre verdades históricas não encontradas nos livros escolares

Cláudio B.

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O Código Botticelli

Atendendo aos inúmeros pedidos dos leitores que apreciaram o artigo "Miriam de Magdala, a mulher que conhecia O Todo", revelo hoje, um grande segredo da Igreja Cristã sobre o assunto, através do complemento intitulado "O Código Botticelli". Necessário, onde decifraremos o mistério por trás do "Cristo sem barba", no famoso quadro com o qual ilustrei o texto sobre Maria Madalena. Imperdível!


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Muitos de meus leitores perceberam, que o quadro "A Lamentação do Cristo Morto", de Botticelli - com o qual ilustrei meu artigo propositalmente - apresentava algo incomum: A imagem de Cristo sem a barba. Única arte no mundo a representar o Messias desta forma, há mais de 500 anos, esconde um grande segredo do Cristianismo, que hoje, descobriremos juntos, abrindo pela primeira vez na História, uma autêntica "cápsula do tempo", através deste interessante artigo.

Alessandro Filipepi, cujo pseudônimo era Sandro Botticelli, foi protegido dos Médici e muito bem relacionado no círculo florentino, trabalhando para o Vaticano, produzindo afrescos para a Capela Sistina e ainda como retratista. Após ser assombrado por uma crise religiosa, logo após a expulsão da família Médici de Florença, fato que o levou a tornar-se discípulo do dominicano Girolamo Savonarola, provavelmente em busca de uma redenção espiritual, observamos uma mudança radical em suas obras, daquele período.

Cientes que Savonarola era um inimigo de Lourenço de Médici, do Papa Alexandre VI e da Cúria Romana, criticando-os e adotando uma postura apocalíptica em seus sermões picantes, mas que na verdade, não passava de um fanfarrão em busca de alguma notoriedade sobre o caldo em ebulição daquele período renascentista - à exemplo do que fazia o agostiniano Martinho Lutero - entendemos o quanto deve ter influenciado e revirado a cabeça de Botticelli, plantando-lhe mais dúvidas do que uma única certeza, a qual ansiava desesperadamente. Savonarola era tão ridículo e inconsequente que um dia, acreditando ser a voz de Deus, com o hábito de clamar que o Poder Divino o fulminasse se ele estivesse errado, passou a dizer que iria caminhar sobre o fogo para provar a retitude de suas pregações. Quando um frade franciscano aceitou o desafio, dizendo que achava que também seria queimado, porém que seu sacrifício serviria para tirar a ilusão do povo, Savonarola não se mostrou mais disposto e recuou da prova. Um frei dominicano, discípulo de Savonarola, aceitou o desafio em seu lugar, e o circo foi armado, em Florença, em que a multidão compareceu para assistir a uma tragédia ou a um milagre. O representante de Savonarola, porém, inventou uma desculpa para não caminhar no fogo, e após vários insultos de lado a lado, acabou não havendo a esperada ordália pelo fogo. Mesmo assim, antes de ser enforcado e incinerado, o idiota ainda provocava as mentes de quem dele se aproximava, ao ponto de Leonardo da Vinci ter usado seu rosto para retratar a face de Judas Iscariotes, em A Última Ceia.

Todo este quadro, certamente contribuiu para que Botticelli chegasse ao ponto de se revoltar, ocultando em suas magníficas obras sacras, revelações dos segredos que sabia, graças ao seu convívio com os Médici e foi muito acintoso e genial, neste que optei em apresentar aos meus leitores.

Vamos agora observar a obra, primeiro do ponto de vista em que foi e é apresentada à mais de 500 anos: A "Lamentação sobre o Cristo Morto" apresentaria o corpo inerte de cristo, rodeado pela Virgem Maria, São Pedro, São João Evangelista, São Jerônimo, Maria Madalena e pasmem (!) São Paulo.

Os leitores acreditam nisso?

Comecemos por Paulo: ele nunca conheceu Jesus, pois viveu e começou suas atividades missionárias por volta do ano 50 D.C. e só conhecera Pedro por volta de 60, segundo os relatos vagos sobre o suposto "Incidente de Antioquia", escritos por ele mesmo. Aproveitando o assunto, lembro também que nunca foi Bispo de Roma. Só aí, já cai por terra a descrição da obra. Agora, vejamos o detalhe que capturei, apresentando muito bem o rosto de Cristo: não é o de um homem de 33 anos, mas de um jovem adolescente e ainda imberbe. Observemos igualmente o rosto da "Virgem", que chorava abraçada a sua cabeça. Façam as contas: se Cristo morreu aos 33 anos, sua mãe não estaria com um rosto tão jovem quanto o que é mostrado no quadro. Onde estão as marcas do suplício da Cruz? O ferimento da lança em seu peito, as marcas da coroa de espinhos? Tudo isso seria retratado fielmente não apenas por Botticelli, mas por qualquer grande artista renascentista que empreitasse tal cena. Notem também a "piéce-de-resistènce": os cabelos vermelhos. Consta na antigas escrituras, que Maria Madalena os possuía e eram notados por Jesus, que não os tinha. Mulheres de cabelos vermelhos eram disputadas e consideradas especiais, no Mundo Antigo, graças a uma velha crença de que não possuíam piolhos.

Amigos e leitores, é meu dever informá-los que a "cápsula do tempo" que me referi, trata-se de uma revelação tão surpreendente quanto as inseridas em meu artigo sobre Miriam de Magdala: O quadro na verdade, revela a morte do Filho de Jesus, sendo lamentada por sua mãe, Maria Madalena e cercado por sua família, a mesma que descrevi no texto!

A cena teria sido na despedida ao sepultamento do corpo, na tumba que aparece ao fundo da obra, exatamente como eram os túmulos na antiga França e não como os existentes em Jerusalém e deve-se notar igualmente, as vestes típicas da antiga Gália, utilizadas por Madalena. As "aureólas", foram feitas para enganar mais fácilmente as autoridades eclesiásticas e os inquisidores, durante a exposição da obra, com um acréscimo: induzi-los a acreditarem que seria Madalena e não a aia do rapaz, Sara, aos pés do jovem morto, evocando a pseuda cena da "arrependida" aos pés de Cristo.. Um pouco de psicologia aplicada, já naqueles tempos.

Tudo isso era sabido dos Médici, dos Borja e de outras famílias nobres, aliadas à Roma e mantidos como segredos heréticos, guardados a sete chaves e que eram passados por gerações e mesmo Da Vinci, como iniciado, teria tido acesso a muitos desses conhecimentos ocultos.

Agradecendo o interesse sobre meu trabalho, os bons comentários e elogios, os quais me incentivam à pesquisa profunda das verdades históricas e do conhecimento. Creio que agora, esta longa, mas necessária explicação é suficiente, para elucidar o mistério sobre a obra e os questionamentos que me foram feitos, deixando meu carinho para todos os que me prestigiaram, no sucesso da estréia de minha coluna na OBVIOUS.


Cláudio B.

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