curiosas verdades

Artigos sobre verdades históricas não encontradas nos livros escolares

Cláudio B.

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Vinde a mim, as criancinhas

Hoje (6/02/2015), o amado e bonzinho "El Santito", líder religioso de milhões de fiéis em todo o mundo e que atende pela alcunha de Papa Francisco, declarou em pronunciamento oficial que é a favor da "palmada", como corretivo para a educação de uma criança.


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Persuadir: Levar ou induzir a fazer, a aceitar ou a crer. Julgar. Aceitar como certo. (Dicionário Michaelis).

"Curiosas Persuasões"

Hoje (6/02/2015), o amado e bonzinho "El Santito", líder religioso de milhões de fiéis em todo o mundo e que atende pela alcunha de Papa Francisco, declarou em pronunciamento oficial que é a favor da "palmada", como corretivo para a educação de uma criança, persuadindo aos pais católicos, que sigam seu exemplo.

Na absoluta falta do que fazer, uma vez que seu mentor já estabeleceu todas os objetivos da "Nova Igreja do Século XXI", os mesmos de quando estava no poder, o testa-de-ferro de Bento XVI tenta, de vez em quando, aparecer na mídia com alguma de suas próprias "máximas"..

A violência contra as crianças explode nas estatísticas em todo o mundo, levando até aos países emergentes, como o nosso Brasil, reforçarem suas leis de proteção, aos que não podem se defender de tais atos - os mesmos que considero particularmente, uma barbárie, oriunda de minha velha arqui-inimiga, a ignorância. A instituição da "palmada", hoje em nosso Código Penal, é considerado crime e violação de incapaz, seguindo a tendência internacional de abolir estas práticas arcaicas e inúteis.

Neste ambiente, o "erudito" Papa, um homem que nunca teve filhos e portanto, não pode oferecer nada como pai, criador e responsável pela vida e educação de uma criança, resolve mais uma vez, "nadar contra a maré", contrariando os princípios da psicologia, da pedagogia e de sua própria "fé" em Cristo. O Messias sempre pregou o amor incondicional às crianças - segundo seus próprios evangelhos, base dogmática de sua Igreja - e acredito que nunca tenha levado umas palmadas de seus pais. Não por sua caracterização "divina", mas por que, na Antiguidade, os valores das famílias, principalmente as judaicas, eram bastante diferentes do que vemos atualmente. A proteção, os cuidados e a educação de um primogênito, sempre foram considerados como fundamentais, para a formação do futuro deste herdeiro, existindo códigos morais sobre isso, religiosa e socialmente aceitos pelas antigas sociedades. Isso era passado por gerações, garantindo a prosperidade destas famílias.

A famosa frase atribuída à Cristo, em Lucas 18:16-17, revela mais que uma benevolência ao trato com nossas crianças, porém uma confirmação destes preceitos, como rabino e grande líder religioso.

Aparentemente, mesmo sabendo que os ensinamentos de Jesus se referiram à este fato, o "santo" "El Santito" decide ir na contra mão dos mesmos. Da mesma maneira que mente, fingindo tomar posturas diante de seus protegidos sacerdotes pedófilos, igualmente dentro da filosofia adotada no papado anterior, por seu mestre. Todos continuam em liberdade, longe das garras da justiça, protegidos entre os muros de alta segurança do Vaticano. É incrível como seus bajuladores, todos aqueles que acreditam que sua fé cega, os levará ao "Céu", da mesma forma que os mulçumanos ainda admitem que receberão suas 72 virgens e um copo de vinho, no paraíso de Alah - prosseguem tentando tapar o sol, com suas peneiras perfuradas com suas próprias ignorâncias.

Finalizando, deixarei um recado para meus conscientes leitores, revelando um período de minha própria infância: certa vez, aos 10 anos, fui acusado por meu pai de ter quebrado algo, que não me lembro o que era. Não me lembro, porque não o quebrei e jamais dei importância a isso. O que me marcou profundamente e que nunca esqueço, foi a forma como meu pai, um homem culto, que nunca sequer levantou sua voz para mim - descontrolado porque minha prima, a verdadeira pessoa que tinha destruído o tal objeto, havia lhe confirmado que tinha sido eu, o responsável pelo ato, maldosamente - me empurrou e eu caí ao chão. Fiquei atônito, desesperado, chorando e gritando que não havia sido eu e que não sabia de nada. Meu pai se recolheu ao quarto e ao fim da tarde, acabou descobrindo que cometera dois erros. O primeiro, por acusar-me injustamente e o segundo, por ter me empurrado, uma vez que acredito, nem saberia me dar uma "palmada", com todo o amor que possuía por mim, seu único filho.

À noite, teve seu primeiro derrame cerebral.

Dois anos depois, morreu e me deixou sua herança: o gosto pela Cultura, pela Ciência, pelo Conhecimento e o trauma de infância, que me levou a ter, desde aquele incidente, aversão a qualquer forma de mentira, o que me causou até hoje, dissabores desagradáveis em todas as empresas por onde trabalhei em cargos de confiança, com minhas namoradinhas e em meus relacionamentos sociais. Talvez, tenha sido benéfico este trauma, levando-me a reforçar minha própria visão de moralidade e princípios, uma vez que tive de encontrar esta formação por mim mesmo, depois de órfão. Talvez, minha coluna Curiosas Verdades, seja o fruto de sempre honrar a verdade, sobre todas as coisas. Apenas hoje, lamento não poder ter meu pai, vivo por mais alguns anos, para poder confidenciar-lhe minha visão sobre isto. Meu filho, Claudinho, hoje com 17 anos, jamais recebeu uma palmada, um grito ou um empurrão. Nunca deixou de ser um bom menino.


Cláudio B.

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