curiosas verdades

Artigos sobre verdades históricas não encontradas nos livros escolares

Cláudio B.

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A moeda da ignorância

“Assim que uma moeda no cofre toque, a alma do purgatório pula”..
Do que se trata esta frase? Convido meus leitores e aos interessados na historiologia, a viajarem comigo até o ano de 1517. Alguém se habilita?


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“Assim que uma moeda no cofre toque, a alma do purgatório pula”..

Essa frase não é mais uma das tantas que meus inimigos alegam que eu invento, com a intenção de fornecer credibilidade aos textos de minhas exaustivas pesquisas. Realmente, é mais outra verdade, que comprova a qualidade, o rigor histórico e científico com o qual eu trabalho, há 26 anos, construindo minha atestada boa reputação, na comunidade acadêmica internacional. Fora proferida da boca do pastor dominicano Johann Tetzel, sacerdote, inquisidor católico e finalmente, vendedor de indulgências (preferem “executivo de negócios?”) do nosso velho conhecido, Papa Leão X. Os dois, estelionatários e “santos” em sua Igreja, que em sua época, precisavam muito de um “extra”, para atender suas dívidas pessoais e as necessidades homossexuais.

Cláudio B., o herege e infame escritor, cotado para o primeiro lugar na lista dos livros e autores proibidos, do próximo Índex Prohibitorum - este sepultado em 1966 por Paulo VI e que foi ressuscitado por Bento XVI, segundo me adiantou pessoalmente, por telefone, seu capacho, o Monsenhor Pagano, atual Chefe dos Arquivos do Vaticano - estaria também levantando falso testemunho quanto à santidade destes dois ladrões? Vejamos:

O historiador alemão católico do papado, Ludwig Von Pastor fez questão de registrar a frase de Tetzel, em uma conversa com o Santo Padre, quando o mesmo lhe retrucara com outra pérola, igualmente anotada pela atento registrador oficial: "Desde que Deus nos deu o Papado, vamos desfrutá-lo"! Estes indivíduos de mau caráter, ainda colecionaram em seu curricullum pervertido, as dívidas proporcionadas por suas orgias gays, com o devido silêncio depois, muito bem pago, através do erário papal, graças ao reforço de caixa da famosa Taxa Camarae, que a seguir, publico na íntegra, como recibo aos que me acusam de mentiroso e charlatão, esquecendo que não assino com o nome de dois certos escritores famosos, um símbolo já perdido e outro,“mago”, que se utilizam de falsidades e charlatanismo, em suas ficções sem embasamento nenhum, mas que, seguindo o exemplo daqueles dois safados cobradores de taxas as massas, vendem muito suas grossas salsichas vazias e são elogiados e recomendados pelos atuais defensores desta mesma ignorância. Mera curiosa coincidência é que ambos se dizem católicos e igualmente são homossexuais não assumidos - apenas, lembrando a mera coincidência, uma vez que não me interessa a preferência sexual dessa gente.. A Taxa Camarae, um dos pontos culminantes da corrupção humana. Um tarifário promulgado em 1517, pelo Papa Leão X (1513-1521) destinado a vender indulgências, ou seja, o perdão dos pecados, a todos quantos pudessem pagar umas boas libras ao pontífice. Como veremos na transcrição que se segue, não havia delito, por mais horrível que fosse, que não pudesse ser perdoado a troco de dinheiro. Leão X declarou aberto o céu para todos aqueles, fossem clérigos ou leigos, que tivessem violado crianças e adultos, assassinado uma ou várias pessoas, ou abortado, desde que se manifestassem generosos com os cofres papais.

1. O eclesiástico que cometa o pecado da carne, seja com freiras, seja com primas, sobrinhas ou afilhadas suas, seja, por fim, com outra mulher qualquer, será absolvido, mediante o pagamento de 67 libras e 12 soldos.

2. Se o eclesiástico, além do pecado de fornicação, quiser ser absolvido do pecado contra a natureza ou de bestialidade, deve pagar 219 libras, 15 soldos. Mas se tiver apenas cometido pecado contra a natureza com meninos ou com animais e não com mulheres, somente pagará 131 libras e 15 soldos.

3. O sacerdote que desflorar uma virgem, pagará 2 libras e 8 soldos.

4. A religiosa que quiser alcançar a dignidade de abadessa depois de se ter entregado a um ou mais homens simultânea ou sucessivamente, quer dentro, quer fora do seu convento, pagará 131 libras e 15 soldos.

5. Os sacerdotes que quiserem viver maritalmente com parentes, pagarão 76 libras e 1 soldo.

6. Para todos os pecados de luxúria cometidos por um leigo, a absolvição custará 27 libras e 1 soldo; no caso de incesto, acrescentar-se-ão em consciência 4 libras.

7. A mulher adúltera que queira ser absolvida para estar livre de todo e qualquer processo e obter uma ampla dispensa para prosseguir as suas relações ilícitas, pagará ao Papa 87 libras e 3 soldos. Em idêntica situação, o marido pagará a mesma soma; se tiverem cometido incesto com os seus filhos acrescentarão em consciência 6 libras.

8. A absolvição e a certeza de não serem perseguidos por crimes de rapina, roubo ou incêndio, custará aos culpados 131 libras e 7 soldos.

9. A absolvição de um simples assassínio cometido na pessoa de um leigo é fixada em 15 libras, 4 soldos e 3 dinheiros.

10. Se o assassino tiver morto a dois ou mais homens no mesmo dia, pagará como se tivesse apenas assassinado um.

11. O marido que tiver dado maus tratos à sua mulher, pagará aos cofres da chancelaria 3 libras e 4 soldos; se a tiver morto, pagará 17 libras, 15 soldos; se o tiver feito com a intenção de casar com outra, pagará um suplemento de 32 libras e 9 soldos. Se o marido tiver tido ajuda para cometer o crime, cada um dos seus ajudantes será absolvido mediante o pagamento de 2 libras.

12. Quem afogar o seu próprio filho pagará 17 libras e 15 soldos [ou seja, mais duas libras do que por matar um desconhecido - observação do autor); caso matem o próprio filho, por mútuo consentimento, o pai e a mãe pagarão 27 libras e 1 soldo pela absolvição.

13. A mulher que destruir o filho que traz nas entranhas, assim como o pai que tiver contribuído para a perpetração do crime, pagarão cada um 17 libras e 15 soldos. Quem facilitar o aborto de uma criatura que não seja seu filho pagará menos 1 libra.

14. Pelo assassinato de um irmão, de uma irmã, de uma mãe ou de um pai, pagar-se-á 17 libras e 5 soldos.

15. Quem matar um bispo ou um prelado de hierarquia superior terá de pagar 131 libras, 14 soldos e 6 dinheiros.

16. O assassino que tiver morto mais de um sacerdote, sem ser de uma só vez, pagará 137 libras e 6 soldos pelo primeiro e metade pelos restantes.

17. O bispo ou abade que cometa homicídio por emboscada, por acidente ou por necessidade, terá de pagar, para obter a absolvição, 179 libras e 14 soldos.

18. Quem quiser comprar antecipadamente a absolvição, por todo e qualquer homicídio acidental que venha a cometer no futuro, terá de pagar 168 libras e 15 soldos.

19. O herege que se converta pagará pela sua absolvição 269 libras. O filho de um herege queimado, enforcado ou de qualquer outro modo justiçado, só poderá reabilitar-se mediante o pagamento de 218 libras, 16 soldos e 9 dinheiros.

20. O eclesiástico que, não podendo saldar as suas dívidas, não quiser ver-se processado pelos seus credores, entregará ao pontífice 17 libras, 8 soldos e 6 dinheiros, e a dívida ser-lhe-á perdoada.

21. A licença para instalar pontos de venda de vários gêneros, sob o pórtico das igrejas, será concedida mediante o pagamento de 45 libras, 19 soldos e 3 dinheiros.

22. O delito de contrabando e as fraudes relativas aos direitos do príncipe contarão 87 libras e 3 dinheiros.

23. A cidade que quiser obter para os seus habitantes ou para os seus sacerdotes, frades ou monjas autorização de comer carne e lacticínios nas épocas em que está vedado fazê-lo, pagará 781 libras e 10 soldos.

24. O convento que quiser mudar de regra e viver com menos abstinência do que a que estava prescrita, pagará 146 libras e 5 soldos.

25. O frade que para sua maior conveniência, ou gosto, quiser passar a vida numa ermida com uma mulher, entregará ao tesouro pontifício 45 libras e 19 soldos.

26. O apóstata vagabundo que quiser viver sem travas pagará o mesmo montante pela absolvição.

27. O mesmo montante terá de pagar o religioso, regular ou secular, que pretenda viajar vestido de leigo.

28. O filho bastardo de um prior que queira herdar a cura de seu pai terá de pagar 27 libras e 1 soldo.

29. O bastardo que pretenda receber ordens sacras e usufruir benefícios pagará 15 libras, 18 soldos e 6 dinheiros.

30. O filho de pais incógnitos que pretenda entrar nas ordens pagará ao tesouro pontifício 27 libras e 1 soldo.

31. Os leigos com defeitos físicos ou disformes, que pretendam receber ordens sacras e usufruir de benefícios pagarão à chancelaria apostólica 58 libras e 2 soldos.

32. Igual soma pagará o cego da vista direita, mas o cego da vista esquerda pagará ao Papa 10 libras e 7 soldos. Os vesgos pagarão 45 libras e 3 soldos.

33. Os eunucos que quiserem entrar nas ordens pagarão a quantia de 310 libras e 15 soldos.

34. Quem, por simonia, (compra ou venda ilícita de benefícios eclesiásticos) quiser adquirir um ou mais benefícios deve dirigir-se aos tesoureiros do Papa que lhos venderão por um preço moderado.

35. Quem, por ter quebrado um juramento, quiser evitar qualquer perseguição e ver-se livre de qualquer marca de infâmia, pagará ao Papa 131 libras e15 soldos. Pagará ainda por cada um dos seus fiadores a quantia de 3 libras.

Severamente cumprido pelas autoridades inquisidoras, a perseguição aos "caloteiros" endividados e suas prisões, mergulhou em terror e sangue, todos os países controlados sob o poder absoluto da Igreja Católica, mas no entanto, para a historiografia católica, o Papa Leão X, autor de um exemplo de corrupção tão grande como o que acabamos de ler, passa por ser o protagonista da “história do pontificado mais brilhante e talvez o mais perigoso da história da Igreja”. Mais meras brilhantes coincidências de curiosas lembranças.. Já escolheram suas taxas? Podem se apressar, pois a fila é grande ou então, irem ao livreiro comprar os "besteiróis sellers" daqueles sujeitos que me referi, lá atrás - dará no mesmo: se iludir e jogar dinheiro fora.

Quanto à vil acusação de pederastia aos “castos”, não apenas Tetzel e Leão X, este último, que apesar de ter como amantes o Conde Ludovico Rangone e Galeotto Malatesta, segundo as cartas de Francesco Guicciardini, não se contentava apenas com dois em sua alcova, sendo também apaixonado pelo veneziano Marcantonio Flaminio, morrendo na cama com este, após uma noite de amores luxuriosos. Outro homossexual - este porém - um simples aproveitador da situação e interessado no lucrativo mercado de dízimos que ressurgia e apontava horizontes, resolveu fazer parte desta “Gaiola das Loucas”: o ex-padre agostiniano Martinho Lutero. Lançou as bases da sua Reforma Protestante, pregando suas Noventa e Cinco Teses, na porta da igreja em Wittenberg, em 1517, já que não existia melhor ventilador para jogar suas.. Aproveitando-se da situação de revolta do povo, contra a sem vergonhice da Taxa Camarae e a violência das perseguições aos devedores, percebeu que ali era o seu momento certo para agir e não perdeu tempo. Excomungado naturalmente em 1521, casou-se com uma mulher para disfarçar sua opção sexual, ante seus novos seguidores, esperançosos pela nova e quiçá, "verdadeira palavra" de Cristo. Se não fizesse mais este “horrendo sacrifício heterossexual”, seria um péssimo marketing para sua nova Igreja que surgia, naquela época já bastante rentável, sob seus auspícios. Grande Mártir.. "grande" Martinho.

Agradeço como sempre, aos meus fiéis leitores que ainda estejam acordados, após mais um de meus “soporíferos” artigos.

Alto, na primeira ilustração: Foto do baú verdadeiro, atualmente exposto no Museu de Praga e utilizado por Leão X e Tetzel - por absoluta falta de um cofre de porquinho, para guardarem suas moedinhas de dízimos. Negócios, apenas negócios.. acabou no museu, porque hoje, eles já utilizam Bancos em paraísos fiscais e senhas digitais codificadas.

Rodapé abaixo, a "Gaiola das Loucas": Da esquerda para a direita, Leão X com seus cardeais. Seu belo namorado Marcantonio. Tetzel, como cobrador do erário papal e depois como inquisidor. Reação inicial às teses de Lutero. O casto e puritano excomungado Martinho, pregando seus venenos respeitosamente, na porta da Casa de Deus. Sua aparência humilde, depois que virou o primeiro "Papa Protestante". Finalmente, o primeiro Índex, editado até o século passado e que, por causa da "gentalha" inconveniente e perigosa como Galileu, Alexandre Dumas (pai e filho), Copérnico, Julio Verne e mais recentemente, os excomungados "satânicos" Von Daniken, Stephen Hawking e Cláudio B., está sendo reeditado, já iniciando com meu nome na letra "C", na lista de autores heréticos e diabólicos.. eu mereço!

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Cláudio B.

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