da janela das eumênides

...cada amanhecer traz a razão para recomeçar...

Maria Brockerhoff

As Eumênides acreditam, piamente, na sorte do trevo de quatro folhas… regado com suor, garra, técnica e insônia!

Zimbabwe — antiga Rodésia do Sul

Era de Cecil Rhodes a megalômana idéia de um Império Britânico na África. Planejava uma estrada de ferro de Capetown ao Cairo. A arrogância-mor dos colonialistas: o topônimo “Rodésia” para a região do antigo Reino de Zimbabwe — na língua Shona, “Casas de Pedra” e/ou “Casas Veneradas”.


Zim1.jpgFoto: Wikimedia CommonsO presidente Robert Gabriel Mugabe, 90 anos, está no poder desde 1980. É filho de um carpinteiro e de uma professora. Teve uma boa educação em colégio jesuíta. Os professores o consideravam inteligente e com muitas habilidades. Formou-se em artes, história e inglês na África do Sul, tendo sido professor na atual Zambia.

Em 1980, eleito primeiro-ministro da República do Zimbabwe, Mugabe transformou-se em um homem sedento de poder, usando todos os meios imorais, ilegais, cruéis para se manter “lá”. Perseguiu duramente os brancos, confiscou propriedades, dizimou-os até a dispersão total; não vimos um só “white” nativo na pitoresca vila de Victoria Falls.

Em 2008 — um exemplo banal — 85 membros do partido de oposição MDC foram assassinados, milhares feridos e presos. Em setembro deste mesmo ano houve uma coalizão com o candidato derrotado, Morgan Tsvangirai, em que o poder sobre as forças armadas e as principais e efetivas decisões ficaram sob o delírio de Mugabe. As fraudes nas eleições são denunciadas continuamente.

Além de ataques a jornalistas, os simpatizantes do MDC ou qualquer voz dissonante sofrem todo tipo de violência e intimidação. Reeleito (?!) em agosto de 2013, com denúncias de inutilização de, no mínimo, 70 mil cédulas a favor da oposição; sabe-se que o resultado não é reflexo da vontade popular.

O eterno Mugabe, diagnosticado há alguns anos com câncer de próstata, já tem planos para as eleições de 2018, nos seus verdes 94 anos! De “messias” salvador do povo contra a ocupação britânica, tornou-se um dos mais impiedosos opressores da África.

Zim2.jpgFoto: Wikimedia CommonsHá mais de 4 moedas em circulação; o dólar americano é a oficial, um meio de conter a hiperinflação do extinto dólar nacional. Zimbabwe, uma bela e rica região, tem uma população faminta, sem emprego, uma incontrolável epidemia de AIDS e uma vultosa dívida externa.

Zim3.jpgFoto: Erik TörnerA cerâmica, a cestaria, a escultura em madeira e pedra são notáveis. A música africana traz uma emoção forte e contagiante. No Zimbabwe predominam os instrumentos marimba, xilofone, mbira/kalimba — piano de polegar — e os de percussão, num ritmo irresistível.


Maria Brockerhoff

As Eumênides acreditam, piamente, na sorte do trevo de quatro folhas… regado com suor, garra, técnica e insônia!.
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