da janela das eumênides

...cada amanhecer traz a razão para recomeçar...

Maria Brockerhoff

As Eumênides acreditam, piamente, na sorte do trevo de quatro folhas… regado com suor, garra, técnica e insônia!

O Reino da Felicidade — Bhutan

Os formidáveis caminhões do Bhutan são engenhosas e criativas alegorias. As cabines coloridas, cheias de espelhos, desenhos e símbolos culturais são uma festa ambulante em cada curva!


Foto: Rainer BrockerhoffO tema de divulgação do Bhutan é a felicidade, como medida do PIB — Produto Interno Bruto. Esta meta auspiciosa e desafiadora pode ser uma esperança para nós do lado de cá.

Certamente, os butaneses alcançam altos níveis de segurança, invejável calma nas cidades, produção farta de alimentos, acessibilidade a escola e preservação da cultura e dos costumes. Aqui não há fumantes; é rigorosamente proibida a entrada de qualquer tipo de produtos de tabaco. Contudo, o alcoolismo relativamente alto e a pobreza nas vilas desequilibram esta balança de felicidade. Ainda assim, o modelo é exemplar.

Foto: Rainer BrockerhoffPunakha, nosso próximo destino, foi a capital até 1955. A região é um vale fértil às margens dos belíssimos rios Pho Chhu (masculino) e Mo Chhu (feminino). Devido às constantes inundações a cidade foi transferida para as partes mais altas e, então, quase todas as construções são novas, naquele estilo elegante e original. Foto: Rainer BrockerhoffImperdível o majestoso e antiquíssimo Punakha Dzong; o mosteiro, com várias edificações artisticamente decoradas, tem no pátio uma árvore milenar sob a qual Buda teria tido a iluminação. Foto: Rainer Brockerhoff

Um símbolo cultural interessantíssimo são as figuras pintadas nas casas para afugentar os maus espíritos.

São atrações os magníficos desfiladeiros, passos, gargantas entre as montanhas dos Himalayas: Foto: Rainer BrockerhoffDochu La — 3115m — um marco impressionante de 108 stupas, construidas recentemente pela rainha-mãe para liberar as almas dos soldados mortos na luta contra rebeldes indianos em 2003. Foto: Rainer Brockerhoff• O primeiro mosteiro de monjas da Ásia. Entre adolescentes e adultas, as monjas estudam, cuidam de todos os afazeres, além de serem exímias artesãs. A alegria e a simplicidade das jovens monjas são tão envolventes que brincamos juntas ao pé da stupa por inesquecíveis momentos. Foto: Rainer BrockerhoffLowa La — 3360m — é o acesso ao vale sagrado de Phobjika, onde assistimos um tradicional festival budista.

Em Thimphu, a capital atual, não há semáforos. Até 1962 nem havia carros de passeio! No Hotel Osel, inaugurado há uma semana, os funcionários se desdobravam em adivinhar os desejos dos hóspedes. Tivemos notícia da construção de dezenas de luxuosos hotéis; infelizmente, uma séria ameaça a este Shangri-La. Foto: Rainer BrockerhoffDe Thimphu voltamos a Paro, com pernoite no tradicional Hotel Olathang, com belos jardins, comida farta e deliciosa. Bem cedinho voaremos pela Druk Air para Kathmandu, Nepal.

Aqui termina essa aventura. Não se passa incólume pela imersão nestas misteriosas terras. Ainda bem!

As diferenças culturais nos fazem rever os conceitos e os pré!! É enriquecedor abrir-se para outros mundos, outras novas idéias, respeitar os costumes e admirar a generosa gente nativa.

PS. Enquanto não for ao Bhutan, vale a pena visitar no Brasil, em Cotia/SP, o belíssimo Templo Zu Lai — Monastério Fo Guang Shan.


Maria Brockerhoff

As Eumênides acreditam, piamente, na sorte do trevo de quatro folhas… regado com suor, garra, técnica e insônia!.
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