da janela das eumênides

...cada amanhecer traz a razão para recomeçar...

Maria Brockerhoff

As Eumênides acreditam, piamente, na sorte do trevo de quatro folhas… regado com suor, garra, técnica e insônia!

Marilyn — 90 anos!

A menina Norma morou em um orfanato e com outras famílias devido aos problemas psicológicos da mãe, Gladys Baker. O pai desconhecido. Casou-se, a primeira vez, aos 16 anos; aos 18, com o jogador de baseball Joe DiMaggio; aos 30, com o dramaturgo Arthur Miller; este teria dito, ao saber das circunstâncias da morte da atriz: “inevitável”.


Norma Jean, uma graciosa garota morena, transformara-se na loiríssima e infeliz Marilyn Monroe...

Marilyn1962.jpg

O vestido de Marilyn Monroe, na noite de gala do aniversário de JFK em Nova York, em 1962, foi desenhado e cortado por Jean-Louis Berthauldt, estilista francês, que já inventara a incrível silhueta de Rita Hayworth em Gilda.

Marilyn deu-lhe uma única sugestão: “faça um vestido que somente Marilyn ousaria usar” — dito e feito!

O mago da costura desenhou um sonho; o vestido foi feito com tecido tão leve e transparente como uma nuvem de seda, foi fabricado especialmente para este dia.

Foi necessário sobrepor 20 camadas de seda nos seios e entre as pernas para evitar transparências e “seis mil pedras de strass foram semeadas por todo o tecido, fazendo-o cintilar”. Dezoito costureiras trabalharam por quase uma semana. Impossível vestí-lo; foi costurado, literalmente moldado sobre a pele de Marilyn. Então, ela só pôde entrar no palco com passinhos minúsculos como os de uma gueixa. Delírio absoluto...

O traje custou 12 mil dólares, equivalentes, hoje, a 400 mil reais; foi leiloado pela Christie’s por mais de um milhão de dólares.

A apresentação do  “Happy Birthday, Mr. President” durou 7 minutos e foi o que restou daquela época — de orgias e guerra fria — regada a Dom Pérignon.

Em 4 de agosto do mesmo ano, Marilyn mergulha para sempre, à deriva, “na escuridão de azeviche”.

Quanto desperdício!

(do livro “Marilyn et JFK”, de François Forestier, jornalista e crítico de cinema, romancista e biógrafo.)


Maria Brockerhoff

As Eumênides acreditam, piamente, na sorte do trevo de quatro folhas… regado com suor, garra, técnica e insônia!.
Saiba como escrever na obvious.
version 1/s/cinema// @obvious, @obvioushp //Maria Brockerhoff