Joyce Barbosa

Artista

'Second Movement' de Anne Teresa De Keersmaeker

Anne Teresa mostra como desenvolve seus trabalhos no seu primeiro (novo) livro.


En atendant

Foto de "En atendant"

No final do mês de novembro, Anne Teresa De Keersmaeker esteve no Brasil, mais precisamente na cidade de São Paulo, para apresentar dois trabalhos: “Cesena” e “En atendant”.

A coreógrafa aproveitou a oportunidade para conversar sobre seu livro (que vem acompanhado de quatro dvds): “Fase, dour movements to the music of Steve Reich”; “Rosa danst Rosas”; “Elena’s Aria”; e “Choreography to Bartok’s String Quartet no. 4”. Todas do repertório da companhia.

O livro se constitui em torno dessas 4 coreografias e lá ela explica como se deu o processo de criação de cada uma, através de gráficos, desenhos, rascunhos, rabiscos e matemática. Muita, e engenhosa, matemática.

Dona Teresa, como eu carinhosamente a chamo (porque admiro seu trabalho), conversou com os artistas da cidade horas antes da apresentação, tanto sobre os dvds e o livro, como sobre suas criações. Tudo isso foi intermediado pela minha querida professora e orientadora, Helena Katz.

Nessa conversa, Anne Teresa mostrou como desenvolveu a lógica sistêmica das quatro mulheres sentadas em Rosa danst Rosas.

Para tentar entender um pouco mais, confira aqui o trecho de Rosas danst Rosas:

Dona Teresa parece ter ficado mais popular depois que nossa colega Beyonce usou (copiou) o trecho de Rosas danst Rosas. Vejam aí, que confuso:

A cena acima é chamada de “Second movement” e se encontra dividida em cinco células (ABCDE). A primeira é chamada de “nodding”, algo como “consentimento”; a segunda, chamada de “Les poses em eventails”, aqui as cenas acontencem cena por cena, uma por uma; a terceira, por sua vez, chama-se “Chipotage”, é a mistura das células já constituídas; a quarta é “Phrase in unison”, que é utilizada como uma limpeza de estrutura através da repetição igualada de uma das células anteriores; e a quinta parte, “Eventails”, ela renova as células por um outro caminho de repetição, onde ela trabalha com as poses; na sexta parte, “Retrograde with poses”, ela retoma as poses ainda mais rápido, até que parem; na última parte, “Break”, uma das dançarinas deita na cadeira lentamente enquanto as outras três param.

Complicado?

Quem sabe por aqui fique mais simples:

Ou a própria Dona Teresa explicando:


Joyce Barbosa

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