Carolina Carettin

Jornalista e bailarina. Já quis ser muita coisa. Aí decidiu deixar acontecer.

5 filmes do Oscar 2014 que vale a pena ver

A premiação deste ano está repleta de ótimos filmes que vão do drama à super produção cheia de efeitos especiais: um prato cheio para qualquer cinéfilo.


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No ano passado, o Das Artes separou os cinco filmes da premiação que você não podia deixar de ver. Este ano a lista tem cinco filmes e mais um bônus! Confira abaixo o top 5 dos filmes indicados ao Oscar 2014.

1. Gravidade - Alfonso Cuarón

No Oscar: Melhor diretor, melhor trilha sonora original (Steven Price), melhor edição, efeitos visuais, fotografia, melhor edição de som, melhor mixagem de som. Indicado como melhor filme, melhor atriz (Sandra Bullock) e melhor design de produção.

Gravidade, do mexicano Alfonso Cuarón foi a produção que levou mais Oscar’s esse ano: foram sete, a maioria em categorias técnicas como efeitos visuais e edição e mixagem de som. Em uma hora e meia acompanhamos a história de Ryan Stone (Sandra Bullock) e Matt Kowalski (George Clooney) que estão em uma missão para consertar o telescópio Hubble. Após serem surpreendidos por uma chuva de destroços de um satélite que fora atingido por um míssil, os dois veem-se sem contato com as bases da NASA. Após perder seu companheiro, Ryan deve voltar para a Terra sem a ajuda de ninguém.

Vale a pena conferir o making of depois de assistir ao filme:

No Obvious: "Gravidade", por Lia R. Bianchini e "Gravidade: Solidão na medida certa", por Guilherme Fernandes.

2. 12 anos de escravidão - Steve McQueen

No Oscar: Melhor filme, melhor atriz coadjuvante (Lupita Nyong'o), roteiro adaptado (John Ridley). Indicado por melhor diretor, melhor ator (Chiwetel Ejiofor), melhor ator coadjuvante (Michael Fassbender), melhor figurino, melhor edição, design de produção.

Steve McQueen trata da escravidão em 12 anos, um assunto ainda muito atual em nossa sociedade. Solomon Northup, interpretado por Chiwetel Ejiofor, é um escravo livre que vive com sua esposa e filhos. Ele acaba sendo sequestrado quando aceita um trabalho em outra cidade. Aí é vendido como se ainda fosse escravo e passa por humilhações físicas e emocionais.

No Obvious: "'12 anos escravo' e imagens tocantes da escravidão moderna", por Gregório Grisa, "12 Anos de Escravidão, um filme de Steve McQueen", por Lynn Francis Colling e "12 Anos de Escravidão: enfim, um vencedor!", por Guilherme Fernandes.

3. Clube de Compras Dallas - Jean-Marc Vallée

No Oscar: Melhor ator (Matthew McConaughey), ator coadjuvante (Jared Leto), maquiagem e cabelo. Indicado como melhor filme, melhor roteiro original (Craig Borten e Melisa Wallack), edição.

Clube de Compras Dallas já é um prato cheio apenas pela atuação dos atores Matthew McConaughey e Jared Leto que, merecidamente, levaram a estatueta este ano. Além disso, o filme trata de um assunto ainda muito delicado: o tratamento de pacientes portadores do vírus HIV. No filme, Ron Woodroof (McConaughey) é um caubói que vive bebendo, transando e usando muita droga. Depois de sofrer um acidente de trabalho e ir para o hospital, descobre que tem AIDS. Ron, um machão homofóbico assumido, não aceita o diagnóstico no início. Com a chegada dos fortes sintomas, Ron passa a investir contra a indústria farmacêutica, procurando drogas alternativas. É nesse momento que conhece o travesti Rayon (Leto), com quem cria o Clube de Compras Dallas.

No Obvious: "De Zé-Ninguém a Ativista", por Guilherme Fernandes.

4. Ela – Spike Jonze

No Oscar: Melhor roteiro original (Spike Jonze). Indicado como melhor filme, design de produção, canção original ("The Moon Song", de Karen O e Spike Jonze), trilha sonora original (William Butler e Owen Pallett).

Theodore, um escritor solitário e deprimido depois da separação de sua mulher Catherine, compra um novo sistema operacional que promete ser como um ser humano, com consciência e sentimentos. Ele e Samantha, seu OS, acabam se apaixonando e dão início a uma história de amor que lida também com os dilemas homem x máquina, homem x tecnologia.

No Obvious: “Ela”, por Felipe Lima e “’Ela’, de Spike Jonze, ou a arte de filmar sem mostrar”, por Daniel Baz.

5. Nebraska – Alexander Payne

No Oscar: Indicado como melhor filme, melhor diretor (Alexander Payne) melhor fotografia, melhor roteiro original (Bob Nelson), atriz coadjuvante (June Squibb), melhor ator (Bruce Dern).

Talvez Nebraska tenha sido o filme dessa lista que mais me tocou. Há uma certa semelhança com o francês Amor, ganhador do Oscar do ano passado, em relação à temática do envelhecimento. Woody Grant, interpretado pelo excelente Bruce Dern, acredita que ganhou 1 milhão de dólares e quer ir até a cidade de Lincoln, Nebraska, retirar seu prêmio. Seu filho, David (Will Forte), decide levá-lo até lá, mesmo sabendo que não há prêmio algum. Quem dá graça e força ao filme é Kate, mulher de Woody, interpretada por June Squibb, que é totalmente contra a viagem e vive reclamando da vida que leva ao lado do marido.

No Obvious: "Nebraska: a dura e deliciosa verdade", por Guilherme Fernandes e "Nebraska (ou a busca pela permanência)", por Diogo Brunner.

Bônus: A Grande Beleza - Paolo Sorrentino

No Oscar: Melhor filme estrangeiro (Itália).

Não poderia deixar de fora A Grande Beleza de Sorrentino. Aclamado pela crítica, o filme conta a história do escritor Jep Gambardella, interpretado brilhantemente por Toni Servillo, que se vê no meio de uma sociedade de excessos e luxos. Após escrever “O Aparelho Humano”, Jep não conseguiu concluir nenhum projeto a que se deteve. Depois de comemorar seus 65 anos e revisitar momentos passados, ele passa a olhar para além de sua realidade, buscando a absurda e estranha beleza da vida.

No Obvious: "A Grande Beleza", por Gregório Grisa e "A beleza de Roma e a decadência humana", por Beatriz Braga.


Carolina Carettin

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