Carolina Carettin

Jornalista e bailarina. Já quis ser muita coisa. Aí decidiu deixar acontecer.

5 Filmes do Oscar 2015 que vale a pena ver

A premiação do Oscar é considerada uma das mais importantes pela indústria cinematográfica. Em 2015, ficou difícil de escolher um favorito para levar a estatueta de Melhor Filme, por exemplo. Nesta lista, cinco filmes que você não pode perder.


atores.jpgJ.K. Simmons (Whiplash), Patricia Arquette (Boyhood), Julianne Moore (Para Sempre Alice) e Eddie Redmayne (A Teoria de Tudo).

Desde 2013, o Das Artes publica uma lista com os cinco filmes do Oscar que você não pode perder. Este ano, foi muito mais difícil escolher sem cometer injustiças. Confira a seleção.

1. Birdman (ou A Inesperada Virtude da Ignorância)

No Oscar: Melhor filme, melhor diretor (Alejandro Gonzáles Iñárritu), melhor roteiro original (Alejandro G. Iñárritu, Nicolás Giacobone, Alexander Dinelaris Jr. e Armando Bo), melhor fotografia (Emmanuel Lubezki). Indicado como melhor ator (Michael Keaton), melhor ator coadjuvante (Edward Norton), melhor atriz coadjuvante (Emma Stone), melhor edição de som (Martín Hernández e Aaron Glascock), melhor mixagem de som (Jon Taylor, Frank A. Montaño e Thomas Varga).

Com fotografia e edição impecáveis, “Birdman (ou A Inesperada Virtude da Ignorância)” é um dos melhores filmes do Oscar 2015. Michael Keaton e Edward Norton roubam a cena. Keaton vive Tiggan Thomson, um ator que já fez muito sucesso como o super-herói Birdman e, por estar em crise, decide adaptar uma peça de teatro. Como em “Cisne Negro” (Darren Aronofsky, 2010) não se sabe o que é realidade e o que é imaginação de Thomson. Tecnicamente, “Birdman” é perfeito. Com direção do mexicano Alejandro Gonzáles Iñárritu, o filme parece ter sido filmado sem nenhum corte de edição. Eles existem, mas são imperceptíveis.

No Obvious: “Birdman (ou A Inesperada Virtude da Ignorância)", de João Roc.

2. O Grande Hotel Budapeste

No Oscar: Melhor design de produção (Anna Pinnock e Adam Stockhausen), melhor figurino (Milena Canonero), melhor trilha sonora original (Alexandre Desplat), melhor maquiagem (Mark Coulier e Frances Hannon). Indicado como melhor filme, melhor diretor (Wes Anderson), melhor roteiro original (Wes Anderson e Hugo Guinness), melhor fotografia (Robert Yeoman), melhor edição (Barney Pilling).

Com direção de Wes Anderson (Moonrise Kingdom), "O Grande Hotel Budapeste" venceu em quatro categorias técnicas, com destaque para a incrível trilha sonora de Alexandre Desplat. O filme se passa na fictícia República de Zubrowka, entre a primeira e a segunda Guerra Mundial e conta a história do recepcionista do famoso Grande Hotel Budapeste, Gustave H. (Ralph Fiennes), e de Zero Moustafa (Tony Revolori/F. Murray Abraham), o menino do lobby que se torna seu amigo mais confiável. "Grande Hotel" tem um elenco de peso que conta com Edward Norton, Adrien Brody, Tilda Swinton, Jude Law e Bill Murray.

No Obvious: “O Grande Hotel Budapeste - o banquete de Wes Anderson”, de Lynn Colling. “Wes Anderson e o retorno da harmonia em ‘O Grande Hotel Budapeste’”, de Daniel Baz.

3. Boyhood: da infância à juventude

No Oscar: Melhor atriz coadjuvante (Patricia Arquette). Indicado como melhor filme, melhor diretor (Richard Linklater), melhor ator coadjuvante (Ethan Hawke), melhor roteiro original (Richard Linklater), melhor edição (Sandra Adair).

O “grande perdedor do Oscar” – como está sendo chamado – não pode ficar de fora dessa lista. Richard Linklater, da trilogia “Antes do Amanhecer” (1995), “Antes do Pôr do Sol” e “Antes da Meia-Noite”, apresenta a beleza da fluidez do tempo em nossas vidas em “Boyhood – da infância à juventude” que demorou 12 anos para ser lançado. Os atores são os mesmos do começo ao fim do filme, o que contribui para nossa mente compreender melhor o que eles estão passando no longa. É capaz de ver sua própria vida sendo transformada em filme. É capaz de se reconhecer em cada cena, em cada perrengue. Linklater repete sua arte de construir diálogos muito bons e que fluem com facilidade, seja numa conversa sobre sexo entre pai (Ethan Hawke) e filha (Lorelei Linklater) ou quando Mason está indo para a faculdade e sua mãe (Patricia Arquette) se dá conta de que ficará sozinha.

No Obvious: “Nossa vidas em ‘Boyhood’”, de Carolina Carettin. “Boyhood – o filme de 2014” , de Renata Jamus. “Boyhood – da infância à juventude”, de Bruno Leandro. “Boyhood e a beleza da vida comum”, de João Lopes. “A passagem do tempo em ‘Boyhood’”, de João Roc. “Boyhood e a primazia na técnica sobre o conteúdo”, de Vinicius Siqueira. “O tempo de nossas vidas”, de Luiz Klein.

4. A Teoria de Tudo

No Oscar: Melhor ator (Eddie Redmayne). Indicado como melhor filme, melhor atriz (Felicity Jones), melhor roteiro adaptado (Anthony McCarten), melhor trilha sonora (Jóhann Jóhannsson).

Eddie Redmayne é incrível em sua interpretação como Stephen Hawking e teve o merecido reconhecimento na noite da premiação. Felicity Jones também surpreende como Jane. Um filme emocionante e dramático sobre a história de um dos maiores físicos do mundo.

No Obvious: "A Teoria de Tudo", de Carolina Vila Nova. "A Teoria de Tudo: As lições de vida de Stephen Hawking provam que as nossas limitações são alimentadas somente por nós", de Lorene Lopes.

5. Whiplash

No Oscar: Melhor ator coadjuvante (J.K. Simons), melhor mixagem de som (Craig Mann, Ben Wilkins e Thomas Curley), melhor edição (Tom Cross). Indicado como melhor filme, melhor roteiro adaptado (Damien Chazelle).

Vale a pena assistir pela bela atuação de J.K. Simons como o professor de música carrasco e pela edição e mixagem de som. Miles Teller como protagonista é uma grata surpresa.

No Obvious: “Whiplash: a imperfeição do ego”, de Leandro Godoy.

Bônus - Finding Vivian Maier

Indicado como Melhor Documentário, "Finding Vivian Maier" conta a misteriosa história da fotógrafa Vivian Maier, descoberta há alguns anos por John Maloof. Vivian trabalhava como babá e tirava fotos o tempo todo, mas nunca mostrou seu trabalho a ninguém. Maloof conversou com seus antigos patrões, amigos, crianças de quem ela cuidou. Maier é uma assombração, um fantasma, que deixou suas fotografias para que lembrássemos dela.

No Obvious: “A Mulher que Só Existe Em Suas Fotografias”, de Carol Gavioli. “Vivian Maier – A Fotógrafa dos Filmes Não Revelados”, de Jéssica Parizotto. “A Descoberta Inusitada Sobre a Fotógrafa Vivian Maier”, de Marcelo Vinícius.


Carolina Carettin

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