de dentro da cartola

Entre um sacudir e outro: a palavra

Giseli Betsy

Meu instrumento é a palavra. Minha maior motivação é o desafio.

Wagner Moura: Um esboço da trajetória que o levou até Hollywood

Jornalista de formação, ator, cantor e letrista. Carismático, admirável, despretensioso e extremamente cauteloso com a fama, certamente saberá lidar com tudo que está vindo e ainda está por vir.


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Wagner Maniçoba de Moura (27 de junho de 1976) é um ator brasileiro natural de Salvador, Bahia. É pai de três meninos, fruto de seu relacionamento com a fotógrafa Sandra Delgado. O ator também é cantor e, é o vocalista da banda Sua Mãe.

Ele é encantador, sensível, inteligente, tímido. Características que o torna ainda melhor quando sabemos que se trata de um homem politizado e de boa índole.

Um dos atores mais talentosos e cobiçados do cinema nacional desde “Tropa de elite”, Wagner Moura aproveita o tempo livre para curtir os filhos, treinar jiu-jítsu, e aperfeiçoar o italiano.

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Wagner Moura começou a fazer aulas de teatro na adolescência para perder a timidez. Aos poucos decidiu seguir na carreira. Com a peça Máquina, ele atuou ao lado dos atores Lázaro Ramos e Vladimir Brichta. No cinema, o artista começou fazendo curtas, como Pop Killer e Rádio Gogó. Seu primeiro longa foi Sabor da Paixão (Woman on Top), da venezuelana Fina Torres, no qual fazia uma pequena participação. Participou também de outros longas como: Abril Despedaçado, As Três Marias, Deus é Brasileiro, O Homem do Ano, Ó Paí Ó, entre outros.

Um filme de sucesso foi Carandiru, em que viveu o presidiário e traficante Zico. Já na TV, ele começou em Carga Pesada, fez Sexo Frágil e estreou nas novelas com A Lua me disse de Miguel Falabella. Foi sucesso na minissérie JK, vivendo o presidente brasileiro. Ainda na tevê conquistou o público com sua atuação na novela Paraíso Tropical, em que viveu um vilão.

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Um homem de atitude, respondeu a Arnaldo Bloch em um artigo que virou capa do jornal o Globo, quando esse jornalista chamou o filme Tropa de Elite de fascista. Fez o país reconsiderar o programa Pânico na TV, por causa de uma brincadeira de mau gosto que fizeram com ele, que Wagner definiu como “espetacularização da babaquice”.

Tratando-se de religião, diz não acreditar na Bíblia, “acredito no metafísico, nas coisas que a gente não enxerga com nossa visão limitada”.

Está sempre envolvido nas causas ambientais e de direitos humanos. Surpreendentemente ainda veio o Tributo à Legião Urbana. Quem subiria em um palco de tanta responsabilidade mostrando coragem e que também queria se divertir tanto quanto a multidão presente nas duas apresentações? Cantou e também desafinou, mas quem não desafinaria com tamanha responsabilidade e emoção?

Além disso, protagonizou produções como "Tropa de elite" (2007), "Tropa de elite 2 – O inimigo agora é outro" (2010), "Vips" (2010) e "O homem do futuro" (2011), entre outros.

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Nesse meio tempo teve também peça teatral, depois de quase quatro anos longe dos palcos, em 2008, Wagner Moura fez um retorno triunfal como ninguém menos que Hamlet, o maior personagem do teatro ocidental, protagonista da tragédia de William Shakespeare.

Em relação ao teatro ele diz: “Sou de teatro, mas, depois que montei Hamlet, não sei mais com o que posso sonhar nos palcos. Essa peça mudou minha vida”.

Protagonista também de A Busca filme brasileiro lançado no começo do ano, com sucesso de crítica. Aqui no Brasil, Wagner estará em mais dois filmes, que estreiam ainda este ano. ‘Serra Pelada’ que é sobre a corrida do ouro no norte do Brasil na década de 80. E, no filme ‘Praia do Futuro’, no qual ele interpreta um salva-vidas que vai para a Alemanha atrás de uma paixão.

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Em agosto foi lançado o filme americano de ficção científica “Elysium” . Foi graças ao capitão Nascimento, personagem dele no filme 'Tropa de Elite 2', até hoje o filme nacional de maior bilheteria da história, que Wagner ganhou o papel no filme. Nem precisou fazer teste. O diretor (Neill Blomkamp) é fã dele. O ator vive um vilão ao lado de um elenco estelar. Filme que marca a estreia de Wagner Moura em Hollywood. Liderando as bilheterias pela 2ª semana consecutiva o público do longa já se aproxima de 1 milhão. Críticos de cinema, de jornais e revistas importantes fizeram elogios ao trabalho de Wagner.

“Este é o primeiro filme que eu faço em inglês e, honestamente, eu não faria um filme em Hollywood só por fazer.” Conta o ator que diz já ter recusado convites dos EUA que considerou fraco.

Wagner irá interpretar Federico Fellini (1920 - 1993), um dos maiores cineastas da história, no filme Fellini Black and White, que começa a ser rodado em janeiro de 2014.

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Além do mais, está cotado para viver Chorão nas telonas e também tem "Trash", filme que conta com ele e Selton Mello no elenco. Baseado na história de três meninos que moram em um lixão. O longa do diretor de "O Leitor" e "As Horas" Stephen Daldry é adaptado do best seller de mesmo nome do britânico Andy Mulligan.

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No mais, vai fazer sua estreia como cineasta, assumindo a direção do longa, na adaptação de "Marighella” (1911-1969) – O guerrilheiro que incendiou o mundo".

Com tudo isso, Wagner disse que ainda deseja voltar à televisão, onde começou em 2003. “As coisas que eu fiz na TV foram muito importantes para mim. Eu gostei de fazer. Eu comecei a fazer muitos filmes, porque o cinema brasileiro está em uma fase muito especial, muito aquecido. Uma novela toma muito seu tempo, então, enquanto você consegue fazer dois filmes, você faz uma novela só, mas um projeto interessante na televisão é tudo o que eu estou querendo”, conta o ator.

Este dia pode estar próximo, pois a obra de Milton Hatoum “Dois irmãos” publicada em 12 países está prestes a ter seus direitos renovados por uma emissora de tevê. E Wagner Moura é o mais cotado para viver o protagonista da minissérie e dar vida aos gêmeos Yaqub e Omar, filhos de imigrantes libaneses na história.

“Minha intenção é sempre que meus projetos sejam sucesso de público. Quero que assistam ao que faço”, resume. Tem como não assistir algo que ele faça?


Giseli Betsy

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