Jocê Rodrigues

Escritor e editor

10 artistas que não podem faltar em seu iPod

Uma pequena seleção do que tem acontecido de mais interessante na cena musical da atualidade.


Bon-Iver-Bon-Iver-Album-Cover-Large.jpg Capa do disco Bon Iver, de 2011

Para pessoas como eu, é impossível desvencilhar música e vida cotidiana. Simplesmente não dá. Não é pelo fato de eu trabalhar com música (ou melhor, escrevendo sobre ela), mas por realmente não saber o que faria sem ela. Grande parte dos livros que leio ou já li estão ligados a ela. Arrisco a dizer que é coisa de pele.

O dicionário dá a isso o nome de melomania. Assim define o dicionário Aulete: 1. Que gosta exageradamente de música. 2. Indivíduo exageradamente apaixonado por música; indivíduo obcecado por música. Assim sendo, eu poderia ser considerado um melômano, mas a minha hipocondria é tão aguda que me faz pensar que isso é uma doença e por isso não me sinto confortável com esse termo.

Não estou ditando regras e muito menos impondo uma superioridade de gosto. É uma dica que pode ou não fazer sentido para alguém. Meu único desejo é que, falem bem ou falem mal, o importante é ter opinião e o primeiro passo para isso, é claro, é ouvir.

Skrillex

Recentemente tenho visitado outras paragens musicais distantes da minha zona de conforto, que normalmente gira em torno do jazz, world music e música brasileira. Foi assim que me deparei com esse jovem DJ, que é hoje o mais conhecido e hypado da cena Brostep (uma variação do gênero Dubstep, com um som mais robotizado e samples mais pesados). O som do cara é animal e tem feito a cabeça de muito gente mundo afora.

Tiago Iorc

Uma das novas sensações da música atual, ele transita de maneira segura por estilos e causa suspiros pelo seu romantismo e sensibilidade. Quem parecia ser apenas uma onda passageira, quando teve músicas do seu primeiro disco vinculados à novelas da Rede Globo, hoje vai se confirmando como um dos grandes nomes da nossa música.

John Mayer

Este é um caso raro no atual mercado da música, pois ele é dos poucos que tem o dom de dar o tom pop ideal aos estilos nos quais investe, além de ser um guitarrista excepcional, com uma identidade e timbre particulares, o que faz que reconheçamos o seu estilo logo nos primeiros acordes. Seja tocando pop, blues, rock ou folk, o rapaz esbanja talento e musicalidade.

Thamires Tannous

Cantora e compositora de Mato Grosso do Sul, Thamires Tannous acaba de lançar Canto para Aldebarã, o seu disco de estreia. As composições do disco trazem um tempero especial, com forte influência árabe e com a voz estrela-guia dessa cantora talentosa.

Bon Iver

Justin Vernon é o nome do gênio por trás do Bon Iver. Às vezes me pergunto como ele consegue fazer o que ele faz e, eventualmente, se ele é mesmo deste mundo. Em tudo o que ele toca fica o ar de nostalgia, de uma beleza que está intimamente ligada às nossas memórias afetivas. Se fosse cinema, seria Tarkovsky.

Alexandre Nero

Muito mais conhecido por seus trabalhos como ator “global” (suas últimas novelas foram “Salve Jorge” e “Além do Horizonte”), Alexandre Nero é também cantor e compositor. E dos grandes, diga-se de passagem. Já com alguns discos na carreira, foi com Vendo Amor Em Suas Mais Variadas Formas, Tamanhos e Posições – trabalho que deu origem ao documentário musical Revendo Amor Com Pouco Uso Quase na Caixa – que conseguiu maior atenção do público. Suas músicas mostram que, muitos mais do que alguém com o dom para criar títulos incríveis, Alexandre Nero é também um compositor e cantor de respeito.

José González

Pra quem gosta de um som mais calmo e introspectivo, a dica é ouvir a música dessa figura incomum. Em 1978 seus pais se mudaram da Argentina para a Suécia, lugar onde nasceu. É difícil descrever com exatidão a sua música, mas vale dizer que ele é capaz de nos transportar para o interior de nós mesmos apenas com sua voz suave e discreta e seu violão sincopado, quase um herdeiro transladado de João Gilberto.

Thaïs Morell

Voz deliciosa, violão com ginga e letras inteligentes: assim eu poderia definir de maneira simples e incompleta a música de Thaïs Morell. Em Cancioneira, se primeiro e único disco até o momento, Thaïs esbanja criatividade e explora o Brasil de forma íntima e sedutora em sua voz.

William Fitzsimmons

Que sou suspeito para falar dos artistas dessa lista está mais que claro, já que trata-se de um recorte do meu do meu gosto musical, mas confesso que sou ainda mais suspeito pra falar do trabalho de William Fitzsimmons, que de tanto fazer trilha para as minhas lembranças e saudades, considero um amigo íntimo (platônico, é verdade, mas ainda assim amigo).

Bruna Moraes

É quase impossível não se apaixonar! O talento dessa moça transborda a cada nota, a cada expressão e domina tudo à sua volta. Sua postura desenvolta, mas firme, e suas canções melodiosas feito canto de passarinho, fazem de Bruna Moraes alguém que vale a pena acompanhar de perto.

São muitos os que faltam nessa lista, mas espero que sirva ao menos de aperitivo, que sirva para dar ao leitor uma noção mínima de quão interessante, rico e diversificado é o universo musical. Logo mais, novas figurinhas para esse imenso álbum.


Jocê Rodrigues

Escritor e editor .
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