desmistificador de dálias

“inventar vida de onde [talvez] nunca saiu sequer um sopro de ar”

José Douglas Alves dos Santos

Escritor, cinéfilo, Pedagogo, Mestre em Educação e Desmistificador de Dálias.

DICA DE FILME: MESMO SE NADA DER CERTO

Aos interessados em uma grande experiência no cinema, sem direito a efeitos especiais e cenas de ação mirabolantes, não podem deixar de assistir “Mesmo Se Nada Der Certo”. Dirigido e escrito por John Carney – do também excelente “Apenas Uma Vez” (Once, 2006).


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Aos interessados em uma boa experiência no cinema, sem direito a efeitos especiais e cenas de ação mirabolantes, não podem deixar de assistir “Mesmo Se Nada Der Certo”. Dirigido e escrito por John Carney – do também excelente “Apenas Uma Vez” (Once, 2006).

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Sinopse: Duas pessoas, um produtor musical e uma cantora, perdidos em seu próprio passado, por ventura acabam se encontrando num pequeno bar da cidade de Nova York (na verdade, o produtor que “encontra” a cantora; mas no decorrer do processo a cantora também faz o produtor se encontrar, e vice e versa). Duas pessoas em busca de algo mais profundo que a própria música: a felicidade (ou o sentimento de estar feliz, consigo mesmo e com os outros).

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O diretor John Carney sabe como poucos trabalhar com a música no cinema, sem precisar transformar sua obra em um musical clássico, enquadrando-se mais como um musical moderno ou um filme não musical. Se em “Apenas Uma Vez” ele tinha os cantores Glen Hansard e Markéta Irglová e as belas paisagens naturais de Dublin, na Irlanda, aqui ele tem dois atores (Keira Knightley e Mark Ruffalo) e uma Nova York com as belas paisagens de seus arranha-céus.

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Em “Mesmo Se Nada Der Certo”, o mote principal da narrativa continua a ser a música, e a partir dela percebemos que não há expressão artística mais forte e contundente de ligação humana. Nela nos encontramos, nos perdemos e mergulhamos. Platão afirmou que “a música é um instrumento educacional mais potente do que qualquer outro”; e Nietzsche enfatiza: “sem música, a vida seria um erro”. O que John Carney parece entender muito bem.

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Junte à história de superação (apesar de tão clichê no cinema hollywoodiano, sempre bem vinda desde que bem contada), grandes atuações (Keira Knightley e Mark Ruffalo dão um show de interpretação, e o elenco de apoio, que conta até com o vocalista do Maroon 5, Adam Levine, também fazem um belo trabalho) e uma forma simples e bonita de contar a história, e temos “Mesmo Se Nada Der Certo”. Um filme para se compartilhar, tal qual a música.

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Recomendo por demais!

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John Carney parece querer dizer que a vida e a experiência artística torna-se mais rica quando compartilhada, ela adquire sentido em contato direto com a energia pulsante da vida, das pessoas” (Wanderley Teixeira em crítica ao Coisa de Cinéfilo).

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Ainda que leve a momentos catárticos pela música, Mesmo Se Nada Der Certo, assim como Apenas Uma Vez, não é o filme sobre metamorfoses que aparenta ser. O encontro entre seus personagens não transforma, leva à aceitação - eles apenas passam a compreender a própria história. Para Carney, a música leva ao autoconhecimento e esse é o caminho para a evolução” (Natália Bridi, em crítica ao Omelete).

Trailer legendado:


José Douglas Alves dos Santos

Escritor, cinéfilo, Pedagogo, Mestre em Educação e Desmistificador de Dálias..
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