detalhes dissonantes num mundo de gigantes

Cotidiano, arte, humanismo, natureza e caos

Regina Barbosa

Eu respiro, caminho, escrevo, expresso as estranhezas e as belezas de ser humana.

Nem lembramos de celebrar o Sol

Durante os trezentos e sessenta e cinco dias do ano, o planeta Terra se movimenta em torno do Sol.Um brinde ao recomeço de mais um ciclo do planeta Terra em torno do Sol.


No final de ano, multidões de pessoas nas lojas e nas ruas. Muitas luzes enfeitando as avenidas. Eu sobrevivi ao tumulto.

Ouvi, li e escrevi muitas vezes a frase: Feliz ano novo. E também me perguntei: o que há mesmo de novo numa rotina que se repete a cada ano com tantas festas, mensagens, consumos e promessas?

O que mais eu gosto é do momento da virada, dos fogos de artifícios, de ficar com pessoas queridas e festejar.

Voltando para casa depois da festa de réveillon, vi o Sol surgindo entre as ondas do mar. Algumas pessoas nas ruas ainda festejavam o ano novo, indiferentes ao espetáculo. Eu também não contemplei, pois estava com muito sono, mas observei rapidamente as cores do amanhecer. Na rua perto de casa, vi um passarinho enganchado num fio elétrico festejando o início de mais um dia.

O amanhecer tem uma beleza e plenitude que nem sempre percebemos. A cada dia que se inicia, existe uma continuidade do tempo, mas a luz solar torna tudo novo, novinho.

Tem algo de didático na existência de cada ciclo.

A cidade é um espaço ocupado com muitas instalações, barulhos e desconstruções. A pressa dita as suas regras. Muitas vezes esquecemos de olhar as estrelas.

Tem um detalhe que nem consideramos. Durante os trezentos e sessenta e cinco dias do ano, o planeta Terra se movimenta em torno do Sol. No final do ano este ciclo se completa.

A cada dia a Terra realiza um ciclo em torno do seu próprio eixo. Metade do planeta recebe a luz solar, na outra metade ocorre a noite. A cada dia há possibilidades de renovações.

Este ano quero menos pressa. Quero vivenciar e contemplar os movimentos, sons e cores da natureza. Algumas vezes sentir e ver o amanhecer.

Um brinde ao recomeço de mais um ciclo do planeta Terra em torno do Sol.

Feliz 2015.


Regina Barbosa

Eu respiro, caminho, escrevo, expresso as estranhezas e as belezas de ser humana. .
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