Júlia Mattos

Apaixonada por boas histórias, sejam fictícias ou reais. Viciada em livros, filmes, séries, M&M's e Tic Tac de laranja

Ela só queria ser uma escritora

“Por que você ainda escreve?” – ele perguntou à J.K.Rowling.

“Porque eu amo escrever e preciso disso.” – respondeu ela.


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Eu estava no outro dia procurando um filme para assistir, quando me deparei com o documentário “Um ano na vida de J.K. Rowling”. Como sou grande fã da série Harry Potter, resolvi assistir, mas sem grandes expectativas. Para minha surpresa, ao final do documentário, eu já não era apenas fã dos livros, mas também da mulher que os criou.

“Um ano na vida de J.K.Rowling” se passa entre outubro de 2006 e outubro de 2007, período em que a autora terminou de escrever Harry Potter e as Relíquias da Morte e o lançou. O documentário mostra a preocupação de todos com a confidencialidade da obra, a expectativa ao redor do mundo na véspera do lançamento e o sucesso absurdo de vendas que o livro foi já nas primeiras horas.

Apesar de os números apresentados pelo documentário serem impressionantes, essa não é a parte mais cativante dele. O ponto alto do documentário é conhecer a mente por trás dos livros. Ele nos apresenta J.K.Rowling como uma mulher que passou por muita coisa na vida e que essas experiências, como a relação ruim com o pai, a morte da mãe, o casamento mal sucedido e a depressão, estão presentes em seus personagens e em sua história.

Além disso, conseguimos ver muito claramente uma mulher humilde por trás do grande nome. “Eu queria ser publicada e eu queria, mais do que tudo no mundo, ser uma escritora.”, diz J.K.Rowling no documentário, ao contar que não imaginava todo esse sucesso. A autora brinca que se sente uma criança no meio dos adultos nas reuniões e que demorou muito a se acostumar com todos os olhos se voltando para ela, esperando a sua decisão.

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“Um ano na vida de J.K.Rowling” deve ser assistido por todos aqueles que são apaixonados pelos livros do Harry Potter ou por literatura no geral. É incrível poder ver que a escritora da maior série de todos os tempos escreve pelo mesmo motivo que aqueles que simplesmente amam escrever: não totalmente por vontade, mas por uma necessidade que ela tem de colocar o mundo e a sua imaginação em um papel.


Júlia Mattos

Apaixonada por boas histórias, sejam fictícias ou reais. Viciada em livros, filmes, séries, M&M's e Tic Tac de laranja.
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