dois senhores

Jornalismo e Literatura, pois todo jornalista fere no peito o escritor

Cíntia Silva

Jornalista (com diploma), bisneta de revolucionário, apaixonada por: Jornalismo, Literatura, História e Coxinha (não exatamente nessa ordem)

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    Ta proibido apagar as manas dos quadrinhos

    Mulheres nos quadrinhos? Isso é um fenômeno recente (...) Não. Sabia que em 1886 (muito antes de Stan Lee pisar nesse solo) nascia no Brasil a Rian, ou Nair de Teffé, uma das primeiras cartunistas do Brasil? Talvez você não saiba (eu também não sabia), já que até metade do século XX elas preferiam assinar com nomes masculinos para que pudessem ser publicadas. Esse texto discute um pouco do trabalho que as mulheres estão realizando na antes tão restrita área dos quadrinhos.

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    A normalidade segundo María de las Montañas

    Segundo María de las Montañas os requisitos para ser uma pessoa normal são sete: “Ter casa, emprego, um parceiro, vida social, vida familiar, hobbies e ser feliz“. Se você atingir esses sete requisitos, você não precisa de mais nada meu amigo! Nossa sociedade tende a usar o binarismo para classificar as coisas, temos masculino e feminino, rico e pobre, branco e preto. Esse tipo de classificação favorece o preconceito, e tudo o que sai dele é marginalizado. Esse texto tem como objetivo lançar um breve olhar sobre o processo de organização da normalidade com base no filme “Requisitos para ser uma pessoa normal”

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    Realidade e Ficção: O que o jornalismo tem a aprender com a literatura?

    Não tem como, literatura é mentira, jornalismo é realidade. Se eu quiser literatura eu vou pegar um livro e não um jornal (...)
    O jornalismo literário ainda hoje é polêmico, mas já temos muitos exemplos de como essa parceria deu certo, e pode ser a melhor opção para que o jornalismo impresso continue em alta. O texto a seguir é focado nas obras de Tom Wolfe, Radical Chique e o Novo Jornalismo, com uma pequena análise da obra A Sangue Frio, o best seller de Capote que marcou uma geração.

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    QUEM SE BENEFICIA COM O MACHISMO?

    Seja homem, não chore, não seja bicha, se apanhar bata de volta, não reclame, não seja mulherzinha.
    Sobre como estamos ensinando nossos meninos a odiarem tudo que é feminino e amar um ser inexistente.

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    A história da eterna espera

    Dias, meses, anos se passavam dentro das celas escuras, o tempo se arrastava. Algumas mulheres puderam sentir o sol na pele novamente, puderam contar as historias, tiveram a oportunidade de conscientizar a sociedade sobre o que realmente aconteceu dentro das casas em bairros tranquilos, que aparentemente só eram mais uma casa de família, mas que abrigavam as presas e seus torturadores.
    Em tempos no qual deputado faz homenagem para torturador dentro do congresso, nada mais digno do que homenagear aquelas que perderam seus nomes e identidades, aquelas que se tornaram apenas saudades no seio de uma família que nunca mais viu a menina que saiu de casa e não voltou.

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    COUTINHO MASTER E SEUS ANÔNIMOS

    Nesse mês a morte de Eduardo Coutinho faz 2 anos, esse excepcional cineasta brasileiro que teve o dom de mostrar para o mundo como as pessoas são por dentro. Poucos são aqueles que tem o dom de encontrar em qualquer um, uma história que vale a pena ser contada, mas Coutinho teve isso nato.

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    Dos deliciosos amores que não vivi

    De quando você vê aquele cara passando de bicicleta ao lado do ônibus pela manhã e ele faz o seu dia ficar mais bonito, já que você vai passar as próximas 24 horas perdidamente apaixonada por ele.

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    Deixar cicatrizar

    A cicatriz é o tecido novo que se forma durante o processo de cura de uma ferida. A natureza a utiliza como um meio para fechar as lesões do organismo quando não é possível a regeneração perfeita dos tecidos.
    Mas e quando não se deixa a regeneração acontecer? O texto a seguir pode dar um pouco de aflição, e não ter o menor sentido, mas também pode fazer algum sentido.

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    A ocasião faz o vilão (Ou o que aprendi com Laranja Mecânica)

    Das pequenas bondades até as grandes maldades, atire a primeira pedra quem nunca foi o vilão da história!
    Este texto se resume a minha experiência enquanto li Laranja Mecânica, e o modo como a obra me fez questionar como o conceito de bondade, que nos é imposto desde sempre é subjetivo, e como as pessoas boas de hoje podem ser a vilãs de amanhã.

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    E a cultura? A influência da educação jesuítica na cultura indígena

    O plano principal dos jesuítas no Brasil foi fazer a conversão dos indígenas de pagãos para cristãos católicos, mas qual foi o resultado desse ato na educação e na cultura desse povo? E qual a herança que isso deixou para a nossa sociedade? Esse é o tema central desse artigo, que busca discutir um pouco de como foi esse processo e quais frutos ele deixou.

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    Best-Sellers e Acadêmicos: uma rivalidade sem propósito

    O que você condena menos?
    Alguém que não lê ou alguém que lê os best-sellers?
    Reza a lenda que essa sub-literatura veio com o embalo da indústria cultural apenas com o intuito de alienar ainda mais a população, que tem como anseio apenas o consumo desenfreado de um produto cultural que não tem a menor bagagem intelectual.
    O presente texto busca discutir qual motivo, razão ou circunstância, fez os chamados best-sellers acabarem despertando o repúdio de uns tantos.

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    A rua, a calçada e a praça: da agorafobia urbana ao espaço de integração multicultural

    E quando a ditadura do medo é instaurada e as ruas esvaziam? Como fazer para tirar a sociedade dos espaços monitorados e ditos como seguros para levá-los novamente para as ruas?
    Alguns "novos sujeitos", como classifica a Drª em Comunicação Célia Ramos, criam iniciativas de ocupação e revitalização para espaços abandonados, dando a eles um novo sentido e mudando seu perfil ocupacional, renovando assim cidades e seus espaços.
    É sobre esse tipo de iniciativa que o texto trata, iniciativas que tem a missão de fazer a rua voltar a ser um espaço de agregação multicultural.

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    Da igualdade a segregação: Por que a praça esvaziou?
    A cidade, a rua, e a praça Já diria Milton Santos, geógrafo brasileiro, que as cidades são organismos vivos, que mudam diariamente devido ao modo o cidadão se relaciona com ela. Nós somos os culpados por revolucionar nossas cidades, nossos ...
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    Novo Jornalismo: O que a literatura tem a aprender com o jornalismo e vice-versa

    Era a década de 60, Woodstock acontecia, a contracultura aflorava e o choque de gerações aumentava. Enquanto soldados batalhavam no Vietnã, jornalistas e escritores batalhavam no campo das letras. "Esses jornalistas mentirosos estavam inventando matérias". "Esses escritores conservadores não querem olhar para o grande momento histórico pelo qual a sociedade passava". E assim nasce o Novo Jornalismo, com textos que utilizavam das técnicas literárias para contar o que romancistas e veículos de comunicação conservadores ignoravam.

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