dois senhores

Jornalismo e Literatura, pois todo jornalista fere no peito o escritor

Cíntia Silva

Jornalista (com diploma), bisneta de revolucionário, apaixonada por: Jornalismo, Literatura, História e Coxinha (não exatamente nessa ordem)

Realidade e Ficção: O que o jornalismo tem a aprender com a literatura?

Não tem como, literatura é mentira, jornalismo é realidade. Se eu quiser literatura eu vou pegar um livro e não um jornal (...)
O jornalismo literário ainda hoje é polêmico, mas já temos muitos exemplos de como essa parceria deu certo, e pode ser a melhor opção para que o jornalismo impresso continue em alta. O texto a seguir é focado nas obras de Tom Wolfe, Radical Chique e o Novo Jornalismo, com uma pequena análise da obra A Sangue Frio, o best seller de Capote que marcou uma geração.


É fato que existem fronteiras entre o jornalismo e a literatura, mas não é tão difícil conseguir um visto para transitar entre um e outro. A partir do momento em que essa fronteira é ultrapassada, tanto o jornalista quanto o leitor saem mais ricos do processo. O jornalista que pode escrever fora dos padrões estabelecidos pelo lead e ainda assim continuar a serviço da realidade. E o leitor, que pode ser informado de forma mais agradável e emocionante sobre os fatos noticiados. Muitos dos grandes escritores brasileiros conseguiram transitar entre a literatura e o jornalismo sabendo aproveitar o melhor de cada um deles. Pode-se ver como exemplo Machado de Assis, Lima Barreto, Euclides da Cunha e ainda Clarice Lispector.

O jornalismo sempre vestiu a armadura de algo objetivo e imparcial, mas o jornalismo literário veio para furar essa armadura. Uma das formas mais revolucionárias de escrita jornalística ocorreu nos anos 60. O New Journalism chegou causando estranheza e revolta tanto no time dos jornalistas quanto dos literatos. Era um período conturbado nos Estados Unidos, muitas mudanças estavam ocorrendo na sociedade, havia um abismo entre as gerações, a contracultura aflorava, Woodstock acontecia, a corrida espacial estava em alta e a permissividade sexual começava a aparecer. Essa foi a causa para o nascimento do Novo Jornalismo:

Todo esse lado da vida americana que aflorou com a ascensão americana do pós guerra enfim destampou tudo – os romancistas simplesmente viraram as costas para tudo isso, desistiram disso por descuido. E restou uma enorme falha nas letras americanas, uma falha grande o suficiente para permitir o surgimento do de um desengonçado caminhão-reboque Reo como o Novo Jornalismo. (WOLFE, 2005, p.51)

Pode-se dizer com essa afirmação que se o New Journalism passou a existir e a incomodar tantos escritores e jornalistas mais conservadores, uma parcela de culpa também pertence a eles, que não deram olhos e nem espaço para tantos acontecimentos. Mas a história por trás da criação do termo nem Tom Wolfe, escritor do livro Radical Chique e o Novo Jornalismo, e jornalista muito atuante no estilo, sabe contar como aconteceu:

Não faço ideia de quem cunhou a expressão “Novo Jornalismo”, e nem quando foi cunhada. Seymour Krim me conta que ouviu essa expressão ser usada pela primeira vez em 1965, quando era editor do Nugget e Pete Hamill o chamou para dizer que queria um artigo chamado “O Novo Jornalismo” sobre pessoas como Jimmy Breslin e Gay Talese. (2005, p.40)

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De acordo com Wolfe, o New Journalism não pode ser classificado como um movimento propriamente dito, pois não haviam grupos, nem panelinhas com jornalistas que se reuniam em bares ou clubes para discutir o tema. O que ocorreu é que em meados dos anos 60 as pessoas começaram a se dar conta de uma espécie de “excitação artística no jornalismo”. Jornalistas como Thomas B. Morgan, Terry Southern, Gay Talese e até escritores, como Norman Mailer estavam escrevendo não-ficção para Esquire e Wolfe no suplemento dominical do New York. Era uma boa turma em ação. Nenhum deles imaginava que essa história poderia causar algum tipo de impacto fora do mundinho das reportagens especiais, mas em 1966 o Novo Jornalismo já começou a causar “amargura, ressentimento e inveja.” (WOLFE, 2005, p.40-41). Críticas negativas sobre essa nova forma de se fazer jornalismo vieram das publicações ligadas a literatura e, de jornais conservadores, como o The New York Review of Books e o Columbia Journalism.

Não foi por menos, pois o New Journalism chegou abusando da utilização de recursos literários, subjetividade autoral como forma de apreensão da realidade e, principalmente, admitindo o relato da realidade na forma de interpretação, além de questionar o método tradicional de reportagem.

“O ‘novo jornalismo’ recorreu às formas literárias para obter um reforço da reportagem, para dizer algo que não estava sendo dito pelas formas usuais do jornalismo e que, por tais formas, seria quase impossível dizê-lo. O particular estético – ou o típico – permitia, então, a percepçãode certos aspectos que o simples relato jornalístico cristalizado na ingularidade nãocomportava (...). A conquista do típico pela reportagem literária conduz o espectador a vivenciar os personagens e as situações como se fosse participe do acontecimento” (GENROFILHO, 1987, p.200)

Segundo Tom Wolfe, o New Journalism, se tornou “tão absorvente e fascinante quanto o romance e o conto”. (2005, p.7). Em seu livro, o autor lembra da primeira experiência que teve com o New Journalism, foi em uma reportagem lida na revista Esquire, chamada Joe Louis: o Rei na meia-idade. Segundo ele, “o texto começava com o tom e o clima de um conto, com uma cena bastante íntima; íntima demais para o padrão do jornalismo de 1962, pelo menos.” (2005, p.20). O texto citado por Wolfe já começa com um diálogo entre Joe, personagem central da reportagem, e sua esposa em um aeroporto. O texto era constituído por várias cenas assim, com diálogos e construção de cenas que mostravam a vida íntima do personagem. A narrativa tinha tantos detalhes e se amarrava tão bem que com algumas poucas mudanças poderia se tornar um conto de não-ficção, como afirma Wolfe. De inicio o texto causou estranheza no leitor:

Minha reação instintiva, defensiva, foi achar que o sujeito tinha viajado, como se diz... improvisado, inventando o diálogo... Nossa, ele talvez tenha criado cenas inteiras, o nojento inescrupuloso... O engraçado é que essa foi a reação que intocáveis jornalistas e intelectuais da literatura teriam ao longo dos nove anos seguintes, à medida que o Novo Jornalismo ganhava força. Os filhos da mãe estão inventando! (WOLFE, 2005, p.22)

O tipo de reportagem do New Journalism era algo inédito, e a sociedade ainda não estava habituada a pensar que uma reportagem poderia ter dimensões estéticas. O primeiro jornalista a apostar nessa nova forma de escrever foi Gay Talese, que alguns anos depois escreveria o livro Fama e Anonimato , livro em que reúne suas melhores reportagens sob a ótica no Novo Jornalismo.

Esse novo jornalismo foi se espalhando para alguns jornais e revistas de forma natural. Logo as narrativas que pareciam ficção, apesar de serem reais, estariam estampando as páginas de jornais famosos como o Herald Tribune e o New York. Geralmente, esses textos poderiam ser encontrados nos suplementos dominicais.

Os jornalistas que se aventuraram no New Journalism enfrentaram algumas dificuldades, como já vimos, e a primeira delas era a falta de crença dos outros jornalistas e dos literatos que não acreditavam na veracidade dos textos. Outro problema foi em relação à dedicação que escrever pela visão no Novo Jornalismo necessitava. Se um jornalista normal passaria algumas horas com seu entrevistado para escrever um texto, o novo jornalista teria muito mais trabalho e precisaria de muito mais tempo com sua fonte para escrever um texto. Ele deveria ir muito além, teria que captar expressões faciais, gestos, detalhes do ambiente, detalhes da vida “subjetiva e emocional do personagem”. (WOLFE, 2005, p.37).

Vamos entender então como funcionava a estrutura de uma reportagem no Novo Jornalismo. Segundo Wolfe, todo o poder se originava de quatro recursos: a construção cena a cena, o registro do diálogo completo, o uso do ponto de vista da terceira pessoa e a atenção especial ao status de vida do personagem. A construção cena a cena consiste em “contar a história passando de cena para cena e recorrendo o mínimo possível à mera narrativa histórica”. Desse modo o jornalista testemunha de fato as cenas da vida da outra pessoa no momento em ocorrem, o que possibilita a ele já registrar o diálogo completo, que é um outro recurso do texto no Novo Jornalismo. O registro do diálogo completo, “estabelece e define o personagem mais depressa e com mais eficiência do que qualquer outro recurso”. Dessa forma, o jornalista consegue trabalhar com o diálogo de forma plena e reveladora, algo que não acontece no textos dos romancista que o eliminam, ou seja, o profissional deve usar “o diálogo de maneiras cada vez mais criptas, estranhas, e curiosamente abstratas”. O terceiro recurso é uso do ponto de vista da terceira pessoa, que consiste na “técnica de apresentar cada cena ao leitor por intermédio dos olhos de um personagem em particular, dando ao leitor a sensação de estar dentro da cabeça de um personagem em particular”. Assim o leitor tem a impressão de experimentar a “realidade emocional” que o personagem tem no momento. O último recurso se refere ao status de vida do personagem e este trata-se do “registro dos gestos, hábitos, maneiras, costumes, estilos de mobília, roupas, decoração, maneira de viajar, comer, manter a casa, modo de se comportar com os filhos, os criados [...]”. De acordo com esse recurso o jornalista deve se atentar a todos os detalhes simbólicos que possam existir dentro da cena, pois isso ajuda na construção da realidade no texto. (WOLFE, 2005, p. 53-55).

Segundo Lima, o “new Journalism resgataria, para essa última metade do século XX, a tradição do jornalismo literário e conduzi-lo-ia a uma cirurgia plástica renovadora sem precedentes”. No Brasil ele passaria a influenciar os veículos publicados a partir de 1966. (2004, p.192). Esse Novo Jornalista busca, principalmente, contar ao leitor tudo o que aconteceu, nos mínimos detalhes, sem obedecer a nenhuma regra que o jornalismo sempre colocou. Neste território a objetividade não reina, e a literatura empresta todos os recursos que fazem um individuo se prender a um livro, para o jornalismo.

Não se pode falar em jornalismo literário sem ao menos comentar sobre o resultado mais instigante desse relacionamento entre o jornalismo e a literatura: o livro reportagem. De acordo com Lima (2004, p 26-28), o livro reportagem se distingue das demais publicações devido a três condições essenciais: o conteúdo, o tratamento e a função. Em relação ao conteúdo, o livro-reportagem retrata o real, a veracidade e a verossimilhança. Quanto ao tratamento, seja da linguagem, montagem e edição de texto, o livro-reportagem deve conter a linguagem jornalística. Em relação à função, o livro deve servir as “distintas finalidades típicas ao jornalismo”, que varia entre informar, explicar e orientar.

Com os jornais e revistas dedicando cada vez mais espaço para a publicidade, os jornalistas acabaram perdendo espaço no jornal, isso é fato. A luz desse raciocínio é fácil entender o porquê dos jornalistas estarem transformando as reportagens que merecem um aprofundamento maior em livros. Pode-se dizer que o livro-reportagem é “fruto da inquietude do jornalista que tem algo a dizer, com profundidade, e não encontra espaço para fazê-lo no seu âmbito regular de trabalho” (2004, p.33).

Pode-se separar os livro-reportagem em dois grupos. O primeiro é o do “livro-reportagem que se origina de uma grande-reportagem ou de uma série de reportagens veiculadas na imprensa cotidiana em primeira instância”. O outro é do “livro-reportagem originado, desde o começo, de uma concepção e de um projeto elaborado para livro”. (LIMA, 2002, p.35). Um grande exemplo de livro-reportagem que se origina se uma grande-reportagem é A Sangue Frio , do jornalista Truman Capote.

Originalmente, a história da família que foi brutalmente assassinada na cidade de Holcomb era para ser uma reportagem publicada na revista The New Yorker, mas acabou sendo muito mais que isso. No outono de 1965, Capote estampou a história da família Clutter nas páginas da New Yorker, após passar seis anos apurando o brutal assassinato da família. A grande reportagem foi publicada em quatro partes e no ano seguinte, 1966, foi publicada em um livro intitulado “A Sangue Frio” (In Cold Blood). Para a construção da narrativa, Capote passou seis anos debruçado sobre todas as informações relacionadas ao assassinato dos Clutter, família formada pelo Sr. e Sra Clutter e seus dois filhos, um menino e uma menina. O jornalista passou um ano inteiro apenas entrevistando os moradores da cidade, no interior do Kansas, os amigos da família e seus assassinos, Perry Smith e Dick Hickcock. Dispensando o uso do gravador, Capote utilizou apenas suas anotações e sua memória para a construção do que ele mesmo batizou de “romance de não-ficção”. A obra de Tuman Capote foi um marco para a elevação do New Journalism, de gênero desacreditado para sucesso de público:

Foi uma sensação – e um baque terrível para todos os que esperavam que o maldito Novo Jornalismo ou Parajornalismo se esgotasse como uma moda. Afinal, ali estava não um jornalista obscuro, nem algum escritor freelance, mas um romancista de longa data... cuja carreira estava meio parada... e, de repente, de um só golpe, com aquela virada para a maldita forma nova de jornalismo, não só se ressuscitava sua reputação, mas o elevava mais alto que nunca [...] pessoas de todo tipo leram A sangue frio, pessoas de todos os níveis e gostos. (WOLFE, 2004, p.45).

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Caso você ainda não tenha lido o livro, a história é a seguinte: "SPOILER ALERT"

Em 15 de novembro de 1959, quatro membros de uma respeitada família da pequena cidade de Holcomb, oeste do Kansas, foram assassinados. Herb Clutter, o patriarca da família, tinha 48 anos e era um fazendeiro muito estimado na comunidade. Bonnie Clutter, sua esposa, era três anos mais nova e sofria de "problemas psicológicos". O casal vivia com os dois filhos mais novos, Kenyon e Nancy, ainda adolescentes. Os quatro foram amarrados e amordaçados (Herb também teve a garganta cortada); depois, foram mortos a tiros de espingarda. O crime abalou a até então pacata cidade de apenas 270 habitantes. A polícia passou a procurar incansavelmente os criminosos, que haviam levado da casa apenas um rádio da marca Zenith, um par de binóculos e 40 dólares. O livro descreve minuciosamente a reação dos moradores da cidade, a investigação policial e os passos dos criminosos durante a fuga, bem como a história pregressa dos mesmos. Poucos meses depois do crime, Richard Hickock e Perry Smith são presos pela chacina. Condenados à morte, em 14 de abril de 1965 eles são enforcados

O livro de Capote se tornou um best-seller e levou o jornalismo literário para as prateleiras de muitas residências em todo o mundo. Em partes o sucesso se deve as polêmicas que envolviam a obra do jornalista, entre elas um possível caso homossexual com Perry Smith, um dos envolvidos no assassinato, Capote quase não compareceu no dia da execução dos acusados devido a um suposto mal estar. Outra polêmica estava relacionada ao fato do jornalista ter documentos e provas necessárias para comprovar a insanidade mental dos acusados, o que os salvaria da pena de morte, mas Capote não fez a menor menção a possibilidade de ajudá-los. Além disso, muitos dos entrevistados na cidade de Holcomb afirmaram que o jornalista escreveu no livro coisas que eles não haviam dito. Mas uma coisa ninguém que leu A Sangue Frio pode negar, a construção do texto é primorosa e prende a atenção desde os primeiros parágrafos.

O primeiro capitulo do livro, intitulado de “Os últimos a vê-los com vida”, é extremamente visual. Capote começa descrevendo a cidade de Holcomb, ressaltando não só os cenários mais importantes do local, onde a maioria da trama se desenrolará, mas também questões econômicas e geográficas. Em seguida ele descreve a fazenda River Valley, onde os assassinatos ocorrem. O autor traça um perfil social e psicológicos dos personagens centrais da trama, descrevendo seu modo de vida, sua rotina, sua casa e seus costumes. Nesse ponto ele usa os quatro recursos do New Journalism. O uso de diálogos para retratar os assuntos discutidos pela família, a descrição cena a cena para mostrar ao leitor o local no qual a trama se desenvolve e o status de vida do personagem quando informa sobre os hábitos alimentares, a falta de vícios e a religiosidade dos Clutter e até o que costumavam comer durante as refeições. O ponto de vista da terceira pessoa é utilizado quando o autor deseja mostrar a visão de personagens secundários sobre os centrais da trama, um exemplo é a cena em que o autor descreve o que a melhor amiga de Nancy vê ao entrar no quarto onde ela fora assassinada. Capote usa a visão da primeira pessoa a ver Nancy Clutter morta para descrever a cena em que isso ocorre.

O autor também descreve o perfil dos assassinos da família, Dick e Perry, que nesse trecho do livro, estão indo até a residência dos Clutter. Capote mescla o que ocorre no presente dos assassinos, como os locais onde param para comer ou para comprar utensílios que iriam ser utilizados no crime, com o passado, quando resgata cenas que ocorreram na infância e adolescência de Perry e Dick. Esse é um fator muito importante na construção da narrativa, pois ajuda o leitor a entender as atuais atitudes dos dois personagens, baseada no que eles haviam passado em sua vida familiar e social.

Ainda neste capítulo, Capote descreve o resultado do assassinato dos Clutter, relatando os cenários onde os membros da família foram encontrados mortos. Mas a chegada dos assassinos ao local e a forma como cada crime foi executado só vai ser descrito no decorrer da narrativa.

O livro-reportagem é uma forma de convívio harmonioso entre o jornalismo e a literatura, seja de forma mais radical como no livro de Capote, banhado nas águas do Novo Jornalismo, ou de forma mais sóbria, sem tantos recursos literários. O jornalista que consegue trabalhar a convivência harmoniosa entre jornalismo e literatura, aproveitando o melhor que cada um tem a oferecer, consegue ser um profissional completo. E se a literatura é uma esperança para a comunicação, é importante que se eduque tanto o jornalista quanto o leitor. Para isso, “a literatura, especialmente, deverá ser o fermento para desobstruir a imaginação jornalística e um meio de evitar que ela se transforme em mero exercício retórico do cotidiano.” (2002, p.99).

REFERÊNCIAS

AJZENBERG, Bernardo. Dois Senhores. In: CASTRO, Gustavo de; GALENO, Alex (Org.). Jornalismo e literatura: a sedução da palavra. São Paulo: Escritura Editora, 2002. CAPOTE, Truman. A sangue frio. São Paulo: Companhia das Letras, 2003. Págs. 21-107 LIMA, Edvaldo Pereira. Páginas ampliadas: o livro reportagem como extensão do jornalismo e da literatura. Barueri, São Paulo: Manole, 2004. WOLFE, Tom. Radical Chique e o Novo Jornalismo. São Paulo: Companhia das Letras, 2005.


Cíntia Silva

Jornalista (com diploma), bisneta de revolucionário, apaixonada por: Jornalismo, Literatura, História e Coxinha (não exatamente nessa ordem).
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