dona efêmera e dona perpétua

Um olhar sobre coisas que passam e que ficam.

Rosita Rose

No centro da noite, no meio de um sonho, num bate-papo. E não me bastam as palavras!

O som da vez é do Criolo... porque "cantar rap nunca foi pra homem fraco"

Criolo é Kleber Cavalcante Gomes, filho de cearenses que migraram para São Paulo e o MC da vez no Brasil. Aos 11 anos ouviu um rapaz cantando uns versos e se encantou com aquilo. Notou que no bairro onde vivia, outras pessoas faziam isso e começou a buscar aquele som, que se chama Rap. Mas o seu Nó na orelha vai além disso: é um rap sem fronteiras!


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Criolo é o MC. Criolo é o ex- Criolo Doido. Criolo é Kleber Cavalcante Gomes, o mesmo jovem rapaz nascido em 1975, que vive em São Paulo, cidade protagonista de uma de suas canções. Como ídolos, os destaques são para Chico Buarque, Caetano Veloso, Mulatu Astatke e Ney Matogrosso, que para ele um artista completo.

Seu contato inicial com o Rap aconteceu ainda na adolescência e desde aquela época o encantava escutar as rimas, o som da galera que fazia a música que hoje ele faz e conquista um público cada vez mais heterogêneo. O som qualité do Criolo prova que o Rap "chegou junto" na cena musical brasileira. Até a década de 2000 Criolo ainda não era conhecido, mas a sua relação com o Rap já existia, afinal, são mais de 20 anos de carreira! Um Rapper experiente, que teve seu primeiro disco, "Ainda há tempo", lançado em 2006.

Em 2011 ele lançou o disco "Nó na orelha"[gratuitamente, na internet], com músicas engajadas, inspiradoras, misturadas ao som do soul, Blues, MPB, Funk. Um disco para ouvir e "gamar" na primeira "tijolada". Tijolada porque algumas de suas letras chegaram em mim com litros de reflexão, surpresa e admiração. E pode crê: o som de Criolo foi feito para ouvidos sensíveis.

"Então Di Cavalcanti, Oiticica e Frida Kahlo têm o mesmo valor que a benzedeira do bairro."

O "Nó na orelha" mereceu todas as indicações e prêmios no Video Music Brasil 2011, da MTV, e é um disco que merece ser escutado por todos aqueles que entendem o que é ser tocado pela leveza e pela dureza, com letras cheias de urgência poética, urgência verbal...

Difícil não se emocionar com a balada "Não existe amor em SP"; impossível não balançar com o swing de "Bogotá"; não sambar com o sambinha nada inocente de "Linha de frente" e com o "Samba Sambei Dub Mix"; não sacudir com "Sucrilhos" e não deixar-se envolver com todas as outras faixas. Abra o coração, a cabeça, os braços e... escute o Criolo!


Rosita Rose

No centro da noite, no meio de um sonho, num bate-papo. E não me bastam as palavras! .
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