doze

o nome de uma história comprida que não se explica em poucas palavras

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recortes

despertar

por m aresta

Gosta de acordar cedo. De vaguear pela casa, em silêncio, enquanto os outros dormem, num sossego que até pode não ser paz...
mas que lhe deixa, na alma e no corpo, a sensação que ela e o mundo são um só.


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a melhor coisa do mundo

O amor hesita

por m aresta

Chega manso como um sopro, leve como um pedaço de nuvem.
Vem para ficar. Suave, depois forte, depois manso.
É o amor. Como só ele pode - e deve - ser.


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coisas soltas

Cinco cartas a Pessoa (I)

por m aresta

"Sou como alguém que procura ao acaso, não sabendo onde foi oculto o objecto que lhe não disseram o que é. Jogamos às escondidas com ninguém. Há, algures, um subterfúgio transcendente, uma divindade fluida e só ouvida"
(Fernando Pessoa / Livro do Desassossego de Bernardo Soares)


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coisas minhas

detalhes

por m aresta

Há pouco, bateram à minha porta. Era uma senhora já de idade, rosto queimado pela idade e pelo trabalho da terra. "Passou por mim e não me saudou", disse. E eu fiquei a pensar, até agora, no significado que podem ter gestos que - para nós - poderão não ser mais do que sinais de boa educação.


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coisas soltas

histórias dos dias que passam

por m aresta

Há dias assim, em que tudo o que apetece é a vontade de estar em sossego.
Dias em que os sons só se ouvem ao fundo, e a cabeça pousa nas mãos enquanto os dedos hesitam em traduzir em letras aquilo que a alma guarda no peito.
Há dias assim, lentos, mornos, lassos. Que não sendo quentes não são frios. São apenas eles, dias, uns a seguir aos outros, minuto após minuto.


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coisas minhas

Eu e o palco

por m aresta

Percebo perfeitamente o que dizem quando dizem que o palco transforma-nos, que no palco somos outra pessoa ou, ainda, que quando saio daquele chão de madeira e suor volto a ser eu. Porque também já experimentei isso.
Ainda que tenha sido (apenas) em peças de escola.


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coisas minhas

As cores com que me pinto e desenho

por m aresta

Haverá um tempo em que não estaremos cá, e a nossa presença tomará a forma do espaço que deixámos e que não mais ocupamos.
Nesse tempo, recordar-nos-ão pelo que fizemos e pelo que deixámos de fazer, pelos sorrisos que entregámos e por aqueles que guardámos avaramente para nós. Recordar-nos-ão pela nossa história. Aquela que escrevemos e desenhámos, e aquela que os outros ainda pintarão no nosso lugar.


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coisas minhas

do cheiro a ria e aos bolos de limão

por m aresta

Não consigo conceber o que seria a vida sem memória.
A memória, essa entidade, a nossa identidade e registo, aquilo que nos coloca no aqui e no agora tendo como referência um antes e um outro lugar. Aquela que nos transporta. Que nos eleva. Que aviva em nós memórias das coisas que foram e daquelas que poderiam ter sido.


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a melhor coisa do mundo

Vamos envelhecer juntos?

por m aresta

Porque os dias que vivemos não são mais do que o caminho que traçamos juntos.


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coisas soltas

A vida à superfície

por m aresta

Vem comigo. Quero mostrar-te mais do que aquilo que conheces, e fazer-te entender, de uma vez por todas, que a vida é mais do que aquilo que os teus olhos conseguem ver.


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coisas minhas

Saudades

por m aresta

A falta daquilo que se não viveu. Ou o desejo daquilo que nunca se experimentou e que, permanecendo por saber, vai ganhando espaço naquilo que se é.


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coisas soltas

Perguntas sem respostas

por m aresta

Cedo ou tarde, aprendemos a falar.
E, com o poder que as palavras dão, perdemos um pouco a capacidade de sentir e admirar aquilo que não tem (nem precisa) de um nome.


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coisas soltas

Inquietudes

por m aresta

Acordei inquieta. Não sei explicar porquê, não quero pensar nisso, não tenho vontade de tentar saber. Acordei inquieta. E é tudo.


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coisas minhas

O que podemos aprender com os livros

por m aresta

Porque as marcas que deixamos nos livros que lemos, feitas de traços e vincos e dobras de página, são apenas o reflexo das marcas - tão suaves quanto fortes - que os livros deixam em nós.
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coisas minhas

Sobre a amizade

por m aresta

Não tenho muito jeito com as palavras e por isso posso não saber dizer, desta forma, aquilo que desejo que saibas. Mas, mesmo assim, vou tentar.


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