doze

o nome de uma história comprida que não se explica em poucas palavras

mónica aresta

escrever simplesmente pelo prazer de juntar as palavras

Um tempo para ter tempo

porque "todas as coisas têm o seu tempo, e tudo o que existe debaixo dos céus tem a sua hora" (Ecl.3, 1)


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Há um tempo para tudo. Um tempo para amar, um tempo para chorar,
um tempo para rir e um tempo para abraçar.
Há um tempo para ser forte, e um tempo para se deixar levar.
Um tempo para insistir, outro para desistir.

Há um tempo para parar e olhar o caminho,
e outro para pegar na mochila e fazer estrada.
Há um tempo para sonhar. E fazer planos. E pensar no que ainda está para vir.
Há um tempo para encher de mimos.
Um tempo para dizer que "te amo",
outro para dizer "te odeio",
outro para "não posso mais viver sem ti".
Um tempo para enrolar, um tempo para sorrir, um tempo para beijar.

Há um tempo que se faz de lágrimas, que se desenha de dor.
Um tempo em que choramos por dentro,
enquanto não somos capazes de sorrir por fora.
Um tempo só nosso. Fundo. Escuro. Negro. Vazio.

Há um tempo para sair. O tempo em que a respiração pára e o olhar cresce.
O tempo do medo, do anseio, do desejo.
O tempo do "é agora", o tempo do "já está".

Há o tempo de ficar quieto. De ouvir e escutar.
De baixar os olhos e respirar baixinho.
De deixar sair o ar sem um ruído.

Há um tempo para tudo. Tempo para lutar e um tempo para descansar.
Tempo para escrever e tempo para ler.
Tempo para estender a mão.
Tempo para entregar o corpo.
Tempo para desvendar a alma.

E tempo para ser feliz.



mónica aresta

escrever simplesmente pelo prazer de juntar as palavras.
Saiba como escrever na obvious.
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