em debate

Artes e afins

Roger Deff

jornalista, rapper, "fazedor" de artes e afins

O adeus a Roberto Bolaños

O universo retratado nas histórias do menino que se escondia no barril era de uma riqueza imensa e tratavam de questões humanas e sociais importantes, como a pobreza, a fome, o papel da educação, mas tudo isso sem soar pretensioso, já que a grande missão era fazer rir.


1510661_10152376703181114_8590979546136527293_n.jpg Bolaños pegou a todos de surpresa, mas demorou para a tal “ficha cair”. Criador de personagens como Chapolin, Professor Chapatin e, o mais popular de todos, o menino Chaves, Bolaños ou “Chespirito” (algo como pequeno Shakespeare) como era chamado, deixou um legado incrivelmente bonito e singelo. O universo retratado nas histórias do menino que se escondia no barril era de uma riqueza imensa e tratava de questões humanas e sociais importantes, como a pobreza, a fome, o papel da educação, mas tudo isso sem soar pretensioso, já que a grande missão era fazer rir. E, devo frisar, um riso distante do caminho fácil escolhido pela safra podre de comediantes que optam pelo “riso” às custas do reforço dos preconceitos mais baixos e vis. Sucesso em toda a América Latina, os programas produzidos por Bolaños falavam diretamente com a realidade dos povos deste lado do continente e, numa perspectiva pessoal, tornou meus dias de infância e adolescência muito mais felizes. Era como se Seu Madruga, Chaves, Kiko, Chiquinha e todos os outros fossem parte da família. 10501994_10204388486626024_241263417594976226_n.jpg A estreia no Brasil se deu em 1986, sem alardes, no SBT, emissora que transmitiu os programas por todos os anos subsequentes e o sucesso não poderia ter sido mais natural. Don Chespirito se conectou a todos em um nível que poucos artistas conseguiram, falando diretamente com aquela criança que teima em permanecer muito viva dentro de cada um, mesmo com o passar dos anos e as cobranças pragmáticas da vida adulta. Dito isso suas criações, em especial para mim, Chapolin e Chaves, continuam por aí, e vamos revisitar o herói das “anteninhas de vinil” e o menino que mora no “8” muitas vezes ainda. Este post traz algumas das muitas e bonitas imagens em homenagem a eles, e fico sinceramente sem palavras com uma delas em particular: a que escolhi para ilustrar o texto na qual o Chaves é recebido no outro plano pelo amigo já falecido, o Seu Madruga. “Tinha que ser o Chaves...”

10395190_989799267703951_7740346148602516130_n.jpg

10396297_1002246443125915_2659698744308495893_n.jpg


Roger Deff

jornalista, rapper, "fazedor" de artes e afins.
Saiba como escrever na obvious.

deixe o seu comentário

Os comentários a este artigo são da exclusiva responsabilidade dos seus autores e não veiculam a opinião do autor do artigo sobre as matérias em questão.

comments powered by Disqus
version 2/s/recortes// @destaque, @hplounge, @obvious, @obvioushp //Roger Deff