Victor Silveira

Estudante de psicologia, que aspira Filosofia e Artes Visuais. Gosta de palavras assim como de silêncios. Costuma ser o intangível do que mostra ao vê-lo.

A arte das águas

Experimentar a natureza, dentro da minha singularidade fotográfica. Embriagante

A fotografia ocupada um lugar significativo dentre as minhas pretensões artísticas. Iniciei a prática do ato fotográfico em 2007, com um interesse ingênuo. Hoje ela  pertence a um história de construção, de mudanças, evolução, reflexões, recomeços, reinterpretações e também uma base de caráter subjetivo do que leio hoje em mim: A fotografia como uma necessidade de expressão artística.

Dentre esse constante aprendizado do mundo e de mim mesmo, que a fotografia me proporciona, eu trago algumas paixões específicas de alguns temas. Um deles é a fotografia da natureza, e subdividindo essa categoria, tenho a fotografia da água, em contextos ambientais onde se tenha a presença dela em movimento. Essa paixão me acompanha desde o início, quando ainda nem sabia as devidas proporções, que a fotografia ocuparia em minha vida. Lembro-me que achava incrível, quando via uma imagem de uma corredeira ou uma cachoeira, com o efeito, conhecido pelos fotógrafos como "véu de noiva". E o desejo de fazer fotos como aquelas, foi instantâneo. A partir disso e toda história construída, tive a oportunidade de estudar fotografia, e comprar uma câmera, e me vi com a aparato técnico e instrumental para realizar o meu desejo. Compartilho então algumas imagens desse tema, feitas por mim no final de 2011, em uma curta estadia em Alto Caparaó, MG.

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Um lugar de exuberante natureza e rica biodiversidade.  Com um clima atípico do sudeste, devido à altitude, e com lindas cachoeiras e quedas d'água que hipnotizam por seu barulho constante e repetitivo, todavia convidativo,  com efeito purificador dos sons da turbulência das cidades, que enfrentamos todos os dias e nos entulham os ouvidos. Apenas o silêncio das árvores, o canto aleatório de um pássaro, e o barulho das águas.

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Experimentar a natureza, dentro da minha singularidade com a possibilidade de eternizar tudo aquilo que interiormente eu vivencio naquele exato momento, através de uma fotografia. Isso me trás um gosto e um prazer inconfundível, que meu paladar já conhece e meu apetite anseia. 

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E todas as vezes que posso viver novamente essa experiência, é como se fosse à primeira vez. Em total sintonia com a fluidez líquida da água a minha frente, eu sinto o meu interior mais perto, por um estado de introspecção continua e solitária, mas que refaz minhas fontes, limpa minha casa e rega as minhas forças. É como respirar após um mergulho e sentir o prazer de estar vivo. Embriagante. 

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Victor Silveira

Estudante de psicologia, que aspira Filosofia e Artes Visuais. Gosta de palavras assim como de silêncios. Costuma ser o intangível do que mostra ao vê-lo. .
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