Victor Silveira

Estudante de psicologia, que aspira Filosofia e Artes Visuais. Gosta de palavras assim como de silêncios. Costuma ser o intangível do que mostra ao vê-lo.

Mostre suas mãos

As mãos mostradas pelo fotógrafo, em toda sua dimensão de poder conceitual.


_MG_9161-Editar.jpg As mãos e sua importância para a construção do indivíduo. Valendo-se como um meio de interligação comunicativa entre o interno de si mesmo e do mundo externo, que cerca. Uma ponte que nos liga ao próximo, a nós mesmos e ao divino. Com as mãos nos tocamos e tocamos o outro. Demonstramos com ela nossas preferências e criamos a partir delas uma identidade singular no mundo: Vestimo-nos, comemos, nos lavamos, escrevemos, pegamos, soltamos, apertamos, coçamos, sentimos as texturas, acariciamos, batemos, matamos, nos aquecemos, dançamos, falamos (na linguagem de libras). São incontáveis os papéis que as mãos assumem em nossa vida. Elas dizem de nós de uma forma íntima, e autobiográfica em constante construção.

E é neste contexto peculiar, que elucido um intrigante ensaio de um fotógrafo paulista chamado Marcos William, onde o objeto central do ensaio são as mãos, em fotografias que despertam no espectador um curioso sentimento de continuidade imaginativa e de fixação. _MG_9329.jpg No ensaio intitulado, “A fé remove montanhas” que ilustra este post, as mãos são evidenciadas em foco central. E no sensível olhar no fotógrafo recriam um clima denso e místico, que trás a Fé como conceito que se desdobra. A Fé dita pelas mãos. _MG_9166-Editar.jpg _MG_9341-Editar.jpg _MG_9167-Editar.jpg Em fortes contrastes e sombras e foco preciso, as mãos se entregam ao momento do ato, e as mesmas se amplificam em cada imagem, e no silêncio do verbal que poderia se supor ouvir do tato, elas gritam aos olhos do espectador, o “dizer” de um povo que tem na expressão da fé o grito mais impetuoso e insano de seu eu, pela via da linguagem géstica de afetos das mãos. _MG_9174-Editar (1).jpg Acompanhe e saiba mais do fotógrafo nos links abaixo: Facebook Blog Site


Victor Silveira

Estudante de psicologia, que aspira Filosofia e Artes Visuais. Gosta de palavras assim como de silêncios. Costuma ser o intangível do que mostra ao vê-lo. .
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