Victor Silveira

Estudante de psicologia, que aspira Filosofia e Artes Visuais. Gosta de palavras assim como de silêncios. Costuma ser o intangível do que mostra ao vê-lo.

De Bom Jesus a Milagres

Com uma fotografia documental e potencialmente artística, o fotógrafo Claudio Edinger revela em suas fotos, mensagens de experiências lúdicas, e de resignificações sociais e culturais.



2563_56462673305_522488305_1450043_645769_n.jpgNascido no Rio de Janeiro em 1952, economista por formação, Claudio Edinger foi criado na cidade de São Paulo, e jamais exerceu sua profissão de formação. Descobre a fotografia na faculdade, e logo trava com ela um relacionamento longo e produtivo, que resultou em uma experiência riquíssima de saber, e de imagens que nos roubam o olhar e encantam, revelando uma prática documental, marcada por experiências ricas e singulares tanto das figuras compostas em cena, quanto do próprio fotógrafo que entrega de si na construção da imagem à peculiaridade de seu olhar.

Edinger é considerado um dos mestres contemporâneos do ensaio fotográfico. Inspirado em Tolstoy, que diz “Sem saber quem sou, a vida é impossível”, Edinger desde o começo de sua carreira, usa a câmera como recurso de pesquisa. Em seu regresso ao Brasil após viver 20 anos em Nova York, pela curadoria de Leonel Kaz, o fotógrafo inaugura o ensaio "De Bom Jesus a Milagres", que será exposto no Museu da Imagem e do Som de São Paulo-MIS-SP , a partir do dia 03 de maio de 2012, com abertura prevista para às 19 horas. As imagens do ensaio são uma verdadeira pesquisa etnográfica pelo desenho da luz, resultado de sete anos de viagens feita pelo fotógrafo pelas cidadezinhas do sertão da Bahia, localizadas entre a cidade de Bom Jesus da Lapa, à beira do rio S. Francisco e a cidade de Milagres à beira da Rio-Bahia.

Através do recurso técnico do “tilt-shift” que traz um efeito visual de foco seletivo, nas imagens, efeito muito usado nas manipulações digitais, mas que o fotógrafo faz utilizando apenas equipamentos de alto desempenho e o manejo técnico manual. Do instante captado ele trás a luz uma síntese. Edinger conta: “O foco e o desfoque representam esta dualidade, o paradoxo que é o grande mistério. Ponto e contraponto, luz e sombra, destrincham e enriquecem o que vemos. O foco seletivo é a síntese dentro da imagem fotográfica, que é a própria síntese”.

A exposição contará com 40 imagens impressas em papel de algodão, tamanho 140x170 cm. O evento contara também com o lançamento de um livro de 37x29 cm, impresso na gráfica Ipsis e coordenado pela Editora BEI. Ficará no Museu até o dia 03 de junho de 2012. O Museu da Imagem e do Som de São Paulo localiza-se na Avenida Europa, 158 – Pinheiros. São Paulo, 01449-000. (0xx)11 2117-4777. Saiba mais do trabalho do fotógrafo em seu site pessoal. Abaixo algumas das imagens, divulgadas em sua página no Facebook.

2563_56462713305_522488305_1450049_1276985_n.jpg 2563_56462748305_522488305_1450055_662936_n.jpg2563_56462788305_522488305_1450062_2959220_n.jpg 2563_56462578305_522488305_1450025_6122317_n.jpg2563_56462588305_522488305_1450027_6232882_n.jpg2563_56462603305_522488305_1450030_6575359_n.jpg2563_56462803305_522488305_1450065_6832913_n.jpg

Victor Silveira

Estudante de psicologia, que aspira Filosofia e Artes Visuais. Gosta de palavras assim como de silêncios. Costuma ser o intangível do que mostra ao vê-lo. .
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