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A fotografia nos permite uma liberdade de pensamentos. Ela se torna veículo informativo, de registro documental, de operação artística, ainda podendo ser um instrumento de linguagens reflexivas e elucidações: poéticas, literárias, sociais e históricas. As visibilidades nos atingem enquanto sujeitos e nos atravessam.
Por essa via desconcertante da estética imagética que volto meus olhos para o trabalho fotográfico autoral da psicóloga Patrícia Costa. Que com uma visão não linear, todavia intuitiva, se vale do recurso fotográfico para a produção de imagens que mexem com o imaginário e o psicológico humano. Possibilitando associações e reflexões em campos diversos, inclusive o filosófico, sendo este o que mais me atrai pessoalmente.
Trago a luz um de seus ensaios que tem como conceito, “A insustentável leveza do ser” realizado em parceria com Renata Monteiro (modelo). Meu desejo é que minhas interpretações que compartilho nesse breve artigo, sirvam como trampolim para possíveis (re)interpretações, dos que se deixarem envolver pela potência das imagens.
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Nas fotografias de Patrícia vemos uma dança inversa. O ser que não sustenta o tempo e nem as marcas e interferências deixadas por ele à medida que passa, trava um diálogo súbito com o cenário (o externo de si)
É como se a modelo acordasse de uma vida comum; de um sono pela manhã em sua casa, e ao pisar os pés no chão se visse imersa e envolvida por um lugar desconhecido e extremamente pesado na constituição do que vivência, todavia esta experiência não é retratada com alarde e intensidade, mas sim com um olhar melodioso e rítmico. O diálogo é uma constante entre: O corpo leve e a luz suave.
À medida que mergulhamos na peculiaridade de cada imagem essa noção de esvaziamento e contemplação, frente a uma desabituação existencial ficam nítida, e põe em prova o conceito inicial da fotógrafa. A problemática da leveza e do peso.

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Luane
Inspirador...
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