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Fábio Seletti

Paulista de nascimento e mineirinho de coração.

Quem Viverá para Sempre?

Who wants to live forever? - Música do Queen que fez grande sucesso na década de 80. Uma colaboração e tanto para Highlander, filme que retrata a imortalidade. O longa traz a temática desse conceito inatingível, esse desejo insólito que, assim como a vontade de voar, sempre se hospedou no coração da humanidade. Ideia, que em pleno século XXI, perdura como mais complexo desafio a ser atingido. Será que essa busca terá o fim desejado? Ou ainda, será que ela terá fim?


26-01-TRANSHUMANISMO- Ramirez, com a espada, instuindo seu amigo e discípulo John Mcleod, o Highlander.png Ramirez, com a espada, instuindo seu amigo e discípulo, o Highlander

"Quem viverá para sempre?" - a expressão e música são conhecidos dos fãs do Queen. A composição faz parte da trilha que a banda fez para o primeiro filme da sequência de Highlander, pérola cinematográfica dos anos 80. Com cenários imponentes, figurino impecável e presenças geniais como a de Sean Connery, a saga traz a temática da imortalidade. A épica é sinistra: no final restará somente um imortal, aquele que sobreviver a todas às batalhas pelo “conhecimento” - obtido ao se decapitar outro detentor da imortalidade.

E a imortalidade é um desejo que coexiste com o ser humano e, por consequência, com a história. Quem nunca ouviu sobre Ponce de Léon e a fonte da juventude, ou de outras lendas similares? São intrínsecas ao homem. Enquanto este permanece vivo, é obrigado a conviver dia após dia com a mais dura destinação: vai morrer.

Vida pressupõe morte.

Mas gostamos de fugir do ceifador, certo? Ou ao menos tentamos.

E alguns de nós têm tentado mais. E de forma profissional. Milhões são investidos nisso. Invenções não faltam. O corpo mecânico criado por Miguel Nicolelis é um belo exemplo. Pudemos em plena cerimônia de abertura presenciar o chute da Copa! A verdadeira interação homem-máquina.

E o que tem a ver a máquina com imortalidade?

Tem tudo a ver.

O que ocorre é que tecnologia, de acordo com o viés do transhumanismo - corrente sociológica que apregoa a evolução da humanidade mediante o desenvolvimento tecnológico - pressupõe a possibilidade de imortalidade. Existe a crença e a busca do conhecimento de uma pedra filosofal científica, que permitiria ao homem viver para sempre.

Parece conto de fadas. Mas não é. Hoje mais do que nunca tem se investido em criogenia - técnica de congelamento post mortem que retarda a ação da natureza com o frio absoluto. Os falecidos que aderiram ao experimento ficam em suspensão, à espera do retorno. Coisa de Vanilla Sky. A busca da verdadeira singularidade.

Mas até aonde iremos?

Quem sabe? Filmes como o Robocop trazem suposições interessantes, em que seres humanos e máquinas convergiriam em ciborgues para o auxílio das pessoas. Outras películas, como o Exterminador do Futuro roteirizam de um jeito maravilhoso para as telonas, mas se a ficção fosse reproduzida pela realidade, seria um verdadeiro caos, um desastre.

Matrix então...

E como não podemos, da mesma forma que Neo, escolher entre tomar ou não a pílula vermelha, aquela que envia para "o país das maravilhas", continuaremos no nosso mundo cinza. Todavia, não precisamos tomar a pílula azul. A singularidade, estágio em que máquina e ser humano se tornam um, pode, de acordo com os cientistas, ser atingida. Aí, o céu não será o limite.

Pronto para a pílula vermelha?

26-01-TRANSHUMANISMO-Pílula Vermelha.jpg


Fábio Seletti

Paulista de nascimento e mineirinho de coração..
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