entre a loucura e a razão

Por que para ser considerado normal, deve-se estar entre os extremos da racionalidade e insanidade.

Prescila Rizzardi

Uma leitora compulsiva, cinéfila por natureza e amante de todas as formas de arte

ADOTEI OU COMPREI UM “MARLEY”. E AGORA?

Para aqueles que se perguntam o porquê, adotar é melhor que comprar, deixo claro que é uma ação que envolve dois seres vivos. Um, tem muito amor a oferecer, e outro precisa desse afeto para sobreviver, é uma troca igualitária e única, mas nem um pouco fácil... E, aos que compraram seus companheiros, à dificuldade de adaptação da vida futura de vocês dois, também será sentida por ambos.


13841379_uPUuk.jpeg FONTE: Imagem retirada da internet

Quando pensei em que filme usaria para relacionar, à minha atual situação que será explicada mais a frente, era impossível não pensar no livro que depois se transformou no longa-metragem Marley & Eu (2008). Essa obra foi capaz de captar uma simplicidade de sentimentos, livre de estereótipos, onde a inexistência de relações perfeitas é demonstrada, nos fazendo sorrir e chorar como uma criança, do início ao fim dessa odisseia que é a relação entre o ser humano e seu animal. A história gira em torno de Marley, um labrador que foi comprado, por um casal que queria dar início a sua família, usando o cão como uma preparação, para futuros filhos.

marley_1.jpg FONTE: Imagem retirada da internet

Mal sabiam eles, que seus futuros filhos não dariam nem a metade, da dor de cabeça que Marley deu, em seus anos de vida. Surgem as situações mais cômicas possíveis, como a ingestão de um colar, e depois a eliminação do mesmo, a péssima primeira experiência sozinho, a viagem de seus donos, seu frustrante adestramento, sua ida ao veterinário, assim como inúmeras outras situações que não são, nem um pouco incomuns para aqueles que têm cães com um comportamento similar ao de Marley.

marl.jpg FONTE: Imagem retirada da internet

Durante todo o filme é possível observar que Marley, faz aquilo que todo cão é programado geneticamente para fazer, viver intensamente a sua vida de cachorro, ao longo dessa aventura situações engraçadas e dramáticas, são presenciadas, mas não cabe a mim, contar o fim dessa história, até por que, o objetivo desse texto, não é fazer uma sinopse da obra e sim relacionar essa dificuldade de adaptação do cão com seu novo lar.

1051047_1382756182618_460_300.jpg FONTE: Imagem retirada da internet

Mas, vamos á parte onde eu me encaixo nessa história. A pessoa que vos escreve tem uma profunda admiração por animais, mais especificamente por cães, tenho dois da raça Poodle, um menino e uma menina, filhos da minha primeira cadela Nina, que por obra da vida, faleceu pouco tempo depois, de dar à luz, a Lara e ao Mike. Alguns meses depois surgiu uma daquelas vira-latas que ao primeiro olhar te cativam e pronto, lá fui eu adotar a Pretinha. Mas esse texto não é sobre nenhum deles, pois já estão perfeitamente adaptados a nosso lar, e sim sobre um certo cãozinho que foi abandando em minha rua, a poucas semanas e, como era de se esperar, lá fui completar a família chegando ao número mágico de quatro, formando um quarteto do barulho. Por fim, lhes apresento Dean, um vira lata que chegou pra fazer parte dessa família, e principalmente me ensinar o quanto é simples fazer uma boa ação. É só você tentar.

deannnnnnnn.jpg FONTE: Imagem tirada pela autora desse texto

Adotei de coração aberto e cheia de vontade de fazer a diferença na vida desse ser desprotegido e indefeso, mas, adotar vai muito além do que é mostrado nos filmes, e divulgado nas redes sociais. Sim, existe muita alegria e felicidade envolvida, mas também muita paciência, e exercícios, onde ir de 0 a 10 mentalmente, toda vez em que almofadas são rasgadas, plantas arrancadas, jornais picados, latidos e choros as 3:00 horas da madrugada são ouvidos, entre inúmeras outras situações, onde o cão precisa se adaptar e, principalmente sua dona. Mas sim, depois de listado todos esses pequenos problemas, ainda é uma sensação recompensadora, saber que mesmo que de uma maneira tão insignificante, você fez a vida desse pequeno ser, melhor, de alguma forma. Por fim, se existe alguma lição a ser aprendida com isso é que é só o começo da nossa história juntos, percalços ao longo dela surgirão aos montes, mas mesmo assim foi uma escolha minha, ter ele na minha vida, afinal:

“Para um cão, você não precisa de carrões, de grandes casas ou roupas de marca. Símbolos de status não significavam nada para ele. Um graveto já está ótimo. Um cachorro não se importa se você é rico ou pobre, inteligente ou idiota, esperto ou burro. Um cão não julga os outros por sua cor, credo ou classe, mas por quem são por dentro. Dê seu coração a ele, e ele lhe dará o dele (...).” Marley e eu


Prescila Rizzardi

Uma leitora compulsiva, cinéfila por natureza e amante de todas as formas de arte.
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