entre a loucura e a razão

Por que para ser considerado normal, deve-se estar entre os extremos da racionalidade e insanidade.

Prescila Rizzardi

Uma leitora compulsiva, cinéfila por natureza e amante de todas as formas de arte

NEM TODA COMÉDIA ROMÂNTICA É TÓXICA

Pode até parecer uma visão fria sobre as comédias românticas, mas as julgo como sendo tóxicas à mente humana, principalmente ao gênero feminino. Por mostrarem uma visão demasiadamente doce sobre o que são relacionamentos. Por sorte, existem alguns filmes que fogem à regra, como por exemplo, o longa-metragem “O Casamento do Meu Melhor Amigo” de P. J. Hogan.


O Casamento do Meu Melhor Amigo_0.jpg FONTE: Imagem retirada da internet

Se você nunca viu esse clássico das comédias românticas ou nem tão românticas assim, não pode ser considerado um fã do gênero. Esse longa-metragem de 1997 foi considerado na época um grande sucesso de público e crítica. Sua abordagem distorcida do que é um final feliz ideal para um filme o torna único.

images.jpg FONTE: Imagem retirada da internet

Basicamente, o roteiro até então bem original para a época, conta a história de uma mulher, Julianne Potter que é interpretada por ninguém menos que a encantadora Julia Roberts. Julianne é um ser livre, independente, desapegada de qualquer forma de relacionamentos a longo prazo, até o momento que seu melhor amigo, Michael O'Neal a informa sobre seu casamento, e é aí que a história começa.

o-casamento-do-meu-melhor-amigo-14812.jpg FONTE: Imagem retirada da internet

O único problema é que a bela Julianne se dá conta de que perderá seu melhor amigo, e supostamente percebeu que está apaixonada por ele, e que ao longo do filme fica evidente que é apenas o medo de perder alguém muito querido, e não necessariamente amor. Há dias do casamento, ela articula um plano para separar Michael da adorável noiva Kimberly Wallace, interpretada por Cameron Diaz. Colocando em prática esse esquema cheio de armações e manipulações.

images (1).jpg FONTE: Imagem retirada da internet

E apesar de tudo, ainda é possível encontrar momentos leves e memoráveis, como a famosa cena do restaurante, onde o falso noivo de Julianne, seu amigo “gay” George Downes, anima a todos com sua versão de “I Say A Little Pray For You”.

Esse filme consegue trazer a mensagem da despedida, do abrir mão de algo em prol de um futuro melhor para ambos, talvez existisse algum tipo de amor entre Julianne e Michael, mas nem toda história é épica e eterna, às vezes são memoráveis breves contos. A mocinha do filme não fica com o mocinho e mesmo assim continua a viver.

E mesmo o desfecho não sendo o mais clichê, pelo menos foi o mais real. Pois a vida é isso, não existe o felizes para sempre vendido pelas comédias românticas água com açúcar, mas existem momentos felizes e histórias reais, a realidade é isso, aceitar as adversidades e encontrar um caminho para ser feliz apesar de tudo. Ele não é perfeito, mas é possível e real, basta você abrir os olhos para a vida que está a sua frente.


Prescila Rizzardi

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