entre a loucura e a razão

Por que para ser considerado normal, deve-se estar entre os extremos da racionalidade e insanidade.

Prescila Rizzardi

Uma leitora compulsiva, cinéfila por natureza e amante de todas as formas de arte

O ESTILO SEX AND THE CITY VIVE?

Há alguns anos perguntei a mim mesma se a vida não seria mais fácil e por que ela não vinha com um manual de sobrevivência? Mas, para minha sorte, fui apresentada a “Sex and the City”. Para você que, por um acaso, só viu os filmes, sinto lhe dizer que precisa urgentemente ver a série, pois nela consta o manual de sobrevivência da mulher moderna do final anos 90 e começo do novo milênio. O problema é que o tempo passou, e agora estamos nessa fase pós “Sex and the City”, e tudo volta a ser um mistério.


Imagem1.jpg FONTE: Imagem retirada da internet

Para aqueles que nunca ouviram falar nessa série, sugiro que continuem o texto, já que nele vocês encontrarão - se não lições poderosas - ao menos um pouco de diversão sobre o que permeia o universo feminino. Baseado no livro de Candace Bushnell, Scott B. Smith e Michael Crichton, a série de TV foi transmitida pelo canal HBO, entre os anos de 1998 e 2004.

Imagem2.jpg FONTE: Imagem retirada da internet

A história se passa na inebriante e sedutora Nova Iorque, onde as relações entre quatro amigas de trinta e poucos anos e - uma beirando os quarenta - é exposta de uma maneira até então inédita. Seus dramas, amores e desamores, e até mesmo seu papel na sociedade, são discutidos de forma leve e real. Então, para você que ainda não as viu, conheça agora Carrie Bradshaw, Samantha Jones, Charlotte York e Miranda Hobbes.

Apesar de ser impossível não definir Carrie Bradshaw como a centralizadora das relações, visto que todas ficaram amigas devido as suas ligações com Bradshaw, cada personagem possui traços de personalidade que podemos encontrar em nossas próprias amigas. Eu mesma tenho meu seleto grupo de amigas “Sex and the City”, onde simples encontros como os do “brunch” de domingo, se tornam verdadeiras mesas redondas de discussões e reflexões sobre nossas vidas.

Imagem3.jpg FONTE: Imagem retirada da internet

Comecemos por Carrie Bradshaw e sua relação conturbada com o seu “Big”. Essa relação leva-nos a um estado de, ”por favor, não faça isso com você mesma”. Mas, apesar disso, Carrie possui uma capacidade ímpar de estar presente quando necessária, de ser verdadeiramente amiga, e é portadora de um excepcional bom gosto para tudo que há de bom na vida, exceto homens.

Charlotte York, é aquela que detém uma bondade a qual não cabe nela mesma. Defensora do amor, tradicionalista, capaz de ver o lado bom da vida, e a princesinha do Park Avenue.

Imagem4.png FONTE: Imagem retirada da internet

Miranda Hobbes é aquela que é centrada, madura, forte, a típica mulher de sucesso. Confesso que após ver todas as temporadas fiquei muito feliz com o desfecho de Hobbes, já que é sim possível encontrar seu final feliz, mesmo quando se é um pouco cética sobre isso.

E, por último, temos a autêntica Samantha Jones. Ela possui como característica principal o desprendimento. E, sinceramente, fico feliz em saber que apesar de ter amadurecido, ainda é a melhor conselheira sobre relacionamentos, pois ela vê tudo de uma maneira simples e descomplicada.

Imagem5.png FONTE: Imagem retirada da internet

Essas mulheres, durante alguns anos, determinaram padrões e quebraram tabus, foram de extrema importância para a uma geração de mulheres. Porém, com o fim da série, nós ficamos órfãs, e apesar dos dois filmes subsequentes, a sensação de abandono ainda é sentida.

Enfim, a vida pós “Sex and the City” é o que nós temos hoje, e amigas para enfrentar as adversidades da vida são mais do que necessárias, onde a liberdade encontrada por essas incríveis mulheres nos foram deixadas como herança.E esse é o prêmio por anos de repressão. Porém, inevitavelmente se contrasta com a pergunta, “por quanto tempo se é possível manter esse estilo de vida?” Os filmes da franquia evidenciaram o amadurecimento das relações dessas mulheres e o mais inimaginável aconteceu ao sucumbirem ao padrão do “encontrei a felicidade”.

sex_and_the_city_2_12.jpg FONTE: Imagem retirada da internet

Então sim, acredito que o estilo de vida “Sex and the City” ainda vive, porém, ele amadureceu e evoluiu, no qual tudo que era feito anteriormente ainda pode continuar a ser realizado. Entretanto, novas atribuições começam a fazer parte dessa nova fase, que para cada mulher é determinada de acordo com sua vontade e estado de espírito.

“Os homens podem ter descoberto o fogo, mas as mulheres descobriram como brincar com ele” (Carrie Bradshaw)


Prescila Rizzardi

Uma leitora compulsiva, cinéfila por natureza e amante de todas as formas de arte.
Saiba como escrever na obvious.
version 7/s/cinema// @destaque, @hplounge, @obvious, @obvioushp //Prescila Rizzardi