O movimento foi criado por Miguel Westerberg, um artista plástico e poeta, nascido em Portugal no ano de 1972. Inquieto sobre os rumos das artes visuais nos dias atuais, tempo de globalização e excesso de informação, Miguel decide reunir um grupo de artistas, de diferentes estilos e filosofias em um projeto de exposição das obras on-line.
O artista diz que a única diferença desse movimento para os demais é que esse inclui todos os estilos em um só.
Miguel Westerberg
Miguel alega que a Globalização causa grandes estragos nos países subdesenvolvidos, em todas as áreas inclusive na artística. Foi assim que, vendo os artistas da América do Sul com imensas dificuldades de exporem suas ideias dentro do campo das artes, decidiu usar do advento internet, filho legítimo da globalização, para tirar bons proveitos.
O movimento Globalista tem como filosofia mãe, expor os danos da globalização nos países subdesenvolvidos. E suas armas são a pintura e escultura.
Cataria Garcia
Westerberg, veio para o Brasil em 2005 e após apaixonar-se por uma pedagoga brasileira teve animo para criar o movimento no ano seguinte, 2006. Sendo assim, o movimento é mais vivo no Brasil e em Portugal, tendo como maior número de adeptos a cidade de São Paulo e Lisboa.
Escrava da beleza/ Viviani P. Costa
Ermínio Souza
O movimento tem características muito próprias do momento em que estamos vivendo, não por vivermos em uma desigualdade social, pois esta sempre existiu, mas pelo fato de hoje todos terem uma voz, não há mais nenhum tipo de repressão que impeça os protestos em nome de justiça e igualdade. E talvez a arte nunca tenha sido tão livre para expressar-se quanto agora.
Como diz Miguel Westerberg:
“Para nós artistas, a vida é um todo que se interliga e quando esse todo, por alguma razão, não faz sentido é ai que nós intervimos através da escrita, num poema, numa pintura sobre tela, numa escultura, na expressão de qualquer ator ou até mesmo nas letras de uma música.
Um dia as gerações futuras, saberão que na entrada do século XXI no meio do nada, a voz dos Globalistas surgiu para de novo fazer despertar a arte.”
Para saber mais sobre o movimento acesse: Esta página.
Comentários
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Clevis
Muito bonito estes quadros e este poruguês que criou este movimento fez algo muito bacana e valioso!
Paulo Bauler
A Globalização se insere na fase atual da civilização ocidental, que é a pós-modernidade. A pós-modernidade propicia um retorno aos saberes do mundo pré-socrático...que é a consciência e aceitação de diversos modos de ver o mundo, de tal forma que os diversos viezes e perspectivas têm igual validade para o Saber (e,conseqüentemente,a Arte). O pós-modernismo, portanto, não é uma ideologia, mas uma fase da cultura e da sociedade humanas. Que se opõe ao modo unitário e hierarquizado do Saber (e conseqüentemente da Arte)(Platonismo). Ou seja, não é preciso unificar todos os estilos, mas deixá-los livres pois cada qual é parte de um conjunto de legos que se desenvolve por si, sem necessidade de comparação, identificação, unificação (dos) (entre os) objetos artísticos. Juntem-se a esse outros movimentos e podem realizar uma grande semana de arte pós-moderna... Penso que este é o desafio maior. De qualquer modo, Parabéns pela iniciativa.
Que maravilhosa a oportunidade de compartilharmos ideias distintas com pessoas das mais variadas. Obrigada por seu comentário.
Bem, entendo o seu ponto de vista, é interessante, mas acho que a ideia do Westerberg não é unificar nada e sim reunir os estilos existentes. Sou a favor da arte livre, sem rótulos, da arte intrínseca a cada individuo como forma de expressão das mais variadas personalidades.
Mas a verdade é que não dá para negar os movimentos anteriores e as influências que esses causaram nos artistas atuais. Antes do modernismo, os artistas pintavam influenciados pelas condições sociais, seja político, religiosa ou econômica. Hoje percebo que os artistas pintam por todas as coisas, sem uma ideologia que os prendam. A arte contemporânea é brilhante pois reflete o momento atual de total liberdade na forma de enxergar o mundo e de se posicionar diante dele, e acredito que Westerberg utilizou a união de todos os estilos em um só movimento para mostrar exatamente isso. Mostrar que todos os povos tem direito a arte, e que esta deveria ser valorizada de maneira mais racional por todos os países do globo, seja países desenvolvidos ou em desenvolvimento. Ele quer mostrar que a arte pode construir ou desconstruir, conscientizar, politizar, educar e salvar muitas mentes.
Luís António Lourenço Teles
Gostava de acompanhar e participar
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