entre.linhas

Entrelaçando as linhas do texto que nos (re)veste.

Rita Manzano

Quanto à escRITA, metade dela sou eu. Juntas seguimos, entrelaçando mensagens que (re)vestem vidas

A fusão intensa dos paralelos

A materialização da dor: é exatamente isso que acontece em uma das cenas mais belas e intensas de Moulin Rouge.


Agosto foi o mês e 2001 o ano escolhidos para a estreia do romance musical australiano e estadunidense Moulin Rouge. O enredo - dirigido por Baz Luhrmann e inspirado nas óperas de La Boheme e La Traviata - conta a história de um amor impossível entre um jovem escritor pobre e a mais bela cortesã de Paris e grande estrela da boate Moulin Rouge: lugar repleto de sensualidade, adrenalina e Can Can.

O pano de fundo da história se instala em Paris, 1900 - época em que fervilhava a Revolução Boêmia -, em um dos maiores centros parisienses: Moulin Rouge, a casa noturna mais luxuosa da cidade. O filme apresenta com fidelidade a fachada da boate com um moinho vermelho; o quarto medieval e o elefante; bem como o exagero, a vibração, os diversos tons, o delírio e o estilo barroco. Um paralelo entre a explosão de prazeres com as verdadeiras e mais intensas paixões.

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A relação do casal apaixonado se abala quando o dono da boate – Zidler – dá a exclusividade da bela cortesã – Satine - ao Duque, tendo como troca o investimento no amado Moulin Rouge. Quando ela descobre que seu grande amor está na mira do influente Duque, afasta-se do jovem escritor – Christian - dizendo não amá-lo mais.

Começa, então, a explosão de sentimentos em todos os envolvidos: suspeita, ciúme, raiva, depressão, angústia, ódio e desespero se misturam ao desejo, paixão, amor, adoração e vida. A materialização das emoções se inicia nos tablados de Moulin Rouge com um tango – sinônimo de paixão, melancolia e tristeza – que tem como coreografia a história de amor entre uma prostituta e um homem que se apaixona por ela. No alto da torre, Satine começa o processo de sedução ao Duque para proteger Christian da fúria do todo poderoso.

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Os paralelos entre as cenas - a coreografia do tango e o momento da entrega forçada de Satine ao Duque no alto da torre, mais o belíssimo figurino, os melhores sons e músicas, com a escolha perfeita das palavras usadas tanto pelo poeta, como pela cortesã e ainda pelo Duque - explodem a simbiose do momento.

Moulin Rouge - Obvious (1).png Moulin Rouge aparece em duas listas da American Films Institute (AFI): em uma está entre os 25 musicais de todos os tempos; em outra, destacando-se pelas músicas – 100 melhores músicas dos 100 últimos anos.

Vale a pena (re)ver esse grande espetáculo.


Rita Manzano

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