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Entrelaçando as linhas do texto que nos (re)veste.

Rita Manzano

Quanto à escRITA, metade dela sou eu. Juntas seguimos, entrelaçando mensagens que (re)vestem vidas

O mundo girando em uma bola

A Seleção Brasileira de Futebol Social em breve estará pronta para mais um Campeonato Mundial - a Homeless World Cup – que acontecerá entre os dias 19 a 26 de outubro, em Santiago, no Chile. Desde 2003, o evento reúne jovens de populações excluídas de todo o mundo com um único objetivo: ganhar para virar o jogo.


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O futebol - por ser paixão nacional – ocupa um espaço não apenas na mídia, mas na vida de muitos brasileiros. No entanto, pouco se fala sobre os projetos que ensinam jovens de regiões carentes a dar o pontapé inicial para uma vida com gols diferenciados.

Histórias são escritas a partir de trabalhos voluntários que – com ou sem patrocínio – realizam na raça eventos e parcerias que transformam o dia a dia de quem vive em meio à miséria e à violência. São várias atividades desenvolvidas ao longo do ano que oportunizam viagens internacionais para aqueles que nunca imaginaram sair de sua cidade, muito menos conhecer outras culturas. A cada chute, a exclusão é jogada para bem longe. É um novo mundo que roda com a bola ao fazer novas amizades, vivenciar novas experiências, ter novas referências e acreditar em uma nova vida.

O Futebol Social promove um movimento pioneiro e inédito, conectando jovens de 16 a 20 anos que vivem em situação precária de moradia - ou sem moradia -, sob risco social e sem condições plenas de desenvolvimento em comunidades carentes como Campo Limpo e Jaguaré, em São Paulo; São Vicente, na Baixada Santista; Rocinha e Complexo de Alemão, no Rio de Janeiro; Guará e Ceilândia, cidades satélites de Brasília - entre outras -, objetivando integrar, motivar e fortalecer os projetos sociais participantes. E há muitos voluntários ao redor desses projetos que orientam meninos e meninas a driblar a violência que os ronda no dia a dia; dentre eles, Pupo Fernandes, técnico da Seleção Brasileira de Futebol Social; Guilherme Araújo, presidente da Associação Brasileira de Futebol Social; Karina Gomes, relações públicas do Futebol Social.

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A Homeless World Cup – Campeonato Mundial de Futebol – reúne – desde 2003 – populações excluídas de todo o mundo com o intuito de transformar vidas. A equipe brasileira participa desde 2004 e , mesmo com todas as dificuldades encontradas entre embarques e desembarques, obtiveram significativos resultados: campeões em 2010 e 2013 e terceiros colocados em 2009, 2011 e 2012.

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Em 2013, a seleção brasileira não conseguiu patrocínio, mas mesmo assim o Brasil foi representado com brilhantismo pelos guerreiros da bola: Pupo Fernandes foi o técnico que transcendeu o futebol, pois incentivou, mostrou possibilidades para virar o jogo e foi cumplice do processo ensino-aprendizagem-vida ao lado de Robson Martins de Oliveira e Douglas Batista Lucas – de São Paulo – e de Vinícius Araújo e Darlan Martins Benvindo – do Rio de Janeiro. A luta para mudar o enredo que tinha tudo para ser um fracasso, teve um desfecho digno: a Seleção Brasileira conquistou o Bicampeonato Mundial de Futebol Social.

2014 e os lados A e B do futebol brasileiro: ano de Copa do Mundo e mais um ano de Campeonato Mundial de Futebol Social. É bola rolando, é bola mudando a vida não só de quem acompanha , mas de quem faz do jogo um verdadeiro espetáculo de transformação social. Faça parte. Acompanhe. Participe. Apoie.


Rita Manzano

Quanto à escRITA, metade dela sou eu. Juntas seguimos, entrelaçando mensagens que (re)vestem vidas .
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