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Rita Manzano

Quanto à escRITA, metade dela sou eu. Juntas seguimos, entrelaçando mensagens que (re)vestem vidas

Quino e a encantadora Mafalda

Depois de passar pela Argentina, Costa Rica, México e Chile, Mafalda fez uma parada em São Paulo e ficará até 28 de fevereiro. Corra, ainda dá tempo de visitá-la.


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Joaquín Salvador Lavado Tejón, mais conhecido como Quino – apelido dado para diferenciar do tio homônimo e desenhista -, aos 3 anos já era um apaixonado pela arte. Seu primeiro desenho animado (1949) foi para um anúncio de uma loja de seda e alguns anos depois – em Buenos Aires – teve sua primeira página no humor semanal Isto é, surgindo, na sequência, oportunidades em outras tantas editoras.

Era 15 de março de 1962 quando nasceu Mafalda: nome em homenagem a menininha do filme “Dar la cara”, baseado no livro de David Niñas. Menina de família de classe média da Argentina foi marcada pelas ditaduras na América Latina bem como pela chegada da televisão.

Em 22 de setembro de 1964, Quino apresenta Mafalda à Revista Primera Plana e em março de 1965, à El Mundo. A menina tornou-se celebridade em todo o mundo devido a suas indagações e ironias em torno de temas da época. Apesar de ser uma criança delicada, falava do mundo sempre com certa acidez; não deixando de ser sutil no trato das ideias, dos questionamentos e dos ideais.

Entre os anos 1964 e 1973, a obra de Quino ficou famosa devido as tiras cômicas de Mafalda que questionava alguns problemas sociais como políticos, de gênero e até científicos. Todo o contexto da obra apontava o conflito que as pessoas enfrentavam, as mudanças de costumes que - nas entrelinhas – eram decorrentes da tecnologia no dia a dia.

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Em meados da década de 70 , Mafalda é interrompida devido as ideias de Quino estarem esgotadas. No entanto, Mafalda carrega um verdadeiro fã clube mundial , e seu pai – Joaquín Lavado – tem reconhecimento internacional como um dos maiores cartunistas do mundo.

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A mostra – que comemora os 50 anos de criação da filha querida de Quino – foi idealizada pela argentina Sabina Villagra que contou com o apoio da Fundação Theatro Municipal de São Paulo – em parceria com a Secretaria de Cultura e o programa São Paulo carinhosa – para trazer um pouco da Mafalda para os brasileiros.

No espaço há diversas recriações de tirinhas; bancadas repletas de folhas e lápis de cor para a criançada poder se divertir com a construção de novas personagens; painéis que podem – e devem – ser modificados, e cenários que interagem com o público tanto infantil como adulto. Sim, todos se rendem ao jeitinho todo especial da menina. A exposição O Mundo Segundo Mafalda está na Praça das Artes, na Av São João, 281 – Centro de São Paulo, diariamente das 9h às 20h, até o dia 28 fevereiro.

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“As coisas de que eu não gosto são: primeiro, a sopa, depois, que me perguntem se gosto mais do meu pai ou da minha mãe, o calor e a violência. Por isso, quando eu for grande, vou ser tradutora da ONU. Mas quando os embaixadores discutirem vou traduzir tudo ao contrário para que se entendam melhor e haja paz de uma vez por todas”. Carta da Mafalda


Rita Manzano

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