entre.linhas

Entrelaçando as linhas do texto que nos (re)veste.

Rita L.M.

Quanto à escRITA, metade dela sou eu. Juntas seguimos, entrelaçando mensagens que (re)vestem vidas

Liberdade: uma via de duas mãos

Há tempos, muitos falam – ou seria gritam?! – sobre a liberdade de expressão. Mas, e sobre os limites? As polêmicas surgem por aquilo que foi expressado ou pelas leituras realizadas? Vale uma ressalva simples, porém esquecida: para todo autor cheio de dedos sempre haverá um leitor cheio de olhares.


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Expressar uma ideia, um pensamento ou apresentar uma simples reflexão é direito assegurado a todos, conforme a Constituição Federativa do Brasil. Vincular tal direito à liberdade, deve ter - como o alinhavar – os limites entre as partes envolvidas.

Quando as linguagens verbal e ou a não-verbal são disponibilizadas, suscitam diversas leituras bem como geram as mais diversas interpretações, sendo, assim, necessário saber parar antes de virar insulto; desrespeito.

Leonardo Boff apresentou uma definição muito interessante sobre a interpretação: “Cada um lê com os olhos que tem. E interpreta a partir de onde os pés pisam”. E, partindo desse pressuposto, vale ressaltar que cada autor deve, também, escrever, reescrever com os olhos que têm, aceitando as interpretações e ficar longe das intenções de se tornar um agressor com tiros indiretos, porém certeiros.

A linguagem expressa tem força. A mesma força que um alvo pode desenvolver quando entende que o dito não deverá ficar pelo mal(dito), assumindo – nesse ponto – o direito de expressar a sua revolta com o insulto. Bater sempre na mesma tecla – ou usar sempre a mesma caneta – perde a característica de liberdade de expressão, podendo a mensagem ser entendida como perseguição, assumindo-se como peça chave de um jogo entre o poder de dizer e ser aceito como o de conhecer e não aceitar.

Um real desafio que se acentua em pleno século XXI: dizer sem muitas vezes dizer e ser interpretado na dose certa. O bom senso deve ser o medidor dessa dose e para tanto se faz necessário haver mais pontos de partidas já com paradas obrigatórias de chegada. Todos devemos desenvolver, principalmente nas crianças, a consciência de que se for falar tudo deverá saber ouvir o tudo que vem na contramão. Afinal, todos temos o direito de expressar, não importando em qual via se trafegue.


Rita L.M.

Quanto à escRITA, metade dela sou eu. Juntas seguimos, entrelaçando mensagens que (re)vestem vidas .
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