entre.linhas

Entrelaçando as linhas do texto que nos (re)veste.

Rita L.M.

Quanto à escRITA, metade dela sou eu. Juntas seguimos, entrelaçando mensagens que (re)vestem vidas

Rascunhos das Cenas de Março

As águas de março não apenas fecham o verão; marcam faces e fases. E a humanidade caminha ...à flor da pele.


Rascunhos das cenas de março.jpg

Fechados tempos.

Perigosos tempos.

A guerra pelo poder está exposta. Feridas não param de sangrar porque a todo o momento tem alguém as cutucando. Como sempre foi. Nada de diferente e tudo cada vez mais latente pela contribuição de lenhas em fogueiras de ideologias que surgem ao redor do próprio umbigo. Papéis misturados, ideologias misturadas.

A população está indignada. Quem não estaria?! Mas, não há ponderações, calmarias para resolver os problemas. Saem todos gritando apenas apontando os erros, as culpas, as corrupções. As peças mudam de posição em um tabuleiro que existe há milênios. Já se podem imaginar os resultados: a partir desse cenário, as notícias não serão boas, principalmente para os menos favorecidos. É, a corda sempre estourará do lado mais fraco. Isso também é milenar.

A humanidade está à flor da pele não apenas com as questões políticas. Tudo é facilmente transformado em uma bomba prestes a estourar. Não há mais tolerância entre os seres. Tudo se resolve na base do ódio, do fel, da ofensa, do empurrão; na disputa por ser o melhor sempre; na intolerância. E tanto as peças desse tabuleiro chamado Universo quanto os que estão ao entorno são humanos e desse planeta mesmo. Nada se resolverá com os ânimos assim. O foco é outro. Não está a olho nu. Mas quem ensinou o humano a ler as entrelinhas, não é?!

A temperatura esquenta, mas com o poder de tornar os corações em cubos cada vez mais complicados e gelados. Há tempos vivemos em uma sociedade entálpica; uma sociedade que sempre preferiu ficar reclamando do seu confortável sofá ou do acento duro do transporte público cheio de gentes e vazios de esperanças a resolver os problemas do país. Em partes distintas e polarizadas, a sociedade se levantou e saiu gritando, vindo à tona a temida entropia.

Tempos fechados.

Tempos perigosos.


Rita L.M.

Quanto à escRITA, metade dela sou eu. Juntas seguimos, entrelaçando mensagens que (re)vestem vidas .
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