Giovana Damaceno

Jornalista e cronista. Produtora de conteúdo digital do UniFOA. Autora de "Mania de Escrever" e de "Depois da chuva, o recomeço". Membro da Academia Volta-redondense de Letras.

De mal com Morfeu

Deve ser mesmo muito bom fechar os olhos e flanar nas asas desse deus ausente.


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Dormir, ah... dormir! De noite, de dia, da simples pestana na poltrona do ônibus ao sono pesado por 12 horas em lençóis de seda, entregar a alma a Morfeu é um dos maiores prazeres do ser humano. Cientificamente fala-se de tudo um pouco sobre os benefícios do sono e as sérias consequências para a saúde de quem não dorme muito bem. E dormir bem significa deitar com sono, fechar os olhos, desaparecer da vida real em segundos, apagar por completo por pelo menos oito horas, com direito a sonhos agradáveis, sem pesadelos, ou simplesmente não sonhar. E depois disso, acordar revigorada, sentir o corpo leve, beijar o espelho e estar pronta para encarar qualquer agenda. Quem conseguir esta proeza, favor entrar em contato.

Morfeu realmente não quer saber de mim. O sono é meu companheiro 24 horas, causado por noites muito agitadas por sonhos que parecem filmes de aventura. Isso quando não acordo várias vezes durante a madrugada e demoro a dormir novamente. Definitivamente o deus grego que assumia a forma humana para povoar sonhos por aí, há muito tempo deixou de me visitar. Segundo a crença da época, os efeitos positivos de uma noite de sono sereno eram devidos à companhia agradável da tal divindade. Não foi por outro motivo que um dos mais potentes analgésicos que conhecemos ganhou o nome de morfina. Por ser uma substância narcótica, a base de ópio, o efeito, além de aliviar a dor, é colocar o sujeito no aconchego dos braços de Morfeu.

Deve ser por isso que consideramos realmente divino dormir maravilhosamente bem. Confesso que tenho inveja dos seres que dormem até de pé, bastando recostar a cabeça numa parede para entrar em off. E conseguem roncar! Por outro lado há os que necessitam de poucas horas de sono para acordarem com a cara boa e sem olheiras. Também são muito invejados os que têm a capacidade de pegar no sono conversando. O coitado insone de um lado falando, falando, e o felizardo ressonando... Vamos combinar, né? Até nisso Morfeu consegue ser cruel, quando nos vira as costas.


Giovana Damaceno

Jornalista e cronista. Produtora de conteúdo digital do UniFOA. Autora de "Mania de Escrever" e de "Depois da chuva, o recomeço". Membro da Academia Volta-redondense de Letras..
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