Épiphanie

algo que surge não se sabe nem como nem porquê

Raquel G. Rebelo

coisas relevantes

As primeiras tatuagens no feminino

O mundo das tatuagens nos anos 20, protagonizado por uma mulher.


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Nos dias de hoje, uma mulher com o corpo coberto de tatuagens ainda tem a capacidade de ferir algumas susceptibilidades. Na década de vinte, uma mulher na mesma condição preencheria todos os requisitos para ser considerada um atentado à saúde pública. Esta é a história de Betty Broadbent, a mulher com coragem suficiente para exibir o corpo que criou.

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Tudo começou quando Betty conheceu o tatuador Jack Red Cloud, em Nova Jérsia. O corpo tatuado de Cloud despertou desde logo o interesse da jovem, que na altura tinha apenas catorze anos. A partir deste encontro, Beety passou de protótipo de menina bem comportada, com o seu emprego de ama, para entrar num mundo diferente, que faria de si uma pessoa singular.

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Foram inúmeros os artistas que contribuíram para os mais 350 trabalhos expostos no corpo desta mulher. Alguns destes, homens importantes no desenvolvimento e aceitação da tatuagem, como Charlie Wagner – também autor das tatuagens de Jack Red Cloud -, Joe Van Hart, Tony Rhineager e Red Gibbons.

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Numa época em que muitas pessoas ignoravam o conceito de tatuagem, Betty Broadbent decidiu viver disso. Poderia ter corrido mal, mas não foi o caso. O Circo, que na altura ainda apresentava espectáculos com pessoas “menos comuns”, viu em Broadbent uma galinha dos ovos de ouro.

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A sua carreira circense, em Circos como Ringling Bros e Barnum & Bailey, acabou por se tornar numa rampa de lançamento para a ribalta. Com o reconhecimento de todos os seus fãs, Betty tornou-se ela mesma numa tatuadora.

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Raquel G. Rebelo

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