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"A Arte sine qua non de viver"

Giuliana Murakami Paixão

Vivendo e escrevendo...

Redes sociais: disseminação do "terror"

Atualmente, é muito comum a disseminação de informações via mecanismos cibernéticos. O perigo se encontra, porém, a cada click e visualização, pois nem sempre o que se lê é um fato verídico.


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O que talvez possa ser o mais constrangedor, incômodo ou perturbador, é a dispersão de informações falsas por meio das redes sociais. Essas “notícias” infundadas se aproximam muito da ideia do que seria fofoca. “Fulano falou que o marido da sicrana estava traindo-a com a vizinha do vizinho que tinha um cachorro vira-lata”. Esse é um exemplo fútil e comum de difamação. Porém, há maneiras consideradas até mesmo atrozes de divulgar falsas notícias acerca de determinada realidade.

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Na cidade de Belém (PA), houve o homicídio do cabo Figueiredo da Polícia Militar, gerando assassinatos de considerados bandidos. Este fato ocorreu na madrugada desta última quarta-feira (05/11/2014). Até então é um fato “comum”, visto que homicídios ocorrem todos os dias em diversas cidades do país e do mundo. Todavia, houve um movimento nas mais utilizadas redes sociais pelos paraenses. Um movimento de pânico e terror, com divulgação de informações consideradas posteriormente falsas pelo órgão de segurança do estado.

Informações que variavam entre áudios de ameaça a algumas IES (Instituições de Ensino Superior) de rede pública e privada e mensagens de pavor entre os cidadãos. Essa orla de mentiras assustou de tal modo a população, que grande parte dos indivíduos permaneceram trancados em suas residências, impossibilitados (por esse pânico total) até mesmo de exercer suas atividades laborativas ou estudantis. Diversas instituições de ensino cancelaram suas aulas e muitos estabelecimentos comerciais cessaram suas atividades.

Este foi apenas um exemplo de um dos pontos negativos já tão recorrentes quando se trata de redes sociais: a fácil manipulação de informações inverídicas que levam os indivíduos a falsas impressões da realidade, gerando controvérsias, insegurança e, muitas vezes, limitando as pessoas.

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O que fazer para evitar tais situações? Aparentemente, não há como evitar disseminar inverdades. Está fora do contexto, pois não há como prever se alguém vai mentir ou desmentir algo. O mais correto seria punir os “falsos profetas”. O problema é encontra-los. O mais difícil em uma brincadeira de telefone é achar o culpado de informar erroneamente a frase. Alguém pode alegar que ouviu outrem, esse outrem seque às vezes existe ou se existe desapareceu...

Infelizmente, o ser humano tende a dramatizar as situações de sua vida, muitas das vezes, até impondo um toque de fantasia em suas bizarras histórias. Se o exemplo supracitado foi apenas uma brincadeira ou a ingenuidade de pessoas com relação aos fatos concretos, isso não se sabe. Sabe-se que muitas pessoas foram prejudicadas e que esse tipo de comportamento é desprezível e deve ser evitado não pelo Estado até porque um ente autorreferente abstrato não tem possibilidade de frear tais situações, somente de apresentar as consequências destas. Não! O começo deve estar dentro de cada ser humano, exercendo sua capacidade de auto avaliação, prevendo se suas atitudes serão positivas ou negativas para si e para um todo.


Giuliana Murakami Paixão

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