escrito no som

Vira o disco e não toca o mesmo

José Luis Marques

Prazeres e inquietações de um psicólogo lisboeta. Melómano patológico, escritor por devaneio.

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    União das Tribos: Novo vigor no rock português

    Um improvável cruzamento entre o vocalista Mauro Carmo e a fadista Mafalda Arnauth, que resulta numa elegante balada urbana, melancólica mas luminosa.

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    União das Tribos: a eterna chama do rock

    O coletivo português União das Tribos formou-se em 2011. Desde então, tem construído um percurso ascendente, assente nos pilares do rock, na energia das canções e no entusiasmo das atuações ao vivo. No momento em que preparam a edição do seu segundo álbum de originais, nada como levantar o véu sobre uma das bandas mais promissoras do rock produzido em Portugal.

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    As sinfonias oníricas dos Antlers

    Uma ideia musical de contornos folk e estética lo-fi, em que as ambiências acústicas e uma vastidão bucólica convergem em canções aparentemente simples e despojadas mas com uma porta entreaberta para um mundo subterrâneo e de promissoras delícias.

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    Van Morrison - Alma Celta
    A obra de Van Morrison congrega música, poesia e misticismo em iguais doses. Sempre alheio a modas ou tendências, o músico irlandês detém um vasto catálogo discográfico, recheado de clássicos. Veedon Fleece, álbum de 1974, é um dos seus trabalhos mais introspectivos e arrebatadores. Onde nostalgia e lirismo causam a paragem do tempo.
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    Edgar Froese - Requiem para um sonhador

    Edgar Froese, o mentor da electrónica embrionária dos Tangerine Dream, partiu hoje. Será sempre recordado como mestre da imiscuição das máquinas na música e da alma nas máquinas. Recordemo-lo num dos seus melhores registos, sabendo que nunca será esquecido.

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    John Cale - Fragmentos de sabotagem

    A carreira a solo de John Cale sempre oscilou entre o erudito e o vernáculo. Músico de educação clássica, o co-fundador dos míticos Velvet Underground deambulou maioritária e intermitentemente entre o rock mais visceral e a vanguarda da contemporaneidade. Eis dois registos ao vivo que retratam igualmente dois músicos que parecem distintos, mas que se fundem num só: um dos padrinhos do punk e o classicista moderno.

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    Harmonia: Entre a beleza fria e o calor do ritmo

    O colectivo Harmonia foi, provavelmente, o supergrupo mais obscuro da história. Dois terços de Cluster e um terço de Neu! convergiram para este enigmático mas seminal trio. O legado que nos deixaram é tudo menos extenso, mas poucos conseguiram desbravar territórios tão vanguardistas e inóspitos com fervilhante criatividade e abstracta beleza. Um fino exemplo de como a música alemã da década de 70 começou a erguer os alicerces do que hoje é entendido como moderno.

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    Amon Düül II - Sons de caos e liberdade

    A música dos Amon Düül II desafiou convenções e ultrapassou os limites do rock. Contra-corrente, vanguardista e comunal, o colectivo alemão virou os cânones do avesso e os seus discos e performances fazem parte da vertente mais livre e radical do psicadelismo. Foram uma das bandas fundadoras da nova e experimental vaga do rock alemão nos finais de 1960 (vulgarmente conhecido como Krautrock)e hoje celebra-se a sua obra mais marcante: Yeti.

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    Gene Clark, o cowboy cósmico

    Gene Clark foi membro fundador de uma das bandas mais marcantes do rock norte-americano, os Byrds. Porém, foi a solo que a sua visão se expandiu e a música que criou é, ainda hoje, motivo de culto e inspiração. De todos os discos que editou na sua relativamente curta existência, No Other é a obra-prima que eternizou a sua alma.

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    Jimmie Spheeris, o trovador perdido

    Jimmie Spheeris continua a ser um mistério para a maioria dos melómanos. O cantor norte-americano editou na década de 70 uma série de discos que oscilam entre o culto e o esquecimento e que o tempo tem vindo lentamente a resgatar. Dessa safra, Isle of View é o objecto de maior beleza e inspiração. Mesmo a título póstumo, nunca será tarde para enaltecer os seus encantos e os do seu criador.

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    As sombras românticas de John Surman

    John Surman é uma das figuras mais eminentes e influentes do jazz britânico. Surgido na fervilhante revolução jazzística europeia de finais da década de 60, acabou por distanciar-se do estilo fogoso e vibrante dos primórdios para abraçar uma estética mais ambiental, nocturna e contemplativa. Uma das obras de referência deste excelente músico é Private City, um disco que eleva o jazz a terrenos tão sombrios como etéreos, mas sempre emotivos.

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    Stranglers in the night

    Os Stranglers surgiram bem antes da explosão do punk inglês, mas ficaram sempre associados ao estilo. A controvérsia e a aura agitadora que começou por rodeá-los sempre se deveu mais à atitude que à agressividade musical. Com o tempo, a banda britânica amaciou os seus ataques e foi perdendo protagonismo, mas um culto vincado ainda prevalece e os seus anos dourados merecem sempre uma revisitação.

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    Estados Unidos do Som

    United States of America é o nome de um dos colectivos mais vanguardistas da música dos anos 60. Misturando o caleidoscópio do rock psicadélico com uma forte dose de experimentalismo, o grupo de Los Angeles foi responsável por algumas das sonoridades mais revolucionárias da época. Apesar de alguma estranheza e incompreensão na altura da sua edição, o seu único disco é visto hoje em dia como uma obra de culto e pioneirismo.

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    Os monges do rock

    Cinco soldados americanos destacados na Alemanha rapam o cabelo como monges e fazem do rock'n'roll a sua doutrina? Eis os Monks, uma das bandas mais singulares da história do rock. Com apenas um álbum editado - Black Monk Time, de 1966 - o grupo conseguiu lançar sementes para alguma da música mais enérgica e beligerante que lhe sucedeu. Do rock de garagem ao movimento punk, todos são seus acólitos.

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    O rock tribal dos Gun Club

    A história dos Gun Club confunde-se igualmente com a história de Jeffrey Lee Pierce, o seu torturado e excessivo líder. Fire of Love, o primeiro álbum do grupo, constituiu uma pequena revolução no rock, com a sua mistura de modernidade com as raízes sonoras da América. Pierce sempre praticou o que pregou e a sua vida foi tão urgente como a intensidade deste disco.