escritos da ansiedade

Ideias de alguém tentando não viver o futuro no presente

Guilherme Lima

manias acompanhadas de TOC

A Ideia de infância passada pelas animações

Longas-metragens animados nos fazem lembrar da velha e boa Infância


Neste fim de semana fui assistir Como treinar o seu dragão 2 com meus pequenos primos. Numa sala de cinema repleta de crianças é claro, as risadas infantis me contagiaram, afinal, nada mais empolgante que a animação e alegria da meninada, se divertindo com as trapalhadas e aventuras dos personagens. Toda a atmosfera infantil da sala de cinema me fez relembrar dos meus 5 anos, quando fui com minha mãe ver Vida de Inseto e então percebi, o quanto é vital esta pequenas coisas dos momentos de quando apenas se é uma criança, onde sua obrigação é apenas ir dormir de banho tomado e os dentes escovados, além de estar sempre com os deveres da escola em dia. De fato, não tive como conter o saudosismo e estar com aquela vontade de ser uma espécie de Peter Pan, tornar-se eternamente uma criança e assim desfrutar do melhor momento da vida, onde nossa única obrigação é se divertir e brincar, ou seja, curtir a fase infanto-juvenil.

Ai entra o que nos remetem as animações atuais:fazer e dar os contornos das histórias em seus enredos, que mesmo atraindo na sua maioria crianças as salas de cinema, consegue emocionar adultos por fazer estes reviverem a sua infância de modo gostoso e doce. Ai está à filosofia por trás dos filmes, fazer com que as pessoas revivam momentos fundamentais vividos quando se é criança ainda e em como esta fase foi importante e crucial na vida, e de como elas acabam moldando em certa medida, nosso caráter, pensamento e o modo de como enxergamos as coisas. Eles buscam extrair cada detalhe dos fatos da fase infantil e dos eventos marcantes nela inseridos, que mesmo não voltando mais a acontecer, é vital para alentar a alma e perceber o quanto eles foram necessários para moldarmos a forma de como encaramos o mundo e seus problemas, e perceber no final das contas que ainda existem fases e algo em que podemos afirmar que se vale a pena lutar para se manter aceso dentro de si.

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Notamos isso analisando mais de perto filmes como Toy Story, Frozen, Shrek, e tantos outros, que tem ao fundo, a pureza da História que nos é apresentada pelos longas-metragens, em que bons sentimentos ainda prevalecem sobre todos os desgostos da realidade.

Em Toy Story, por exemplo, pode-se perfeitamente fazer um estudo sobre o contexto de como vamos perdendo um pouco a ingenuidade e certos gostos na medida em que vamos crescendo e de como isso nos deixa desconfortáveis e chateados. O personagem Andy com o passar do tempo se entristece por ter que deixar de lado seus brinquedos preferidos, abandona-los mesmo quando se está indo para a faculdade, lugar onde os brinquedos e essas coisas bobas da infância não tem mais espaço, em um ambiente adulto onde as diversões são mais “maduras”. Frozen em sua história, além de lidar muito bem com as questões de gênero para o publico infantil, retrata a importância de contar com alguém ao seu lado, e o quanto é necessário termos uma companhia para podermos contar nas horas mais complicadas, e termos a exata noção que somos seres criados para convivermos numa coletividade e importando-se com o outro, pois nada mais chato e entediante do que estar na solidão fria no final das contas. Já em Shrek vamos vendo como necessitamos da ajuda e auxilio dos amigos, e uma boa dose de humor para encarar os problemas que nos vão aparecendo sem aviso prévio, para nos situarmos sobre o mundo e aprendermos com a experiência deles de vida e assim lidarmos melhor com o nosso ambiente de maneira mais eficaz.

A ideia por trás das produções é sintetizar acima de tudo, os sentimentos positivos de uma fase da vida que na correria da maturidade e dos compromissos de uma vida adulta extremamente cheia de responsabilidades, metas e objetivos, acabamos por esquecer certos detalhes e sensações cruciais para mantermos a esperança e cultivarmos um saudosismo saudável sobre nosso viver. Manter a lembrança de que a infância pode nos ensinar e dar lições de como não devemos agir enquanto adultos foi a grande sacada das animações: mostrar que ainda se pode sincronizar perfeitamente o que vivemos lá no passado, com as situações do presente atual, mantendo sempre a crença nas boas virtudes e na empatia humana, sem deixar é claro de honrar com seus deveres e responsabilidades.


Guilherme Lima

manias acompanhadas de TOC.
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