esquina do Óbvio

Porque a genialidade está à esquina do óbvio

Gerson Avillez

Fotógrafo e homem da prática de letras nas horas vagas, teólogo e pedagogo por formação, filósofo autodidata e por vocação. Descendente direto do Tenente-General Jorge Avillez, portador da Síndrome de Aspeger, trabalhou em eventos culturais nas Lonas Culturais no Rio (2002) onde produziu e fotografou, tendo fotos publicadas em jornais do Rio de Janeiro. Posteriormente trabalhou na Rede Globo como fiscal de figuração pela agência MMCDI especialmente na novela Avenida Brasil (2012). Membro votante do Plano Estadual do Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas do Rio de Janeiro, membro número 1017 do CLFC (Clube de Leitores de Ficção Científica) e da Sal (Sociedade de Artes de São Gonçalo), tendo escrito artigos para a Revista Somnium, teve contos selecionados e publicados na Revista Litera, Primeiro Capítulo e é autor de destaque da Obvious Mag. Finalista de diversos concursos literários, tem 21 livros escritos e dois publicados, 'Adormecidos' (2011 - Ryoki Produções) e 'Síndrome Celestial' (2013 - Editora Multifoco).Convido-os a curtir minha página no facebook: www.facebook.com/Filoversismo

Bíblia: História e Curiosidades

A bíblia é muito mais que um livro para doutrina e orações. Descubram aqui algumas curiosadades sobre a origem deste livro!


Muitos dizem ser pouco confiável a Bíblia Sagrada sob várias alegações, a principal seria de que após tantas traduções muito de seu teor se perdeu. Porém, tal opnião parece ser apenas condicionada ao dito sem embassamento histórico do mesmo. Mesmo que o primeiro conjunto de livros bíblicos seja datado de 1.600 anos atrás (do qual outros livros foram encontrados posteriormente, mas incompletos), a bíblia fora o primeiro livro a ser impresso no mundo, em 1452, Maniz na Alemanha. Sendo traduzido desde então para 2454 línguas. A versão hebraica contendo apenas o Velho Testamento (Septuaginta, versão dos 70) incluindo nele a Torá ou livro da Lei (Pentateuco, que são os cinco primeiros livros da Bíblia escritos por Moisés), num total de 24, não 39 livros devido os arranjos no qual alguns livros foram ajuntados. Já na Bíblia católica, por sua vez, a chamada Codex Sinaiticus contém 7 livros a mais que a luterana totalizando 73 livros. Estes foram livros apócrifos aprovados pela igreja católica no concílio de Trento de 1546, sendo eles Tobias, Judite 1 & 4, II Esdras, Siraque, Sabedoria de Salomão, Eclesiástico, Baruque, I Macabeus e II Macabeus, mais acréscimos nos livros de Ester e Daniel (Cântico dos 3 filhos, história de Suzana e Bel e o Dragão), além de das Epístolas de Barnabés e o Pastor de Hermas, no Novo Testamento. Folhas deste foram encontradas pelo alemão Constantin von Tischendorf, um estudioso bíblico e arqueólogo, em 1844 num convento em Monte Sinai, mas sem conter de Gênesis a I Crônicas. Tal Codex tem 400 páginas tendo hoje 347 (compradas em 1933) localizadas no Reino Unido, 43 na Alemanha, 6 na Rússia, e 12 no Egito. Todas as páginas em junho 2009 foram fotografas para ficarem disponibilizadas para o público. Mesmo que desde 1911 cópias pudessem ser vistas na biblioteca de Londres, freqüentemente contestadas por ateus agnósticos por inúmeras correções feitas pelos escribas responsáveis pelas suas cópias. Fica claro que é natural que com as inúmeras cópias dos pergaminhos surgissem variações dentre os 5.000 manuscritos já descobertos, cujo Codex Sinaiticus é um dos mais antigos. Existem ainda algumas outras versões originais em hebraico da bíblia muito antigas, como Códice de Alepo que antes de ser parcialmente destruído num incêndio foi utilizado pelo grande sábio Maimônides do século XII, assim como o Códice de Leningrado original de 1008 d.C. sendo o mais antigo exemplar ainda intacto do velho testamento. Tais cópias são idênticas letra por letra, do qual segundo o Talmud qualquer erro de variação, por menor que seja, deve-se descartar tal. São quase 5.300 manuscritos gregos, 10.000 latinos e 9.300 de versões variadas contra um número infinitamente menor de obras gregas como Ilíada de Homero com 643 manuscritos, por exemplo. Seja a versão católica ou luterana, a Bíblia é certamente é o livro que levara mais tempo para ser escrito, cerca de 1500 anos, com 400 anos de defasagem intertestamental ou interbíblico, de silêncio bíblico, em que não houveram grandes profetas. Sendo estes cerca de 40 escritores, de profetas, reis, pescadores e tantos outros de época e locais distintos formando, no entanto, um compêndio de hegemonia. Foram muitos os profetas entre maiores e menores, conforme divididos no Velho Testamento, sendo cerca de 16, fora Paulo de Tarso, os apóstolos Pedro e João, além do próprio Jesus Cristo, no Novo Testamento, mesmo que a ordem original dos livros do novo testamento seja um pouco diferente do atual. São os livros divididos em Evangelhos, Epitolas, Apocalipse, testamentos e Atos. Seus escritores a construíram de modo como se soubesse que suas obras seriam especialmente para o futuro as enviando para outros lugares a exemplo de Is 34.16; Dn 12.4, onde aos poucos atestavam a compilação de livros considerados inspirados (Dn 9.2). Podemos observar que determinados enxertos foram incorporados posteriormente por seus próprios autores, a exemplo de Moisés onde em Levítico 26.46 que tem uma frase repetida em 27.34 o que pode indicar suplementação do relato anterior com o novo material. Moisés mantinha sacerdotes responsáveis pela armazenagem, copiagem e coleção dos livros onde no tabernáculo eram discutidas a reunião dos materiais inspirados (Dt 17.18-20; 31.9-13,24-29). Assim os profetas e sacerdotes também faziam o trabalho de historiografia principalmente profética (1 Samuel 10.25; 1 Crônicas 29.29). O Salmo 72.20 demonstra claramente numa frase que houve algum tempo que acabava ali, sendo posteriormente ampliada de igual forma em Provérbios 25.1. Sendo escritos originalmente em grego e hebraico em forma de rolos e códices, a maioria dos livros foram encontrados no mar morto. O nome 'Bíblia' fora finalmente dado apenas por João Crisóstomo (398 - 400 AD), que significa "coleção de livros pequenos", nome dado à forma de papiro onde eram feitos os manuscritos que se chamam 'Biblion' cujo plural se chama 'Bíblia', conforme é conhecido o cânon. Foram vários os estudiosos bíblicos dos tempos antigos, Flavio Josefo a Origenes (185-254) este do qual confeccionou a chamada Hexapla, fora trabalhos teológicos, apologéticos e catéticos herdados por seu díscipulo Dionísio de Alexandria. Os doutores Menahem Wiener e Moshe Katz do Institute Of Technology em Haifa concluíram que "A Bíblia não pode ter sido escrita por homens, mas procede de fonte sobrenatural" após analisar por técnicas de computador levando a igual conclusão o Prof.Daniel Michelson da Universidade Hebraica em Jerusalém: "todos os mistérios encontram sua resposta na Torá".

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Seus estudos se basearam em cálculos feitos com os textos bíblicos originalmente em hebraico, onde fora eliminado todos os espaços do livro Torá (o Pentateuco de Moisés) e dando valores de códigos cruzados em espaços a cada letra pedindo que buscassem letras que correspondiam, e mesmo que publicado num livro ("Hamemad Hanossaf") fica-se difícil se traduzir plenamente a idéia pelas conotações e diferenças próprias do hebraico em tal experimento. Mas no caso relatado de Sodoma e Gomorra (Gn 19), fora achada a palavra AIDS mesmo quando a pesquisa fora feita de forma inversa. Assim também fora encontrado a palavra "POVO DE ISRAEL" na história de José quando este tinha saído da prisão e se encontrou com faraó, o povo de Israel ainda ia nascer. Esse experimento é explorado em livros como "O Código da Bíblia" de Michael Drosnin e realmente ficaria-se difícil se provar como obra do acaso, mesmo que se saiba das diferentes vertentes dos estudos cabalísticos e que no caso inicial deste estudo não se aplicou aos livros do Novo Testamento pelo mero fato destes terem sido escritos em grego, não hebraico. O mais curioso é que segundo "O Código da Bíblia" tal código não se aplicam na tradução subseqüente ‘Guerra e Paz’ mas após um destes pesquisadores, Eliyahu Rips, eliminou todas as letras nos específicos espaços deixando em toda Toráh um único fluxo de 304.805 letras o que parece contrariar diretamente a passagem de Apocalipse 22.19 onde Apostolo João em Patmos condena qualquer que retirasse as palavras deste. Talvez em parte o mesmo esteja relacionado com a própria língua hebraica em si, do qual alguns teólogos vêem semelhanças com o que eles descrevem ser a língua Angélica e do qual trechos poderiam estar codificados em nosso próprio DNA conforme estudo publicado no final do século XX. Muito mais que subjetivo, tal código sugere na realidade algum tipo criptografia. Não obstante, as mesmas letras eram relacionadas a números em tempos remotos como necessidade de criptografar as mensagens no tempo que Israel viveu sob opressão de outras nações, o que pode dar maior veracidade a tais alegações mesmo que fosse impossível tal conscientemente por seus autores. De acordo com a proposta dos exegetas Ernesto dÓliveira e Ray Summers ao se colocar valores numéricos que tem a língua grega, é um dos meios para se calcular o possível valor do nome da Besta, o Anticristo-mor. Acrescentando-lhes valores de acordo com o sistema romano de datação e catalogação por letras onde I (1), V ou U (5), X (10), L (50), C (100), D (500) e as demais letras não encontradas neste sistema ganham o valor de zero. Ainda podendo se usar o um sistema de centenas por se tratar o número da besta na casa de centenas, onde se coloca valores acima de 100 partindo-se de A, de modo que B ganha valor de 101, C valor de 102, D (103) e assim por diante. Mas mediante a conclusão desta pesquisa chegou-se ao que se chamou "Disco da Vitória" onde se demonstra o alfabeto místico romano calculado da seguinte forma A = 111 x R sendo 'R' a razão da progressão aritmética do qual se utilizando uma progressão com a razão 7 (A = 111 - 11 x 7 = 111 - 77 = 34), estes cálculos utilizados sobre o nome de Hitler, por exemplo, sempre acabam levando ao número 666 dito pelo Apóstolo João no livro de Apocalipse, mesmo que alguns numa nova tradução concluíram que o número da besta não é 666, mas sim 616. Assim temos os seguintes valores numéricos mesmo que não sejam os mesmos utilizados pelo livro ‘Código da Bíblia’:

A (34), B (41), C (48), D (55), E (62), F (69), G (76), H (83), I (90), J (97), K (104), L(111), M (118), N (125), O (132), P (139), Q (146), R (153), S (160), T (167), U (174), V (181), X (188), W, Y, Z.

Mesmo que fique clara uma certa exploração (ideológica e comercial), tal é digno de nota (Fonte: Revista Jovem Cristão - 38, Jul/Set de 1990). Tal trariqa maior vulto ao maior enigma artificial funcional, do qual a Bíblia seria um exemplo, ao lado de mistérios humanos como a da piramide de Gizé. Sendo aqui como proposto um mosaico divino, tal como a natureza, ou seja, proveniente das mesmas fontes criadora desta.

Gerson Machado de Avillez – 2012 ®

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Gerson Avillez

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