esquina do Óbvio

Porque a genialidade está à esquina do óbvio

Gerson Avillez

Fotógrafo e homem da prática de letras nas horas vagas, teólogo e pedagogo por formação, filósofo autodidata e por vocação. Descendente direto do Tenente-General Jorge Avillez, portador da Síndrome de Aspeger, trabalhou em eventos culturais nas Lonas Culturais no Rio (2002) onde produziu e fotografou, tendo fotos publicadas em jornais do Rio de Janeiro. Posteriormente trabalhou na Rede Globo como fiscal de figuração pela agência MMCDI especialmente na novela Avenida Brasil (2012). Membro votante do Plano Estadual do Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas do Rio de Janeiro, membro número 1017 do CLFC (Clube de Leitores de Ficção Científica) e da Sal (Sociedade de Artes de São Gonçalo), tendo escrito artigos para a Revista Somnium, teve contos selecionados e publicados na Revista Litera, Primeiro Capítulo e é autor de destaque da Obvious Mag. Finalista de diversos concursos literários, tem 21 livros escritos e dois publicados, 'Adormecidos' (2011 - Ryoki Produções) e 'Síndrome Celestial' (2013 - Editora Multifoco).Convido-os a curtir minha página no facebook: www.facebook.com/Filoversismo

A Filosofia dos Serial Killers

Por dentro da mente duentia de um psicopata serial killer!


Na literatura o vampiro associa-se as trevas, e que por ausência de qualquer bondade, piedade e bons sentimentos era como se não tivesse alma, e que sendo trevas não poderia ver seu reflexo no espelho. Esta alegoria é de grande teor filosófico e expressa perfeitamente o temor inerente as pessoas da época, apesar de muitas vezes este ainda hoje se refletir como nome de diversos serial killers. O Vampirismo é considerado uma prática de predileção pelo sangue, onde se sente prazer e até mesmo se bebe o sangue de suas vítimas, deste modo ao se associar aos vampiros que por serem criaturas noturnas nota-se que apenas os morcegos hemofagos, que são minorias, bebem sangue, mas que por justamente viver escondidos e andar nas sombras, e por sua aparência acabaram sendo associados naturalmente com o vampirismo na literatura. Em paralelo poderia-se colocar doenças como a porfiria, onde a exposição a luz pode até mesmo matar o portador desta rara doença. Mas a diferenciação na realização de atos pervertidos e de extrema maldade por mero prazer, mesmo sabendo-se estes valores de suas atitudes ainda assim parece se distinguir até mesmo de um mero animal que luta por sua sobrevivência, se determinando como a própria moléstia que curiosamente liga-se a atitudes comuns ao fim de diversas civilizações. Seria uma infestação de psicopatia em massa? Ao que parece a injustiça e corrupção generalizada chegava a graus elevadíssimos antes da ruína de civilizações que se enquadram perfeitamente com a personalidade de um psicopata. Eles normalmente começam torturando pequenos animais, gostam de observar, porém, seu voyerismo rapidamente perde o controle quando passam a desejar interagir com estes, tornando-se suas vítimas, por se considerarem deuses. Claro, que alguns casos são provinientes de maltratos e traumas na infância, porém, não todos. São duentes e subvertidos com serios desvios morais. São inúmeros os exemplos, Peter Kürten, conhecido como Vampiro de Düsseldorf foi preso após matar 12 pessoas em 1930 em orgias e violações de seus corpos, se excitava com o sangue e violência. Numa entrevista com Karl Berg revelou detalhes de seus crimes numa frieza poucas vezes vista anteriormente numa das que seriam as primeiras entrevistas com psicopatas. Peter Kürten tivera uma criação difícil o que justifica parte do problema como desvio de conduta antisocial, filho de pai brutal dentre 10 irmãos logo, no entanto, demonstrou seu talento em torturar cães e logo aos 9 anos matou a primeira pessoa, um coleguinha que fora empurrado para dentro d'água, e anos mais tarde ao ter matado uma menina de 10 anos revelou ter tido um orgasmo ao ver sua garganta cortada, sendo preso apenas em maio de 1930 após ao tentar estrangular uma jovem desistir repentinamente a permitido fugir e relatar o ocorrido. Outro notório psicopata é Albert Fish, nascido em 1870 fora criado num orfanato, onde passou a ter prazer em ser abusado ainda criança, vinte anos após se mudar para Nova York passou a participar de orgias homossexuais e logo estuprar crianças, cometeu seu primeiro assassinato em 1910 quando torturou e mutilou sua vítima, a partir de então ele começou a cometer seus crimes por todos os EUA sob a sina de que era Deus quem lhe mandava matar. Em 1928 matou uma menina chamada Grace Budd e a comeu após cozinha-la, confessando tal anos depois por carta, mas matando ainda 4 crianças entre 1932 e 1934 o que lhe rendeu o apelido de "O Vampiro do Brooklyn". Diz-se que ele ao receber a sentença de morte revelou como sendo "a maior emoção da minha vida". A curiosidade óbvia na maioria destes crimes é o cunho sexual presente na maioria dos casos sempre sendo precedidos por atos sexuais violentos e ritualísticos. Os serial killers, por sua vez parece estranhamente deixar "assinaturas" de suas obras como se fossem verdadeiros artistas no que fazem e também nestas mortes parecem muitas vezes haver indícios de ritualismo como muitas vezes na busca por algum ritual especifico, como no caso abaixo. Apesar da grande maioria ser de homens mesmo que eventualmente surjam mulheres como Erzsébet Báthory, um dos primeiros relatos de serial killer, no século XVI. Isabel Báthory era uma condessa húngara obcecadas pela beleza, criada na Transilvânia que posteriormente veio a colaborar com o título de 'Condessa Drácula' entre outros. Sua personalidade nociva apenas fora revelada após se casar com Ferenc Nadasdy aos 11 anos de idade, supostamente incentivada pelo mesmo. Logo começou a torturar os empregados não como mera punição mas na busca incansável de buscar parâmetros de culpabilidade para justificar seus atos, especialmente mulheres durante as longas viagens de seu marido que era militar. Entre tais costumava espetar alfinetes sob a unha de suas vítimas e fazendo elas andarem nuas e molhadas pela neve até morrerem congeladas, tal como cobrir de mel o corpo despido e entrega-la a insetos. Mas após a morte de seu marido em 1604 que a levou a se mudar é que ela ainda revelou atos ainda mais cruéis se associando a outras mulheres em seus crimes que incluíam mulheres da alta classe, matando até mesmo uma jovem nobre e depois revelando ter sido suicídio, sendo presa apenas em 26 de dezembro de 1610, revelando posteriormente nas investigações uma agenda dela com nomes de 650 vítimas e que até mesmo costumava se banhar de sangue de suas vítimas como um ritual para manter a juventude, logo se tornando uma das principais fontes de inspiração do mito dos vampiros, a personificação do mal. No entanto, apesar de seus cúmplices terem sido condenados a morte ela pegou apenas perpetua. Isso demonstra que o fenômeno da psicopatia não é algo recente, mas intricheirado ao longo dos séculos, onde se é possível até mesmo encontrar elementos muito similares entre os Templários que foram acusados (e condenados) por atos como pedofilia entre outros. Até mesmo na Bíblia se encontra referências diversas a tais comportamentos como por exemplo no livro de Romanos 1.28 em que Paulo de Tarso descreve: "...assim Deus os entregou a um sentimento perverso, para fazer coisas que não convém". Outras vezes são referidos como os vasos de desonra e até mesmo os nefelins. Ainda se é possível notar diversos outros versículos ao longo do velho testamento até ao ínicio da Bíblia própria referida Sodoma e Gomorra. Talvez por este fato tais atitudes esteja intimamente ligadas idéias relacionadas a possessões malignas e cultos religiosos. Henry Lee Lucas que é considerado um dos maiores serial killers norte-americanos teria começado ainda crianças seu prazer pelo sadismo e depravações sexuais junto a seu meio-irmão do qual também torturava animais os matando e violando sexualmente seu corpo, chegou ainda na infância ir vestido de menina por sua mãe a escola. Logo os atos de necrofilia passaram a atingir também suas vítimas humanas se tornando parceiro de Ottis Toole do qual participou de uma das maiores matanças que se tem notícia nos EUA, ambos praticavam além de necrofilia o canibalismo de suas vítimas. A sobrinha de Toole, a pré-adolescente Frieda "Becky" Powell se casou com Lucas e foi sua última vítima, morta e tendo seus pedaços espalhados pelo campo. Foi condenado a morte. Aqui nota-se outro elemento muitas vezes corriqueiro entre os serial killers que curiosamente segue novamente um padrão, os discípulos e mestre, onde inclusive compartilha de muita simpatia por outros que praticam tais coisas. Henry Lucas resumia da seguinte maneira seus atos: "Matar alguém é como caminhar pela rua. Se eu quisesse uma vítima, eu ia e obtia uma." Ottis por sua vez era desde a infância chamado de 'a criança demônio' por sua avó que o levava para cemitérios onde usava partes de corpos humanos em encantamentos.

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A Característica comum em que estes vêem arte em seus feitos está a exemplo com Ed Gein, que inclusive teria inspirado o filme 'Psicose' pois ele que sofreu maus tratos na infância e dizia ver sua mãe após morta. Praticava necrofilia com as mulheres mortas após desenterra-las, das quais numa obsessão pelas formas delas chegava a tirar sua pele e colocar num manequim feminino chegando até mesmo vestir a "roupa" feita com a pele delas, e colocava genitálias femininas nas roupas íntimas que vestia, para fingir ser sua própria mãe. Os detalhes de seus crimes são tão sórdidos que não valeria apenas descreve-los se não para a própria perícia que ficou evidentemente estarrecida. Tal homem chegou a fazer diversos artefatos com partes da anatomia humana, como mascaras com a pele de 10 cabeças, um tapete com o dorso de uma mulher, um cinto feito com mamilos, uma tigela de sopa feita com crânio humano, e diversas outras partes da anotomia humana espalhadas pela casa. Abaixo alguns dos outros principais serial killers:

Andrei Chikatilo: Conhecido como 'O Estripador Vermelho' e 'Açogueiro de Rostov' foi um serial killer confesso que matou 53 mulheres e crianças entre 1978 e 1990.

Ivan Marko Milat: Um serial killer australiano que matou mais de 7 mochileiros entre os anos 80 e 90, os chamados "Backpackers Murders", as vítimas Deborah Everist, James Gibson, Simone Schmidl, Gabor Neugebauer, Anja Habschied foram no geral mortas a apunhaladas mesmo que o último nome fora com requintes de crueldade.

Marcelo de Andrade: O serial killer brasileiro, conhecido como "Vampiro de Niterói" matou cerca de onze meninos onde relata-se que teria bebido seu sangue e comido sua carne após estuprar os corpos. Francisco de Assis Pereira: O Assassino do parque ou motoboy, ficou conhecido por seduzir e levar mulheres para um parque onde as matava.

John Bodkin Adams: O serial killer birtânico relata-se que teria matado cerca de 163 pacientes mesmo mediante controvérsias. Pedro Alonso Lopez: Um violento serial killer colombiano que teria matado mais de 300 pessoas o que lhe rendeu o nome de 'Monstro dos Andes' por agir em quatro paises nesta localidade. Relata-se que teria sido expulso por sua mãe prostituta após ter acariciado sua irmã de 9 anos sendo recolhido por um pedofilo que o violou. Começou a matar após sair da prisão (quando matou quatro pessoas) geralmente meninas, numa média de 3 por semana favorecido pela prostituíção local.

Jack o Estripador: Um dos mais celebres e notórios serial killers de todos os tempos ficou conhecido por este nome (Jack The Ripper) por matar de forma crescentemente brutal prostitutas da cidade de Whitechapel em Londres no período de 1888. Costumava enviar cartas a policia falando sobre seus crimes e se intitulado como o "homem que daria a luz o século XX". Nunca fora descoberta sua identidade, e sabe-se que era mais do que um mero açougueiro mas provavelmente um médico pelo nível de habilidades, o que rendeu uma série de teorias conspiratórias como a proposta no filme "Do Inferno". Suas vítimas confirmadas foram as prostitutas Mary Ann Nichols, Annie Chapman, Elizabeth Stride, Catherine Eddowes, Mary Jane Kelly. Zodiaco: Um dos mais misteriosos casos de serial killer não resolvidos. Zodiaco ficou conhecido por atuar no fim dos anos 60 por 10 meses no São Franscisco (entre Dezembro de 1968 e Outubro de 1969). Fazendo cinco vítimas reconhecidas demonstrou estreita relação com ritualismo e simboliogia em seus crimes do qual por charadas e criptogramas eram enviadas a policia e ao jornal Chronicles, o caso permanece em aberto até hoje mesmo que uma série de indícios levem a Arthur Leight, mas estranhamente parecia não ser um único assassino..

Charles Manson: Apesar de não ser culpado por nenhum crime diretamente, Charles Milles Manson foi líder de um grupo fanático chamado "Os Filhos de Satanás" que cometeu assassinatos de 9 pessoas, inclusive da então esposa de Roman Polaski, Sharon Tate, em 9 de agosto de 1969 que estava grávida, junta a outros dois amigos deles que foram mortos a tiros e pauladas e seu sangue foi usado para escrever nas paredes mensagens de ódio. O objetivo era criar uma guerra entre negros e brancos. Seu histórico de delinguente juvenil que sendo um filho de prostituta, era tido por uma reencarnação de Jesus Cristo na terra por seus seguidores, e do qual ele dizia que os Beatles com ele falava através de suas canções. Fora entregue por uma ex-membro chamada Linda Kasabian. Seu sobrenome inspirou o cantor Marilyn Manson a adiciona-lo a seu nome, suas musicas teriam inspirado estudantes americanos matar 15 colegas, no Colorado. Seu plano era bastante similar algumas propostas: iniciar uma guerra entre brancos e negros e se esconder num porão no Arizona.

Ted Bundy: Theodore Robert "Ted" Bundy foi um dos mais temidos serial killers da década de 70 relacionado também a violência sexual chegando a invadir uma republica de mulheres matando várias. Dizia-se ser um homem educado e frio que por isso seduzia facilmente suas vítimas.

Trecho de ‘Anticorpos’ de Gerson Avillez – 2012®

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