esquina do Óbvio

Porque a genialidade está à esquina do óbvio

Gerson Avillez

Fotógrafo e homem da prática de letras nas horas vagas, teólogo e pedagogo por formação, filósofo autodidata e por vocação. Descendente direto do Tenente-General Jorge Avillez, portador da Síndrome de Aspeger, trabalhou em eventos culturais nas Lonas Culturais no Rio (2002) onde produziu e fotografou, tendo fotos publicadas em jornais do Rio de Janeiro. Posteriormente trabalhou na Rede Globo como fiscal de figuração pela agência MMCDI especialmente na novela Avenida Brasil (2012). Membro votante do Plano Estadual do Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas do Rio de Janeiro, membro número 1017 do CLFC (Clube de Leitores de Ficção Científica) e da Sal (Sociedade de Artes de São Gonçalo), tendo escrito artigos para a Revista Somnium, teve contos selecionados e publicados na Revista Litera, Primeiro Capítulo e é autor de destaque da Obvious Mag. Finalista de diversos concursos literários, tem 21 livros escritos e dois publicados, 'Adormecidos' (2011 - Ryoki Produções) e 'Síndrome Celestial' (2013 - Editora Multifoco).Convido-os a curtir minha página no facebook: www.facebook.com/Filoversismo

Limites da Mente e da moral

A moralidade é criação de nossa mente exclusivamente? Quais os limites de nosso consciente? Talvez, o sensorial e as informações em nossa via de mão dupla que é a mente possa forncer respostas sobre a condição única da mente humana, das toções dos psicopatas aos poderes extra-sensoriais.


Em "O Livro da Consciência" António Damásio propõe a divisão do consciente em 3 partes: a vígilia, mente e "eu". A vígilia atrelada a percepção é sucedida pela mente onde ocorre o processamento da informação de modo matemático mesmo que indiscritivel conscientemente por este fato a circular pelo consciente ou não, pois parte do próprio é subconsciente, até ser atingido finalmente o "eu" como mistura dos dois primeiros, sendo este "eu" dividido por sua vez em três fases, proto-eu, o Eu nuclear e o Eu-autobiográfico, que segundo Damásio resultando no consciente de vigilia. Estando interligados num complexo que torna possível tal consciente, o Proto-eu associa as disposições corporais contidos pelos instintos primordiais onde a interação destes com os objetos geram o eu nuclear como "qualquer coisa exterior ao cerebro que resulte num outro objeto" sendo por sua vez o Eu-autobiográfico resultando desta interação entre objetos e o proto-eu formando um cíclo de nivéis interativos. Mas onde se nota a origem dos pensamentos atrelados a moralidade, remorso e mesmo de onde vêm ao conhecimento fora o criativo a chamada percepção extra-sensorial? De casos que parecem exceder estes aos mesmo Transtornos de Personalidade Antisocial onde parece haver alguma falha na interação destas propostas resultam em variações negativas. Moral é o sentido, o porque latente e imparcial perceptivo a elevar o lógico funcional mesmo perante o emocional, pois é sobre-emocional ao contrário das proto-emoções típicas relacionadas aos dissociais. Pois tal como este resultante-resposta do natural que num ato de resposta busca re-equilibrar-se em si próprio do qual a resposta é o criativo. Moral é o porque, logo como tal deve corresponder aos fatos do qual perante o parcial confunde-se verdade com ponto de vista perceptivo [‘Ecce Libro’ e ‘Pensadores Cristãos] onde alguns crêem meramente, mas nem sempre condizente com uma fé que no que não é visto, que jamais deve ser contra o que é visto, ou seja, contra os fatos. Nestes conceitos acaba-se por se misturar elementos facilmente delineadores não somente da verdade e mentira, mas certo e errado, bons e maus cujo um das infelizes responsáveis é esse tal de Nicolau Maquiavel que sobre-põe o moral por uma razão que coloca a carroça na frente dos bois, tal como os meios como fins e os fins como meio. Tal falsa razão assim coloca-se a própria moral como secundário, ou seja, apenas um elemento não necessariamente resultante. Moral responde deste modo ao proporcional, retribuição, recompensa e valores, pois é o porque justificável a se complementar em equilíbrio proporcional, não se anular ou contradize-la o que compreende o imoral. Nossa consciência é chave no universo como se um abismo quântico determinado pela incerteza provocada pela observação representa-se o código em si entre nós e o universo. O eletro, eterno rebelde ao nosso ver não admite as mesmas práticas de trajetórias, quando vistos tornando-se impossível determinar uma posição, tempo ou seu trajeto.

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"A verdadeira liberdade está no poder sobre si mesmo." Montaigne

O segredo da mente e do cérebro donde não se determina tampouco onde termina um e começa outro definitivamente deixa o recado claro de que ainda nem nos conhecemos o suficiente e que o principal passo é compreender tal concepção para somente sermos capazes de compreender nosso mundo e conseqüentemente o universo. Nossa consciência muda, mas principalmente é capaz de mudar não somente por atos, demonstrando que não estamos à mercê do habitat e do que vemos, mas ele a nós. Nós alteramos o que vemos, não oposto, mesmo que este nos influencie em feedback.

“Uma vez explicada a base causal da consciência em termos de bombardeios de neurônios no tálamo e nas várias camadas do córtex, ou do mesmo modo, em termos de quarks ou múons, parece que temos ainda um fenômeno sobrando”. Cesar Augusto Duarte Ramos - http://allmirante.blogspot.com/

A Mentes mais fracas são as mais grosseiras nas atitudes compladicentes que por não exercerem as potências que lhe são termitentes se compele a força física - violência - para modificar o mundo à volta. Mas qual força exprime o pensamento e o olhar? Estas nem halterofilistas dos quais são acusados dessa compensação ousam competir, a mente humana, o maior dos músculos é uma singularidade apenas vagamente indicado por classificações e testes de QI. Fora de Albert Einstein que veio o conceito popular de que o ser humano usa apenas 10% de seu cérebro, mesmo que se diga que não fora nem a ocasião nem o motivo de sua expressão numa ironia a pergunta do porque ter sido capaz de entender algumas coisas que outros não, mas certamente conceitos de ‘mentes sã e corpos sãos’ é verdadeira, é a mente quem governa o corpo instintivamente ou não, a verdadeira saúde a ser priorizada é a mental, é dela que vem um dos mais poderosos remédios jamais plenamente compreendido: o placebo que em miúdos se resume a uma palavra, fé. Da endorfina a tantos outros elementos que permeia em nossos corpos regidos por combustores de nossos instintos, desejos e pensamentos nosso corpo é a carroça e nossa mente os cavalos. Poucas coisas nos ligam verdadeiramente a busca da compreensão do universo se não de compreendermos a nós mesmos justamente na ferramenta utilizada para tal. Dos talentos ao mal, cuja existência se limita a orbitar os gênios os usurpando, numa compensação de auto-afirmação pela violência e ditadoria infundada.

Trecho de ‘O Sentido Perdido’ de Gerson Avillez – 2012®

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Gerson Avillez

Fotógrafo e homem da prática de letras nas horas vagas, teólogo e pedagogo por formação, filósofo autodidata e por vocação. Descendente direto do Tenente-General Jorge Avillez, portador da Síndrome de Aspeger, trabalhou em eventos culturais nas Lonas Culturais no Rio (2002) onde produziu e fotografou, tendo fotos publicadas em jornais do Rio de Janeiro. Posteriormente trabalhou na Rede Globo como fiscal de figuração pela agência MMCDI especialmente na novela Avenida Brasil (2012). Membro votante do Plano Estadual do Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas do Rio de Janeiro, membro número 1017 do CLFC (Clube de Leitores de Ficção Científica) e da Sal (Sociedade de Artes de São Gonçalo), tendo escrito artigos para a Revista Somnium, teve contos selecionados e publicados na Revista Litera, Primeiro Capítulo e é autor de destaque da Obvious Mag. Finalista de diversos concursos literários, tem 21 livros escritos e dois publicados, 'Adormecidos' (2011 - Ryoki Produções) e 'Síndrome Celestial' (2013 - Editora Multifoco).Convido-os a curtir minha página no facebook: www.facebook.com/Filoversismo.
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