esquina do Óbvio

Porque a genialidade está à esquina do óbvio

Gerson Avillez

Fotógrafo e homem da prática de letras nas horas vagas, teólogo e pedagogo por formação, filósofo autodidata e por vocação. Descendente direto do Tenente-General Jorge Avillez, portador da Síndrome de Aspeger, trabalhou em eventos culturais nas Lonas Culturais no Rio (2002) onde produziu e fotografou, tendo fotos publicadas em jornais do Rio de Janeiro. Posteriormente trabalhou na Rede Globo como fiscal de figuração pela agência MMCDI especialmente na novela Avenida Brasil (2012). Membro votante do Plano Estadual do Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas do Rio de Janeiro, membro número 1017 do CLFC (Clube de Leitores de Ficção Científica) e da Sal (Sociedade de Artes de São Gonçalo), tendo escrito artigos para a Revista Somnium, teve contos selecionados e publicados na Revista Litera, Primeiro Capítulo e é autor de destaque da Obvious Mag. Finalista de diversos concursos literários, tem 21 livros escritos e dois publicados, 'Adormecidos' (2011 - Ryoki Produções) e 'Síndrome Celestial' (2013 - Editora Multifoco).Convido-os a curtir minha página no facebook: www.facebook.com/Filoversismo

A Utopia é possível?

Poderemos alcançar um estado civilizacional perfeito ou o termo utopia para sempre se associará ao impossível? Neste texto o autor discutirá a fundo as origens tanto do termo quando sua aplicação a dizer, sim é possível!


A Utopia é um sonho muitas vezes aparentemente distante e impossível ao homem, e por isso mesmo este nome acabou sendo ligado a tão significado, como algo irrealizável. Vindo do grego ‘ou’ que significa ‘não’, e ‘topos’ que significa lugar, era designado a projetos de uma sociedade imparcial, perfeita e cuja sabedoria em sua justiça é inominável. A palavra também se encontra no latim com significado similar ou 'u' é negação ao lugar 'topia', demonstrando uma negação do espaço, similarmente as propostas de Fo-hi em seu império do Tempo do qual negava-se o espaço como apenas consequente, talvez aqui ganhando tal palavra um sentido mais literal, mesmo que também no sentido nato de perfeição como descrito pelo mesmo. Mas para se chegar ao conceito atual de utopia deve-se analisar o conceito entre ideal e ideologia. O ideal pode-se entender como algo que já fora testado, é funcional de forma geral em todos os aspectos, o ideal, muito mais que uma mera idéia, mas condicionado sem exceções as leis naturais e humanas como funcionamento pleno. Já ideologia é algo em que se simplesmente se acredita e se luta, por este simples fato. As ideologias no mundo já se provaram a maioria das vezes como o causador dos maiores males, terrores, sofrimento, guerras, mortes, injustiças o que se afasta categoricamente do conceito geral de utopia. Utopia deste modo é o ideal, mesmo que inatingível, algo perfeito, plenamente funcional e que não apresenta falhas, do qual as pessoas tenham orgulho e sintam-se honradas em fazer parte, por satisfazer não somente suas necessidades e desejos, mas do qual se possa ter pesperctivas para realizações, grandes progressos de maneira imparcial e que melhore e acrescente positivamente algo em todos. Deste modo utopia não é sonhar, mas viver o sonho. Uma utopia sobre tudo é um ideal a que se viver e de que se vale à pena lutar, a utopia é algo que move, é o sentido, a moral e por tal se associando com o tempo a algo abstrato. Confude-se aqui ideal do ideológico, do qual o primeiro se demonstra mediante factuais encaixar-se perfeitamente as necessidades de modo experimentável ao contrário do ideológico.

"Injustiça, a pobreza, a escravidão, a ignorância - estes podem ser curados por reforma ou revolução. Mas os homens não vivem só pelo combate dos males. Eles vivem por objetivos positivos, individuais e coletivos, uma grande variedade deles, raramente previsíveis, às vezes incompatíveis." Isaiah Berlin in "Political Ideas in the Twentieth Century" - 1950

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Logo a utopia é uma forma de sociedade que favoreça plenamente o crescimento intelectual e de espírito humanos favorecendo o bom desenvolvimento emocional pleno do indivíduo em suas atitudes em relação ao próximo favorecendo a liberdade responsável, para o beneficio da humanidade, se opondo a sistemas que anteriormente fracassaram e que demonstram-se extremistas em suas propostas, tal como suas variantes, mas uma utopia elegendo um pós-capitalismo não de acordo com a aquisição, mas a capacidade do indivíduo produzir funcionalmente, sendo, porém este não forçado ou ditatorial, num determinismo maquiavelicamente maniqueísta, mas sim um lugar onde a economia seja centrada na cultura do saber, eco-turismo e na ciência, e este somente se pode dar espontaneamente no cultivo dos bons dons natos. A exemplo da democracia cuja falha está no "upgrade bugpack" do capitalismo, assim a solução não está em destruir o industrialismo, mas sim a indústria da desigualdade que nos reduz a meras mercadorias ou meras conjunções de consumidores e consumidos, presas e predador, uma das residuais, o pior dos sistemas. Todo ser humano tem de produzir conhecimento e informação, e essa produção é que determinará sua classe. Apesar de ser atribuído a Péricles a fundação e criação do regime democrático no final do século VI a.C. em Atenas atribuí-se na realidade a Clístenes. O seu auge fora no século V a.C. de onde seu nome 'demos' significa 'povo' que associada e aperfeiçoada agregou em seus fundamentos os termos Isonomia que significa 'igualdade perante a lei' Isocracia 'Igualdade ao acesso de poder' (kratos) e isegoria que por fim demonstrou a necessidade da liberdade de expressão determinada pelo seu significado original de 'igualdade ao acesso à palavra'. 'Iso' presente em todos estes termos significava justamente 'igualdade' a fim de determinar o caráter nobre do recém criado sistema democrático e ainda hoje mais popular do mundo. Deste modo o objetivo não é uma exata democracia, mas pegar os melhores valores dos sistemas governamentais do mundo e converter o veneno do capitalismo nas veias da democracia na busca pelo conhecimento de forma a priorizar a ética e moral, mediante o respeito e regras imparciais mediante o semelhante, contra as torções subjetivas provocadas pelos egos alheios e por isto como critério de julgamento sempre tendo-se o evidencial como base-fundamento.

"Aprender a dominar é fácil, mas a governar é difícil." Goethe

O Fim do capitalismo é necessário, pois o acúmulo sem proporção de renda ao contrário do acúmulo de conhecimento está como um vetor de poder está associado aos extremos sociais da destruição da natureza as dignidades humanas e fomentando fascismo. A centralização da moeda de troca como fonte de poder no capitalismo e o fomentador das desigualdades sociais e econômicas onde a ganância por tais meios consomem mais do que se produz. O dinheiro mesmo em maior valor não pode comprar além do existente, arrendar o valor de mil tigres asiáticos quando somente existem quinhentos, não é só extinção, mas imbecializaçaõ que comprova a limitação material e moral do dinheiro. O mesmo aplica-se como as mentes e corações, e do qual faz vã a luta do socialismo contra as grandes comparações de acumulo de capital. A saída não está na unificação mera das moedas, nem confrontar as acumuladoras de capital se não na mudança do pensamento, no paradigma da informação, o paradigma meme-viródico. Ora, o dinheiro desde sua concepção fora criado limitadamente não como fim, se não meio, troca, sendo deste modo erro, o capitalismo. Porém, sabe-se mesmo o qual frágil é o capital mediante as especulações, vide mercado financeiro.

"É a informação - a informação como um fator real e efetivo que estabeleceu os parâmetros do universo em seu nascimento, e, portanto, governou a evolução de seus elementos básicos em sistemas complexos." LASZLO, Erwin: 2

A Maior e única moeda de troca sempre será a informação, enquanto se criar símbolos celulóides e de crédito para transitar entre a aquisição de bens e informações, se haverá inflações, crises e deflações, mas no mercado de informações - sempre em crescimento e mudanças - nunca entrará em crise, se não problemas de eventuais roubos de informações e fraudes que representarão a desigualdade de igual forma perante a distribuição de renda é hoje no mundo, podendo nos por em risco numa tirania da informação do qual as agências de Inteligência têm combatido cada vez mais em vão.

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Gerson Avillez

Fotógrafo e homem da prática de letras nas horas vagas, teólogo e pedagogo por formação, filósofo autodidata e por vocação. Descendente direto do Tenente-General Jorge Avillez, portador da Síndrome de Aspeger, trabalhou em eventos culturais nas Lonas Culturais no Rio (2002) onde produziu e fotografou, tendo fotos publicadas em jornais do Rio de Janeiro. Posteriormente trabalhou na Rede Globo como fiscal de figuração pela agência MMCDI especialmente na novela Avenida Brasil (2012). Membro votante do Plano Estadual do Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas do Rio de Janeiro, membro número 1017 do CLFC (Clube de Leitores de Ficção Científica) e da Sal (Sociedade de Artes de São Gonçalo), tendo escrito artigos para a Revista Somnium, teve contos selecionados e publicados na Revista Litera, Primeiro Capítulo e é autor de destaque da Obvious Mag. Finalista de diversos concursos literários, tem 21 livros escritos e dois publicados, 'Adormecidos' (2011 - Ryoki Produções) e 'Síndrome Celestial' (2013 - Editora Multifoco).Convido-os a curtir minha página no facebook: www.facebook.com/Filoversismo.
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