esquina do Óbvio

Porque a genialidade está à esquina do óbvio

Gerson Avillez

Fotógrafo e homem da prática de letras nas horas vagas, teólogo e pedagogo por formação, filósofo autodidata e por vocação. Descendente direto do Tenente-General Jorge Avillez, portador da Síndrome de Aspeger, trabalhou em eventos culturais nas Lonas Culturais no Rio (2002) onde produziu e fotografou, tendo fotos publicadas em jornais do Rio de Janeiro. Posteriormente trabalhou na Rede Globo como fiscal de figuração pela agência MMCDI especialmente na novela Avenida Brasil (2012). Membro votante do Plano Estadual do Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas do Rio de Janeiro, membro número 1017 do CLFC (Clube de Leitores de Ficção Científica) e da Sal (Sociedade de Artes de São Gonçalo), tendo escrito artigos para a Revista Somnium, teve contos selecionados e publicados na Revista Litera, Primeiro Capítulo e é autor de destaque da Obvious Mag. Finalista de diversos concursos literários, tem 21 livros escritos e dois publicados, 'Adormecidos' (2011 - Ryoki Produções) e 'Síndrome Celestial' (2013 - Editora Multifoco).Convido-os a curtir minha página no facebook: www.facebook.com/Filoversismo

Desconstruíndo Darwin – Parte II

O artigo questiona em seus fundamentos o evolucionismo baseando-se em fatos científicos jamais explicados pela mesma e dentro da biologia. A figura de Darwin é questionada e sua teoria desconstruída!


Tudo de melhor que o ser humano criou fora diretamente inspirado na natureza, de modo que sua ciência na verdade apenas visa estudar o universo se resumindo assim a descoberta e a aplicação prática desse conhecimento. O homem nada cria em termos de ciência apenas recria, não sendo criador, mas sim imitador, assim como o robô, o seu engenheiro que o faz a sua semelhança. Tudo que suas invenções fazem é seguir primordialmente as leis naturais ao contrario do próprio homem, que paradoxalmente busca de todo o modo quebrar as regras do universo, como se assim fosse destronar seu suposto Criador. Mas estaria certo o robô que o engenheiro criou virar-se contra seu criador? Antes unir-se a ele a fim de alcançar sua estatura, ou seja, compartilhar de sua natureza criadora por merecimento não por força contrária e opositora a tal (II Tess 2.4). Mas não é somente disso que vive o conceito do design inteligente tão combatido como pseudociência, mas formas e de vida que apresentam formações independente que não sugerem um procedimento de evolução gradual mediante aos acertos e erros da seleção natural. Há diversas controvérsias sobre a teoria da evolução de Darwin, fatos que indicam que na melhor das hipóteses sua teoria deveria ser revista, pois esta prega que toda a forma de vida está em constante e interminável evolução e que todo ser que presumivelmente encontra a forma perfeita acaba pôr desaparecer. Tal confronta-se diretamente com espécies como o Celacanto, peixe marinho que de acordo com fosseis estaria extinto a mais de 300 milhões de anos, porém fora redescoberto em 1938 sem praticamente qualquer mudança ao longo deste período. Como isso se explicaria? Tais animais como os límulos (um fóssil vivo da espécie Crustácea) e o tubarão-cobra (Chlamydoselachus anguineus) são alvo de estudos de uma ciência chamada criptozoologia, são no mínimo curiosos exemplos de seres que apesar de se julgarem extintos existem a milhões de anos apresentando poucas mudanças evolutivas assim como o escorpião e as baratas que infestam nossas cidades há séculos. É extensa a lista de supostos animais estudados pela criptozoologia que, no entanto, jamais tiveram sua existência confirmada, entre estes possíveis remascentes pré-históricos como o relatado monstro do Lago Ness, mesmo que muitos destes sejam fraudes comprovadas e apesar buscar justificarem a um metabolismo lento o porque de pouca mutação ao longo dos milhares de anos, isso na realidade não parece explicar muita coisa. É claro que cada espécie tem a capacidade de se adaptar a cada mudança trazendo a estes, evidentes modificações físicas a fim de adaptar-se ao ambiente a exemplo da Nova Zelândia e Madagascar. Como no exemplo dos mamutes e elefantes, e também mais a curto prazo observável na própria musculatura de qualquer ser cujo o músculo menos utilizando tende a se atrofiar, demonstrando assim funcionalidade adaptativa. Isso é uma questão de mera lógica, tudo que não apresenta função ou é contrário à natureza ruma a extinção, o desaparecimento. Ora, toda a variedade surge da raça original e esta não tem antecessora se não a causa maior. O paleontólogo Alfred Romer certa vez afirmou: "Abaixo deste (período cambriano), há vastas camadas de sedimentos em que seria de esperar que houvesse os progenitores das formas cambrianas. Mas não os encontramos; estes leitos mais antigos são quase desprovidos de evidência de vida, e pode-se razoavelmente dizer que o quadro geral é coerente com a idéia da criação especial no começo das épocas cambrianas." Outro exemplo que se confronta diretamente com as teorias darwinianas é de órgãos como os olhos cuja complexidade e funcionamento harmônico não se justificaria como algo de milhares ou milhões de anos de evolução, fazendo com que cada espécie passasse esse período cega, ou com olhos inúteis, mal formados confirmando o que disse o zoólogo Harold Coffin: "Caso fosse correta a evolução progressiva do simples para o complexo, deveriam ser encontrados os ancestrais dessas criaturas viventes completamente desabrochados no cambriano; mas, não foram encontrados, e os cientistas admitem que existe muito pouca perspectiva de serem algum dia encontrados. Á base apenas destes fatos e à base do que realmente é encontrado na terra, a teoria dum ato criativo súbito, em que as principais formas de vida foram estabelecidas, enquadra-se melhor." Assim como afirmou o Professor W.Branco, do Instituto de Paleontologia de Berlim: "A paleontologia nada nos desvenda sobre o assunto. Desconhece quaisquer ancestrais do homem. Todas as provas, colhidas até o momento, mostram que o homem apareceu de imediato, como homem verdadeiro e completo." São inúmeros os depoimentos e testemunhos dos mais conceituados cientistas do ramo não sobre somente a inviabilidade desta teoria, como dos indícios de uma força maior e criadora. O Peixe-arqueiro (Toxotes Jaculator, da família Toxotidae) originário dos Manguezais tropicais da Australásia e India conhecido pela peculiar maneira de capturar insetos para se alimentar utilizando-se de um jato d'água para atingir o alvo no ar, sobretudo chama atenção pelo fato de sua visão ser capaz de dentro da agua ajustar-se mediante as distorções opticas de forma precisa, de forma similar ao anableps tetrophthalmus um peixe antilhano que tem olhos capazes de ver dentro e fora d'água ao mesmo tempo.

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Talvez exatamente por isso os olhos sejam chamados de as janelas da alma e como desenhista considero a parte mais difícil de se desenhar, assim como para a maioria dos desenhistas de desenho artístico, pois os olhos são a expressão-mor, tornando possível descobrir mentiras por suas pupilas, não por acaso sendo conhecido como ‘O Olho de Darwin’ dada a perplexidade do próprio diante da falta de explicações sobre sua origem. Após sua morte Francis Darwin, filho de Charles Darwin publicou um livro de nome ‘A Vida e a Correspondência de Charles Darwin’ que relata uma carta datada de 2 de abril de 1873 em suas próprias palavras: "Posso dizer-vos que a impossibilidade de considerar este magnífico universo, que contém os nossos 'eus' conscientes, como obra do acaso, é para mim o principal argumento em favor da existência de Deus". Se este trecho não deixa claro o quão enfático fora o criador de tal teoria tão distorcida ao longo dos anos o livro ainda relata uma carta de 3 de julho de 1881 em que Darwin se confessou a seu amigo W.Graham: "o universo não pode ser obra do acaso". Charles Darwin nunca foi ateu em suas próprias palavras, demonstrando que o fenômeno do ceticismo ateu na realidade é uma deliberação culturalmente proposta por teorias como a da própria evolução de Darwin de forma quase religiosa. Todas as grandes mentes de Einstein ao própria Darwin acreditavam num Deus soberano acima da natureza de um jeito ou de outro, mesmo que nem sempre pessoal. Alguns cientistas demonstram que os critérios de evolução podem ocorrer verdadeiramente de modo diferente em ilhas como iobas isolados do ecossistema global. Dr. Shai Meiri do Departamento de Tel Aviv University of Zoology diz que "há uma tendência a acreditar que os animais se tornam muito grandes em ilhas pequenas, e pequenos animais se tornam muito grandes, devido à limitação de recursos ou falta de concorrência. Tenho mostrado que este simplesmente não é verdade, pelo menos não como regra geral . A evolução opera nas ilhas de forma diferente do que em qualquer outro lugar." Porém, alguns cientistas vêm levantado a hipótese de que a seleção natural possa vir a ser uma pseudociência a exemplo do livro Evolution From Space onde F. Hoyle & N. Wickrmasinghe descrevem como sendo "A evolução darwiniana na sua maior parte é improvável de obter sequer corretamente um polipeptídeo, muito menos os milhares nos quais as células vivas dependem para sua sobrevivência. Esta situação é bem conhecida dos geneticistas, e ainda assim ninguém parece preparado para dar um apito na teoria." Mesmo pesquisas comparativas entre o genoma humano ao de primatas realizadas na Universidade de Uppsala concluíram a existência de algum outro tipo de processo chamado BGC (Biased genic conversion) que não privilegia as mutações genéticas pela seleção natural, mas antes prioriza o avanço de alguns genes em relação a outros. Em 'A Origem das Espécies' Darwin apesar de reconhecer que sob tal é fomentada pelas diversidades de leis o qual os seres são submetidos, da termodinâmica a gravidade este atribuí valores discutíveis no âmbito geral onde diz: "Há grandiosidade nesse modo de ver a vida, com suas diversas forças, tendo surgido a partir de umas poucas formas de vida ou de uma única; e que, enquanto este planeta tem orbitado de acordo com as leis fixas da gravidade, de um início tão simples infinitas formas mais belas e maravilhosas evoluíram, e continuam a evoluir." Como se sabe, pelo fato do Darwinismo não ser regido por leis inflexíveis a exemplo da física, mas sobre tudo a conciliação de diversos fatores a determinar tendências adaptativas em relação ao habitat fica-se muito pendente suas conceituais pelo fato de somente saber-se comprovadamente que tal funcione a médio prazo por exemplos sutis de divisões de espécies e do qual semelhanças entre as demais por mais distantes e distintas que sejam não podem ser argumentos mais que especulativos, por não haver qualquer traço factual que as ligue de modo objetivamente claro conforme debatido em 'Ecce Libro'. Por exemplo, alguns pesquisadores descobriram recentemente que alguns fósseis de animais pré-históricos ao longo da fase de crescimento apresentavam grandes diferenciações a exemplo do Triceratops fazendo mesmo que alguns pesquisadores como a exemplo do século XIX acreditassem mesmo se tratar de espécies diferentes. Sob tal aspecto os paleontólogos Scannella e Horner disseram que o triceratops na realidade seria uma forma jovem de Torosaurus, ou seja, o Triceratops nunca teria existido na realidade. Tal abre novamente uma lacuna na teoria evolucionária onde algumas suposições de 'elos' entre espécies supostamente em estágio de evolução na realidade seriam de estágio de crescimento, mesmo que já creram num paralelo do crerscimento do embrião humano com supostos estágios da evolução! No caso destes animais tal ocorreu porque a formação óssea repleta de vasos sanguineos e sendo esponjoso não alcançava um endurecimento sendo passível de modificações ao longo de sua vida, principalmente o chifre, segundo o Journal of Vertebrate Paleontology, vol 30, p 1157. Na teoria evolucional leva-se em consideração não somente fatores adaptativos, mas mutacionais, taxas de surgimento de mutações em entrincheirados moleculares e fenótipos que exercem enorme poder na orientação do desenvolvimento destas espécies, aqui um teor de aparente aleatoriedade justifica uma implicação diretamente divergente as significativas observações da Seleção natural e conseqüentemente da patética lei do mais forte. A nível celular as mutações chamam-se pleiotrópicos responsáveis pelas divergências entre novos genes e as proteínas exercendo um papel adaptativo ao ambiente do corpo afetado diretamente a evolução do gene assim como na função de suas proteínas duplicavelmente. Sobretudo, é crítico as associações da ciência com religião, onde a exemplo dos argumentos de Charles Darwin mediante a seleção natural que deu lugar por sua vez a essa “Lei do Mais forte” que ao contrário do que acreditam não foi concebido por Darwin, e todos os dias demonstrações de que é um argumento pseudocientífico se fazem presentes, mas que nas mãos de nomes como Ernets Haeckel e H.F.K. Günther deram lugar como condutor aos preceitos da higiene racial e do anti-semitismo do nazismo propondo “raças” inferiores e superiores a exemplo do arianismo. Não obstante, mesmo alguns procuravam argumentos no evolucionismo para justificar o mesmo preconceito racial com os negros considerando-se a escravidão justificável, pois o evolucionismo extremista crê que alguns nasceram para servidão, mas onde há seus precedentes na natureza?

Adaptado de ‘Ecce Libro’ e ‘A Ciência do Bem e do mal’ de Gerson Avillez – 2012® Blog interessante sobre o tema: http://pos-darwinista.blogspot.com.br


Gerson Avillez

Fotógrafo e homem da prática de letras nas horas vagas, teólogo e pedagogo por formação, filósofo autodidata e por vocação. Descendente direto do Tenente-General Jorge Avillez, portador da Síndrome de Aspeger, trabalhou em eventos culturais nas Lonas Culturais no Rio (2002) onde produziu e fotografou, tendo fotos publicadas em jornais do Rio de Janeiro. Posteriormente trabalhou na Rede Globo como fiscal de figuração pela agência MMCDI especialmente na novela Avenida Brasil (2012). Membro votante do Plano Estadual do Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas do Rio de Janeiro, membro número 1017 do CLFC (Clube de Leitores de Ficção Científica) e da Sal (Sociedade de Artes de São Gonçalo), tendo escrito artigos para a Revista Somnium, teve contos selecionados e publicados na Revista Litera, Primeiro Capítulo e é autor de destaque da Obvious Mag. Finalista de diversos concursos literários, tem 21 livros escritos e dois publicados, 'Adormecidos' (2011 - Ryoki Produções) e 'Síndrome Celestial' (2013 - Editora Multifoco).Convido-os a curtir minha página no facebook: www.facebook.com/Filoversismo.
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