esquina do Óbvio

Porque a genialidade está à esquina do óbvio

Gerson Avillez

Fotógrafo e homem da prática de letras nas horas vagas, teólogo e pedagogo por formação, filósofo autodidata e por vocação. Descendente direto do Tenente-General Jorge Avillez, portador da Síndrome de Aspeger, trabalhou em eventos culturais nas Lonas Culturais no Rio (2002) onde produziu e fotografou, tendo fotos publicadas em jornais do Rio de Janeiro. Posteriormente trabalhou na Rede Globo como fiscal de figuração pela agência MMCDI especialmente na novela Avenida Brasil (2012). Membro votante do Plano Estadual do Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas do Rio de Janeiro, membro número 1017 do CLFC (Clube de Leitores de Ficção Científica) e da Sal (Sociedade de Artes de São Gonçalo), tendo escrito artigos para a Revista Somnium, teve contos selecionados e publicados na Revista Litera, Primeiro Capítulo e é autor de destaque da Obvious Mag. Finalista de diversos concursos literários, tem 21 livros escritos e dois publicados, 'Adormecidos' (2011 - Ryoki Produções) e 'Síndrome Celestial' (2013 - Editora Multifoco).Convido-os a curtir minha página no facebook: www.facebook.com/Filoversismo

A Vilania filosófica de Nolan

Uma nalise filosófica sobre a relação entre herói e vilão no clássico embate expresso principalmente em nos filmes de Christopher Nolan como a trilogia Batman.


É muito intrigante analisar os aspectos filosóficos da estrutura narrativa do roteiro de Nolan para seus filmes em geral. O homem é realmente hábil em filosofias humanas e antropológicas. Nota-se sobre os comentários do mesmo em entrevistas dadas recentemente como esta vista aqui. Acho que realmente os grandes vilões que Christopher Nolan constrói são complexos porque eles são verdadeiros, não moralistas unidimensionais ou mal puro e simples, mesmo. Não que tais vilões acreditem na verdade, mas acreditam que sua ideologia é a verdade e a seu modo chegam a ser honestos ao menos consigo mesmo, mesmo que enganando a si mesmos.

bane-batman.jpg Clássico embate heroí e vilão em Batman: Cavalheiro das Trevas Ressurge

Sem dúvidas é uma forma muito mais ampla e filosófica de se ver o mal, estilo tese e antítese, ao contrário de minhas colocações como mera oposição a tudo que é bom, sendo esta, porém, mais bíblica, aquele vilão que sabe o que é errado, mas ainda o faz por prazer, mesmo bem ao estilo sociopata. Em meus livros todos vilões o são, não sendo circunstanciais muito menos. Porém, vendo na própria estrutura dos filmes da trilogia batman apresenta em seu enredos sistemas de tese/antítese onde o Batman Begins representa o ponto inicial de tese para seu mundo, e mais democrático ao passo que Cavalheiro Das Trevas o vilão é o caos representado por Coringa, e por fim seu extremo oposto, a ditadura de Bane, que ao contrário de Coringa não é sarcástico, mas seco. Deste modo apresenta sim uma representação política e sociológica mesmo que muito mais filosófica de tais temas.

O-Coringa-vivido-pelo-ator-Heath-Ledger-no-filme-‘Batman-O-Cavaleiro-das-Trevas’-2008-de-Chrisfopher-Nolan.jpeg Coringa, o manipulador agente do caos

O ponto mais intrigante é a maneira simbiotica que o quadro heróis e vilões formam como sendo um montante do mesmo a funcionarem assim esquematicamente se completando, o que sob este ponto de vista discordo plenamente. Sobretudo, a concepção dualista expressada nisto propõe uma constante luta pela divisão de poderes, uma na busca por este por meio da destruição ou autoconhecimento (Batman Begins) a segunda a dispersão do poder caoticamente e por fim a centralização única de tal poder expressa na figura de Bane enquanto Coringa como mesmo se diz não é um ditador, mas um agente do caos. Aqui noto o diferencial de minhas propostas onde o poder deve ser focando não em pessoas, mas em leis que praticamente pensem por si só memso que imparciais, tal como é no universo. Concepção esta que considero a mais original e verdadeira por corresponder à natureza - por isso coloco a figura de Deus, não como um ditador, mas um legislador - que por um lado aparenta ser pelo mais 'forte' (ditador) enquanto de outro lado pelo 'caos' (anarquia), ambas ilusões perceptivas. Deste modo a vilania surge na canalização desse poder de modo injusto concordantemente com os filmes de Nolan - mesmo o ditador em algum momento chega a aceitar isso se colocando, porém, erroneamente como a própria lei.. Assim os filmes de Batman não são de Direita ou Esquerda, mas discurssivo a ambos. Então afinal qual é o papel do Batman? Ser agente do controle centralizador destes extremos, um pacificador por quanto a guerra não tem lado bom ou mal, a guerra é o próprio mal principalmente sobre uma concepção cristã pós Cristo.

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Fotógrafo e homem da prática de letras nas horas vagas, teólogo e pedagogo por formação, filósofo autodidata e por vocação. Descendente direto do Tenente-General Jorge Avillez, portador da Síndrome de Aspeger, trabalhou em eventos culturais nas Lonas Culturais no Rio (2002) onde produziu e fotografou, tendo fotos publicadas em jornais do Rio de Janeiro. Posteriormente trabalhou na Rede Globo como fiscal de figuração pela agência MMCDI especialmente na novela Avenida Brasil (2012). Membro votante do Plano Estadual do Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas do Rio de Janeiro, membro número 1017 do CLFC (Clube de Leitores de Ficção Científica) e da Sal (Sociedade de Artes de São Gonçalo), tendo escrito artigos para a Revista Somnium, teve contos selecionados e publicados na Revista Litera, Primeiro Capítulo e é autor de destaque da Obvious Mag. Finalista de diversos concursos literários, tem 21 livros escritos e dois publicados, 'Adormecidos' (2011 - Ryoki Produções) e 'Síndrome Celestial' (2013 - Editora Multifoco).Convido-os a curtir minha página no facebook: www.facebook.com/Filoversismo.
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