esquina do Óbvio

Porque a genialidade está à esquina do óbvio

Gerson Avillez

Fotógrafo, autor, teólogo, filósofo e pedagogo por formação. Portador da Síndrome de Aspeger com superdotação (Qi 163), trabalhou em eventos culturais nas Lonas Culturais no Rio (2002) onde produziu e fotografou, com fotos publicadas em jornais cariocas. Posteriormente trabalhou na Globo como fiscal de figuração pela agência MMCDI na novela Avenida Brasil (2012). Membro votante do Plano Estadual do Livro, Leitura,Literatura e Bibliotecas do Rio de Janeiro, membro do CLFC (Clube de Leitores de Ficção Científica) e da Sal (Sociedade de Artes de São Gonçalo), escreveu artigos para a Revista Somnium, teve 35 contos selecionados e publicados na Revista Litera Livre, site Maldohorror, Primeiro Capítulo, Conexão Literatura, Creepypasta Brasil nas antologias Arte do Terror, Mirage, Nemephile, assim como autor da semana com artigos de destaque na Obvious Mag. Finalista de diversos concursos literários. Tem 27 livros escritos e dois publicados, 'Adormecidos' (2011 - Ryoki Produções) e 'Síndrome Celestial' (2013 - Ed. Multifoco). Convido-os a curtir minha página no facebook: www.facebook.com/Filoversismo

Antropatia, exemplos verdadeiros

Conforme um artigo anterior sobre os conceitos de antropatia, o autor se debruça sobre casos o qual mesmo psicólogos célebres indicavam que um comportamento negativo poderia ser favorecido por uma manifestação coletiva atípica. De arquétipos como de Wotan e Kali é tecido um texto o qual se demonstra como a crença em determinadas entidades podem ter incomum relação com isto.


Carl Jung parecia presumir os antecedentes da teoria de meme de Hawkins onde o termo "demônio" era atribuído a ideias que penetram a mente e assim se dissemina. Exemplos por esse mesmo notório psicólogo ex-amigo de Freud por divergências posteriores foram dadas, o III Reich seria o mais veemente exemplo de resultado de uma possessão coletiva do demônio nórdico chamado Wotan. E realmente isso perpetua-se como a ideia de um meme assim como a premissa de 'Adormecidos' coloca similarmente Anil onde o futuro não se distingue dos sonhos, ainda que neste caso, a de Wotan segue elementos muito mais aproximados de uma doença psicológica coletiva por atuar num alma cultura ou consciência coletiva, uma antropatia. O livro 'Ars ad Speculum' praticamente "profetiza" sobre esse pressuposto onde a psiquê, neste caso coletiva parece se intercalar com a proposta literal de espiritualidade onde ideias ganham vida por padrões do comportamento negativos. Naturalmente que proliferadores de impunidade e crimes são agentes comuns.

Seria acaso ou mera invenção do autor que vos fala? Evidente que determinados tipos de comportamentos dentro da antropologia não poderia identificar a inferioridade ou superioridade de uma cultura quando a mudança de comportamento a algo nocivo para ser indicativo a uma sequência de crimes e impunidade pandêmicas ou endêmicas a exemplos de países corruptos e dominados pela miséria.

jung.jpg Carl Jung, psicologo que associou o III Reich e seus crimes a uma possessão coletiva.

Ainda que determinados tipos de crenças poderiam propriamente perpetua-las assim como a dos demônios propriamente ditos, como Shiva, Kali entre tantos outros.

kali-QA94_l.jpg O cruel demônio Kali, como se vê na gravura sedenta por sangue e violência.

Uma olhada pela demonologia percebe-se não somente como ela cruza-se com a cultura popular como muito de seus demônios carregam em si a própria ideia de moléstias, crimes, violência e etc de modo que a relação de Jung com demônios numa possessão coletiva fora o caminho natural para essas premissas serem relacionadas e verdadeiras e que pela degeneração e falência moral são facilmente notáveis justificando o termo antropatia. Assim como cada povo tem seu santo padroeiro, estima-se haver cada qual seu demônio a assombra-lo e por isso não é incomum ver personagens mitológicos serem demônios.


Gerson Avillez

Fotógrafo, autor, teólogo, filósofo e pedagogo por formação. Portador da Síndrome de Aspeger com superdotação (Qi 163), trabalhou em eventos culturais nas Lonas Culturais no Rio (2002) onde produziu e fotografou, com fotos publicadas em jornais cariocas. Posteriormente trabalhou na Globo como fiscal de figuração pela agência MMCDI na novela Avenida Brasil (2012). Membro votante do Plano Estadual do Livro, Leitura,Literatura e Bibliotecas do Rio de Janeiro, membro do CLFC (Clube de Leitores de Ficção Científica) e da Sal (Sociedade de Artes de São Gonçalo), escreveu artigos para a Revista Somnium, teve 35 contos selecionados e publicados na Revista Litera Livre, site Maldohorror, Primeiro Capítulo, Conexão Literatura, Creepypasta Brasil nas antologias Arte do Terror, Mirage, Nemephile, assim como autor da semana com artigos de destaque na Obvious Mag. Finalista de diversos concursos literários. Tem 27 livros escritos e dois publicados, 'Adormecidos' (2011 - Ryoki Produções) e 'Síndrome Celestial' (2013 - Ed. Multifoco). Convido-os a curtir minha página no facebook: www.facebook.com/Filoversismo.
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