esquina do Óbvio

Porque a genialidade está à esquina do óbvio

Gerson Avillez

Fotógrafo e homem da prática de letras nas horas vagas, teólogo e pedagogo por formação, filósofo autodidata e por vocação. Descendente direto do Tenente-General Jorge Avillez, portador da Síndrome de Aspeger, trabalhou em eventos culturais nas Lonas Culturais no Rio (2002) onde produziu e fotografou, tendo fotos publicadas em jornais do Rio de Janeiro. Posteriormente trabalhou na Rede Globo como fiscal de figuração pela agência MMCDI especialmente na novela Avenida Brasil (2012). Membro votante do Plano Estadual do Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas do Rio de Janeiro, membro número 1017 do CLFC (Clube de Leitores de Ficção Científica) e da Sal (Sociedade de Artes de São Gonçalo), tendo escrito artigos para a Revista Somnium, teve contos selecionados e publicados na Revista Litera, Primeiro Capítulo e é autor de destaque da Obvious Mag. Finalista de diversos concursos literários, tem 21 livros escritos e dois publicados, 'Adormecidos' (2011 - Ryoki Produções) e 'Síndrome Celestial' (2013 - Editora Multifoco).Convido-os a curtir minha página no facebook: www.facebook.com/Filoversismo

Anarquia como crítica a política


Há alguns anos assisti uma reportagem no Fantástico – quando ainda era bom – sobre uma cidade no interior dos Estados Unidos em que o governo quase não era presente. O experimento social que se seguiu involuntariamente parecia dar razão a alguns pressupostos do movimento anarquista. Não havia crimes, tão logo não havia necessidade de polícia, economicamente mantinha-se com autonomia e maturidade social.

Aquilo me impressionou e me levou a questionar o modelo convencional de política e consequentemente a crise de representatividade no Brasil. Uma sociedade debilitada, com problemas sociais, econômicos, na saúde, educação e transportes é preciso um governo para procurar intervir em resoluções práticas aos problemas sociais, ou seja, o governo é preciso para os que precisam ser governados.

Compreensível que mesmo as leis existem para guiar a conduta e comportamento humano numa sociedade servindo de guia a suas obrigações e direitos, como diz o apostolo Paulo, a lei é para os que estão sem lei, no contexto de não terem uma conduta coerente. Precisamos assim de alguém que represente nossas necessidades e não só, mas ser melhor do que nós para orientar, guiar e governar, ora mesmo médicos se fazem necessário por haver doenças assim são os políticos.

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Mas o problema se agrava quando as imperfeições da sociedade são utilizadas como instrumentos da convocação do poder, dos que não nos governam, mas a si próprios, não estão interessados em liderar, mas dominar. Há daqueles o qual a política aproveita-se das dificuldades como se vendesse um remédio por uma doença, graças a doença. Por isso o experimento social da anarquia nunca deu certo: não havia preparo evoluído e maduro o bastante para a autonomia social.

Um exemplo disso são as ditaduras, o regime fascista e tantos mais, ainda que mediante uma situação caótica e de calamidade se faça necessário líderes, heróis, polícia e médicos a de ser considerado um retrocesso numa sociedade anarquista benevolente e altruísta onde a sociedade atingiu um nível de evolução e maturidade ímpar e creio que mesmo os sistemas de castas e classes não se fariam necessário, como diz na bíblia ‘cada um daria conta de si’.

O governo funciona assim como um pai ou mãe, eles são precisos até que a criança se torne adulta e madura, evoluída o bastante para que cuide de si mesma sem a necessidade do governo dos pais ou uma governanta, que recebe esse nome justamente por isso. Para ver a discussão original sobre anarquia clique aqui.

Problemas sociais não se curam sozinhos, por isso o modelo ideal de anarquia é um fim não um meio. A anarquia como meio é caos e calamidade, como fim é utopia. Enquanto houver problemas sociais o estado e o governo serão precisos, assim enquanto houver crime será preciso polícia e havendo doenças é necessário médicos. Governo é para quem precisa ser governado.


Gerson Avillez

Fotógrafo e homem da prática de letras nas horas vagas, teólogo e pedagogo por formação, filósofo autodidata e por vocação. Descendente direto do Tenente-General Jorge Avillez, portador da Síndrome de Aspeger, trabalhou em eventos culturais nas Lonas Culturais no Rio (2002) onde produziu e fotografou, tendo fotos publicadas em jornais do Rio de Janeiro. Posteriormente trabalhou na Rede Globo como fiscal de figuração pela agência MMCDI especialmente na novela Avenida Brasil (2012). Membro votante do Plano Estadual do Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas do Rio de Janeiro, membro número 1017 do CLFC (Clube de Leitores de Ficção Científica) e da Sal (Sociedade de Artes de São Gonçalo), tendo escrito artigos para a Revista Somnium, teve contos selecionados e publicados na Revista Litera, Primeiro Capítulo e é autor de destaque da Obvious Mag. Finalista de diversos concursos literários, tem 21 livros escritos e dois publicados, 'Adormecidos' (2011 - Ryoki Produções) e 'Síndrome Celestial' (2013 - Editora Multifoco).Convido-os a curtir minha página no facebook: www.facebook.com/Filoversismo.
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