esquina do Óbvio

Porque a genialidade está à esquina do óbvio

Gerson Avillez

Fotógrafo e homem da prática de letras nas horas vagas, teólogo e pedagogo por formação, filósofo autodidata e por vocação. Descendente direto do Tenente-General Jorge Avillez, portador da Síndrome de Aspeger, trabalhou em eventos culturais nas Lonas Culturais no Rio (2002) onde produziu e fotografou, tendo fotos publicadas em jornais do Rio de Janeiro. Posteriormente trabalhou na Rede Globo como fiscal de figuração pela agência MMCDI especialmente na novela Avenida Brasil (2012). Membro votante do Plano Estadual do Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas do Rio de Janeiro, membro número 1017 do CLFC (Clube de Leitores de Ficção Científica) e da Sal (Sociedade de Artes de São Gonçalo), tendo escrito artigos para a Revista Somnium, teve contos selecionados e publicados na Revista Litera, Primeiro Capítulo e é autor de destaque da Obvious Mag. Finalista de diversos concursos literários, tem 21 livros escritos e dois publicados, 'Adormecidos' (2011 - Ryoki Produções) e 'Síndrome Celestial' (2013 - Editora Multifoco).Convido-os a curtir minha página no facebook: www.facebook.com/Filoversismo

LOST and Found: Skinner's Circle

Recheado de referências filosóficas e literárias extremamente reflexivas e interessantes, são inúmeros os exemplos de personagens, situações e temas que abranges questões morais e metafísicas num dos sucessos televisivos mais importante das últimas décadas, LOST que completou dez anos de sua estreia este ano mostra obvias ligações com diversos elementos culturais, metafísicos e mesmo mágicos e de fantasia assim como com Atlântida e seu sonho de viagem no tempo.


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Recheado de referências filosóficas e literárias extremamente reflexivas e interessantes, são inúmeros os exemplos de personagens, situações e temas que abranges questões morais e metafísicas num dos sucessos televisivos mais importante das últimas décadas, LOST que completou dez anos de sua estreia este ano mostra obvias ligações com diversos elementos culturais, metafísicos e mesmo mágicos e de fantasia assim como com Atlântida e seu sonho de viagem no tempo. Muitos reclamam que a série não responde aos mistérios e problemas que se propõe. Mas será que essas perguntas resistem ao tempo? Pois muitas das perguntas foram sim respondidas e muitas outras fazem parte de qualquer trama de suspense e mistério que se forem respondidas simplesmente a série desfaz seu clima. O segredo do suspense e mistério trata não apenas saber o que se mostra, mas como e quando se mostra e o principal, o que se oculta, é um jogo que se estendeu inclusive de volta a rede de internet com o LOST Experience onde informações com pistas são despejadas às toneladas em sites e outros meios de comunicação dando verossimilhança a história da série durante o período de vácuo entre temporadas. Já a narrativa e trama da série é única na Tv e dificilmente deve ser repetida, ao menos com sucesso. Não se trata necessariamente das mais originais, afinal a diversos elementos bem comuns que a constrói como referências a adventure games com Resident Evil e muitos filmes, além do fato da internet e sua interação com os fãs gerar um ponto fundamental no qual sem ela a série jamais daria certo e teria a mesma profundidade segundo os próprios criadores.

Não há um só elemento responsável pelo sucesso da série, mas além de trazer atrativos pop como um belo lugar com belas praias e gente bonita, trazem temas de comum interesse a qualquer ser humano, como destino e frustrações além de apresentar diversos personagens cuja a complexidade e profundidade dificilmente não permitirá que os espectadores não se identifiquem, sempre há um personagem na série no qual um espectador se comparara. Os quebra-cabeças formam um intrigado mosaico no qual toda peça é importante criando especulações dos internautas, além das reviravoltas que são completamente imprevisíveis ao longo dos episódios, tudo com muita coerência fato que não ocorreu depois de certo ponto em Alias, a extinta criação anterior de J.J.Abrams.

Damon Lindelof e J.J.Abrams acertou em cheio até a terceira temporada quando se mantinha um nível de regularidade na qualidade dos episódios, criando uma das mitologias fictícias mais ricas dos tempos atuais. Entre as menções literárias temos 'Our Mutual Friend' de Charles Dickens, Alice no pais das maravilhas que não se manifesta apenas no nome do episódio 'White Rabbit', mas na própria filosofia do seriado.

O seriado, porém, desde a terceira temporada a série saiu declaradamente do eixo de realismo ou quesito ficção-científica mesmo que aparentemente se proponha isso. Porém ainda que se torne verossímil em grande parte pela estrutura narrativa peculiar e a complexidade dos personagens graças ao ótimo exercício de oficio do elenco, desde quando a Ilha desapareceu na quarta temporada, mais precisamente, se perdendo em fantásticas viagens temporais por mais interessantes que sejam especulativamente é obviamente inviável de acordo com as próprias regras implícitas postuladas pela trama. Mas não é só. LOST tem uma gama de conceitos sincretistas onde os elementos e supostos eventos vão muito além plausivelmente da premissa científica, mas exercício de fantasia e terror, embrulhados num belo pacote comercial.

O Próprio personagem Jacob, interpretado por Mark Pellegrino cujo o Curriculum do ator parece dar pistas que confirmem sua procedência: um psicopata em Dexter e um demônio em Supernatural. Ou seja, desde quando se "vê" ele supostamente na cabana-miragem que surge e desaparece é um claro indício de que é uma espécie de demônio. As pistas estão no próprio seriado onde ele parece pedir por socorro, logo não pode ser onipotente, mas antes preso naquele lugar-dimensão por algum feitiço, e ao "chamar" os demais para a ilha com um toque ao visitá-las, que se assemelha bastante a uma entidade do filme "Possuídos".

Outro argumento ainda não explicado pelo seriado é a do monstro de fumaça. Ele parece tomar a forma de qualquer coisa e realizar os desejos tal como um Djin, ou gênio da lâmpada, uma personificação comum a de demônios difundidos pela cultura do oriente médio, a referência do personagem Jin, esposo de Sun - que pode ser interpretado no inglês como sol - parece confirmar. Novamente esta forma de demônios como fumaça-negra pode ser vista no Supernatural. Esta nuvem negra inclusive também se assemelha ao Norgoth ou Melkor, O Senhor das Trevas descrito em Silmarillion de J.R.R Tolkien, não obstante a descrição das muralhas invisíveis se assemelham com as muralhas sônicas de mesma obra. Se olharmos sobre está óptica a ilha dos Olhos se assemelha a terra média onde se reina magia e os Outros fossem como os elfos das florestas negras que conforme descrito no livro 'O Hobitt' surgem com tochas de fogo que se apagam repentinamente tal como a aparição dos hostis na Segunda Temporada da série, mesmo que na prática suas atitudes se assemelhem mais com a dos Orcs, igualmente hostis ao menos.

Mas há também referências bíblicas onde Daniel Faraday é uma menção, não somente ao Daniel bíblico levado a Babilônia, mas ao físico britânico Michael Faraday um dos fundadores da eletrônica moderna, e sendo um dos nomes mais influentes também no ramo da física e química.

Marvin Candle

Dr. Marvin Candle dos vídeos de orientação também já fora chamado de "Wickmund" e "Waxman" ("homem de cera") que poderia designar que na realidade era um ator para diversos papeis. Alias, o cumprimento 'Namaste' feito por Candle é um cumprimento formal que quer dizer "até logo" e "olá" em Hindi. "Namas" significa 'Eu curvo', e "té" significa 'você'; portanto, "Namasté" literalamente significa "Eu (me) curvo a você". Poderia ser também definido pelas religiões da Índia como "meu deus se curva diante de seu deus".

Já o Dr. Richard Alpert também é o nome de um psicólogo e espiritualista Hindu. Mais conhecido como Ram Dass, nome pelo qual foi batizado na Índia e significa "Servo de Deus", ele foi desligado da Universidade de Havard por experiências com químicos psicodélicos como "psilocybin" e "LSD-25"

Um dos principais líderes dos hostis é Matthew Abbadon. Em Hebreu Abaddon significa "destruição", podendo também designar "lugar de destruição" ou "Reino da morte" (Jó 26:6; Provérbios 15:11), ou se referindo como "anjo do abismo" (Apocalipse 9:11), podendo ser descrito como uma representação do anticristo ou Satanás.

De outro lado temos o “rato” do destino, Desmond Hume, outra sutil homenagem ao pensador do empirismo David Hume. Desmond, é um sujeito que parou na ilha e no projeto por acaso e assim soa perfeitamente mencionado como o ratinho perdido no labirinto de Daniel Faray, do episódio 'The Constant'. Aliás, a marca do destino é o mais importante elemento que somado ao arco do tempo iniciado pelo próprio Desmond e os flashback faz tudo se encaixar – não por menos os melhores episódios são os dele, único que justifica-se em certo ponto viagens no tempo.

No entanto, um dos personagens mais notórios é John Locke. Inspirado no filosofo de mesmo nome, que traz a luz a filosofia da razão onde o conhecimento é delimitado pela experiência prática. Em seu conceito da 'Tabula Rasa' do qual dá nome ao segundo episódio da série preza justamente isso: a vida é uma folha em branco do qual se há de preencher com a experiência, escrevendo assim sua história.

Anthony Cooper, sendo o pai de Locke no seriado é também um personagem importante na biografia do Locke filosofo, sendo este o responsável por introduzi-lo na política. Mas Locke é ambíguo, sua figura funde-se e confunde-se com a ilha transitando de um extremo ao outro do dualismo. Isso se mostra claramente na representação do jogo 'gamão' apresentado por ele ao menino Walt, exemplo mais antigo da representação do dualismo humano.

Dentre as torções de gênero, morais ou espirituais, todos os sinais se comprovam no final da quinta temporada e até mesmo na terceira onde Locke é convocado a matar seu próprio pai numa espécie de ritual de sacrifício por Benjamin Linus. Por sua vez, Linus é a personificação do maquiavelismo maniqueísta, inescrupuloso e perverso não se importa como ninguém se não seus objetivos, e por isso mesmo não se importou quanto matou dezenas de pessoas no navio de resgate no final da quarta temporada. Como um sujeito perverso assim pode se afirmar como mocinho segundo em suas próprias palavras?

Sobretudo enquanto alguns personagens parecem claramente como maus - apesar de estranhamente a premissa querer provar de algum modo o oposto - uns personagens constantemente atravessam a linha da moral e ética a exemplo do próprio Locke, sendo capaz de matar Naomi e entre tantos outros casos, mesmo que aqui ainda pareça representar algum quadro redentor. Mas os Outros ou Hostis, fazem jus ao nome, são exemplos de soberba e impiedade, profundamente rancorosos eles não hesitam em fazer mal cruelmente a qualquer um que esteja em seu caminho pura e simplesmente para satisfazer seus egos e desejos, inclusive com os seus, a exemplo de Goodwin por ter um caso com a então recém chegada Elizabeth.

Mas enquanto a Iniciativa Dharma demonstrava ter tons de legitimidade para com a ciência, logo sendo o único elemento que busca parâmetros de ligação provavelmente deliberadamente para facilitar a verossimilhança e realismo a - mesmo que especulativa ainda assim - seus destruidores, os Hostis, parecem brincar de sadismo com os sobreviventes, como utilizar uma versão gigante da Caixa de Skinner apenas para torturar Sawyer e Kate no início da segunda temporada, afinal a própria ilha seria uma grande e engenhosa caixa de Skinner, mesmo que aqui plenamente funcional em orgânica.

Aqui o Behaviorismo contextualmente funciona não como mero determinismo, mas pela orgânica espontânea de seus personagens que realmente constroem um mosaico intrincadamente interessante e dentro de seu universo sem contradições gerais, mesmo que numa irritante relação de simbiose com os insuportáveis "outros". Dentro de sua própria engenhosa narrativa - de arte e psicologia, não ciência - parece funcionar como uma bela Caixa de Skinner para o espectador, onde a ausência de um único protagonista oferece a singular oportunidade de identificação com um dos muitos estereótipos apresentados e construídos em seu universo dialético com todos os arcos dramáticos possíveis que permitam esta identificação mediante preferências, situações e dramas comuns, que soam, a grosso modo, como tiros para todos os lados.

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A Ideia pode funcionar perigosamente da seguinte forma para alguns: se é bonito na ficção, não se necessita comprovar que na realidade também ficaria bonito. Ou seja, não há qualquer compromisso documental verídico para com a realidade, se não, apenas pela arte se comprovar!

Assim tirando-se a narrativa, o seriado não trouxe nenhum conceito relevantemente novo se não renovar temas já recorrentes mediante a ficção-científica e terror, apresentando uma maneira nova de contar coisas antigas, justamente o que torna o seriado "surpreendente". Sua maior marca são os Flashfowards, formula que fora reproduzida num seriado de mesmo nome do mesmo canal, mas que apesar da qualidade não vingou. E mesmo que a série seja muito bem produzida deixa alguns furos como por exemplo: se todos deveriam voltar para a Ilha na quinta temporada então por que Walt não voltou? Charlie no episódios final da terceira (Ep. The Looking Glass) temporada se sacrificou para que conforme a visão de Desmond ela pudesse sair da ilha, mas não saiu ela desapareceu lá, foi sacrifício vão, afinal todos tiveram de voltar mesmo!

Mas as menções vão fora do seriado alcançando o jogo de mídia do Lost Experience, este trás menções a uma mulher que quer descobrir um mistério de família e seu pai até então desconhecido, e o uso de portadores da Síndrome de Asperger no experimento, de forma quase escrava. O intrincado jogo de realidade LOST Experience, que se resume como uma extensão do seriado, mistura Hoax, isto é, mentiras com verdade, espalhando pistas tanto pela mídia como em sites. Este deu um "grande" novo passo em direção a seu público recrutando candidatos, para uma participação ativa neste jogo. No entanto sabendo que as aparências enganam, e por de trás de um inteligente jogo de mistério pode haver segundas intenções. Como se sabe a ideia inicial da Dharma no seriado era a das mais nobres, desenvolver o intelecto humano, se especificar na investigação de fenômenos temporais e eletromagnéticos e lutar contra a possibilidade do fim do mundo. Apesar de no seriado seu poder sobre a ilha acabar e virtude dos hostis, a Dharma prossegue fora dela, mas conforme o recrutamento estes ao passarem uma carta aos selecionados deixam pistas bem claras do que digo.

Os personagens da Ilha dos Olhos de LOST, são exatamente como o ratinho de Faraday no labirinto do episódio 'The Constant', sendo manipulados e enganados. A ilha de LOST não passa de uma grande zona de convergência de experimentos conspiratórios de manipulação apropriando-se de elementos do Projeto Filadélfia e Triângulo das Bermudas, fora as correntes Telluric que tão prezadas pelos Templários (que se enquadram plenamente com os hostis em suas práticas) cujo um dos poucos elementos definitivamente exoticamente inexplicáveis são as viagens temporais de consciência de Desmond e outros. É essa uma das principais conclusões que tiro no final desta série tão grandemente regida, escrita e desenvolvida por seus criadores.

O Nome da estação aquática The Looking Glass, em que o inglês Charlie vai com os escocês Desmond por sua vez no último episódio da Terceira temporada, pode ser uma menção ao livro Alice Through the Looking Glass de Lewis Carrol (Alice Através do Espelho), mas também, é o nome de um tabloide inglês em que o ocultista G.C.Jones processou por se referirem a Ordem Fraternitatis Astrum Argentum criada por Aleister Crowley de satânica e de sugerir que Jones teria relações sexuais com Crowley que era visto pela impressa com repúdio, por libertinagem e bissexualidade assumida.

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Por sua vez um dos temas mais recorrentes é sem dúvidas os conceitos do polêmico Behaviorismo do qual o próprio seriado segue de forma elegante (é viciante), em sua filosofia heavy-metal prega a inexistência do livre-arbítrio e que todos estão compelidos a determinada reação diante de uma ação anterior, seja por influência de estímulos externos ou por suas próprias preferências e desejos. Lá estão as claras referências a 'caixa de Skinner' nos primeiros episódios da terceira temporada e até mesmo na Escotilha Cisnei da segunda temporada. Skinner, notório Behaviorista do qual neste experimento compelia o animal a apertar o botão para se ter o que queria como visto nas temporadas posteriores em jaulas.

Estas questões levam inexoravelmente a Engenharia Social onde é uma forma de manipulação, hora de forma amena praticada pela Dharma Iniciativa ou de forma radical e extremista pelos hostis. Mas o debate fica amplamente aberto, sobre o poder manipulador demonstrando claramente que nem todos os personagens estão suscetíveis a lei da ação e reação meramente, a exemplo da francesa Rousseau que por sua vez é inspirada no filosofo Jean-Jacques Rousseau, talvez por estes elementos surpresas que o experimento da ilha tenha dado errado.

Este seriado pela complexidade e qualidade seria impossível de se realizar sem o maquinário de Hollywood, no entanto, ainda assim apresenta algumas falhas. Os elementos sobre magnetismo abordados no seriado estão atrelados ao conceito da telúrica, onde especialmente este lugar por ser em grande parte formada por rochas vulcânicas demonstram veracidade - ver episódio S.O.S. da segunda temporada tal como é Havaí - mesmo que tropece absurdamente com o tele transporte da ilha ao sugerir que esta é simplesmente destacável, mas que no mínimo provocaria um grande terremoto por mexer diretamente com as placas tectônicas. E afinal onde foram parar as crianças raptadas pelos hostis no início da segunda temporada? Entre as falhas estão a do próprio personagem Benjamim Linus que foi concebido originalmente para sair logo da série mas se tornou líder dos hostis. Fato que também compartilha o personagem Jack que deveria ter morrido no piloto do seriado. Entre outros personagens fora criado tardiamente Paulo - interpretado por Rodrigo Santoro - do qual que pelo oposto não ser tão bom acabou-se inventando uma saída para ele.

A Dharma por sua vez é apresentado aos habitantes não convidados da ilha pelo Dr.Marvin Candle e seus fascinantes vídeos misteriosos da Iniciativa, este ponto fora o ponto que me fisgou em definitivo.

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"Eu olhei nos olhos dessa ilha. E o que vi era lindo" (John Locke)


Gerson Avillez

Fotógrafo e homem da prática de letras nas horas vagas, teólogo e pedagogo por formação, filósofo autodidata e por vocação. Descendente direto do Tenente-General Jorge Avillez, portador da Síndrome de Aspeger, trabalhou em eventos culturais nas Lonas Culturais no Rio (2002) onde produziu e fotografou, tendo fotos publicadas em jornais do Rio de Janeiro. Posteriormente trabalhou na Rede Globo como fiscal de figuração pela agência MMCDI especialmente na novela Avenida Brasil (2012). Membro votante do Plano Estadual do Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas do Rio de Janeiro, membro número 1017 do CLFC (Clube de Leitores de Ficção Científica) e da Sal (Sociedade de Artes de São Gonçalo), tendo escrito artigos para a Revista Somnium, teve contos selecionados e publicados na Revista Litera, Primeiro Capítulo e é autor de destaque da Obvious Mag. Finalista de diversos concursos literários, tem 21 livros escritos e dois publicados, 'Adormecidos' (2011 - Ryoki Produções) e 'Síndrome Celestial' (2013 - Editora Multifoco).Convido-os a curtir minha página no facebook: www.facebook.com/Filoversismo.
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