esquina do Óbvio

Porque a genialidade está à esquina do óbvio

Gerson Avillez

Graduando em pedagogia, bacharel em teologia. Conservador moderado de direita com tendências anarcopacifistas como crítica à corrupção e abusos de poder, e asperger por natureza. Homo Kaber Viven, natural do Rio de Janeiro. Hominídeo bípede de hábitos onívoros e graduando teologia. A pedra no rim do capeta, o dragão na garagem dos pseudos, a pulga atrás da orelha de Nietzsche, o calo nos pés do mau vidente. Membro do CLFC (Clube de Leitores de Ficção Científica) Autor de 20 livros até 2015 de Corpus Ad Ventus sua Magnus Opus. Convido-os a curtir minha página no facebook: www.facebook.com/Filoversismo

Uma discussão sociológica do dualismo

O dualismo supõe opostos equivalentes, luz e trevas, bom e mal, mulher e homem, mas para alguns tudo o quanto é antônimo enquadra-se generalizadamente nisto notando que muitos dos dualismos não coexistem, na verdade nisto resite as inversões que tanto permeiam a degeneração de valores em sua crise, tão comuns hoje na sociedade. Mas bondade é mais conhecida por buscar sinônimos do que antônimos.


O dualismo existe em duas instâncias, o auto-anulável e o auto-completável, enquanto seres e elementos simbióticos se integram completando-se a relação auto-anulável é parasita onde o qual um oposto tende a anular o outro. Todavia uma terceira hipótese vinha do contraditório absurdo, pois assim como água e óleo não se juntam não se pode estar certo e errado ao mesmo tempo. Ou talvez pior, isso generalizado pode polarizar conceitos de abismos como de extremos, o pobre e o rico, o simples e o intelectual, favorecendo o oposto da igualdade. O dualismo realmente existe, mas sua generalização é perigosa e cria mais problemas do que resolve, sendo apenas polarizador da igualdade a anulando plenamente.

Podemos ver um exemplo de dualismos polarizantes nas diferenças sócio-econômicas de classes - O pobre e o rico. De um lado a cidade japonesa onde após a tsunami de 2011 fora totalmente reconstruída e ainda devolveram o dinheiro de empréstimo, enquanto em Nova Friburgo (RJ) o orçamento para a reconstrução da cidade destruída pelas enchentes estourou e o trabalho não fora concluído. No Japão há constituição, aqui papel higiênico tipo importação - pra Venezuela. O Problema todo é ideológico por uma doutrina dualista polarizadora de extremos cujo ápice é a luta de classes marxista. Olhem para a favela e vejam a multidão crescente de excluídos e marginalizados criando a piramide moderna das realidades divergentes e servindo de matéria prima para a enorme máquina de moer do estado, na fabricação de bandidos. O processo é industrial de uma cubanização venezuelana aromatizado artificialmente com flores da primavera.

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Nessa instância generalista o dualismo se torna uma filosofia bipolar e não menos esquizofrênica, é sádica quando o prazer depende de nossa dor, é parasita quando a riqueza deles é sob nossa miséria. A ideologia do mal é de extremos e deficiente moral onde o um mais um deixa de ser dois e passa a ser onze.

Alegações de que aqui se faz, aqui se paga, são falhas quimeras para justificar justiceiros parciais sob uma visão relativizada de sua própria vontade por vezes ocultada sob a falsa bandeira de Deus. Há pessoas que sofrem sem motivo e assim perecem tanto quanto o que deveria sofrer o que fazem atrocidades, e há aquelas o qual fazem as atrocidades, mas impunes por toda vida e por vezes numa vida de opulência e luxo. Mas o que é a maldade senão aquela conhecida peculiarmente por atitudes de injustiça, sem motivo, coerência ou proporção? É "justamente" ela quem faz pagar o inocente que permanece em vida injustiçado. A maldade é a metafísica negativa do livre-arbítrio, a causa primária do desequilíbrio do universo. A maldade institucionalizada se tornou um imposto a ser pago, para estes aqui se paga aqui se paga. A quem paga o cobrador desses impostos, eis aqui o pseudojustificador dos opostos! Sim, para estes o mundo é divido em duas partes, os que fazem as atrocidades e os que as sofrem, mundo onde eventualmente acontecem casos de verdadeira justiça.


Gerson Avillez

Graduando em pedagogia, bacharel em teologia. Conservador moderado de direita com tendências anarcopacifistas como crítica à corrupção e abusos de poder, e asperger por natureza. Homo Kaber Viven, natural do Rio de Janeiro. Hominídeo bípede de hábitos onívoros e graduando teologia. A pedra no rim do capeta, o dragão na garagem dos pseudos, a pulga atrás da orelha de Nietzsche, o calo nos pés do mau vidente. Membro do CLFC (Clube de Leitores de Ficção Científica) Autor de 20 livros até 2015 de Corpus Ad Ventus sua Magnus Opus. Convido-os a curtir minha página no facebook: www.facebook.com/Filoversismo.
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